segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Como é que se diz 'em um futuro próximo' em inglês?

A expressão 'em um futuro próximo' tem como sinônimas as expressões 'em pouco tempo', 'em um curto espaço de tempo', 'a curto prazo', 'dentro em breve'. Ou seja, são expressões usadas para dizer que algo acontecerá muito em breve.

Em inglês você poderá dizer 'in the short run' ou ainda 'in the near future'. Veja os exemplos abaixo:
  • In the short run, there's no solution in sight. [A curto prazo, não há nenhuma solução aparente.]
  • This lack of money will be a problem in the short run. [Esta falta de dinheiro será um problema dentro em breve.]
  • There's no doubt that we'll need a new car in the near future. [Não resta dúvidas de que precisaremos de um carro novo em um futuro próximo.]
  • Although gasoline prices may rise in the short run, they should begin to fall again by the end of the year. [Embora o preço da gasolina suba em um futuro próximo, ele começará a cair novamente lá pelo final do ano.]
Outra expressão que é usada com o mesmo sentido é 'in the short term'.

Como você pôde ver pelos exemplos acima as equivalências [traduções] devem ser adptadas de acordo com o contexto. Isto significa que você deverá adaptar a equivalência que soar melhor no texto. Na fala não haverá problemas. Afinal, você estará expressando exatamente aquilo que deseja.

Agora pegue seu Lexical Notebook e crie mais alguns exemplos com estas expressões. Só assim você entenderá e assimilará melhor cada uma delas.

That's all, folks! Have a nice day!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

'I mean' ou 'or rather'?

Antes de ontem publiquei o post intitulado "Como é se diz 'ou melhor' em inglês?". Nele falei sobre a expressão 'or rather' como a forma correta de dizer 'ou melhor' com o sentido de corrigirmos algo que acabamos de dizer. Veja abaixo os exemplos dados lá:
  • We all went in Neto's car, or rather in Fabiano's.
  • He's Australian, or rather Canadian.
  • I'm going to travel in December, or rather in January.
  • She worked as a secretary, or rather, a receptionist.
Até aí tudo bem! O 'problema' é que algumas pessoas questionaram se a expressão 'I mean' poderia ser usado para expressar a mesma ideia do 'or rather'. A resposta é sim.

Ou seja, 'I mean' e 'or rather' nestes casos são sinônimos. A diferença é que 'I mean' é muito mais usado na língua falada. O mesmo ocorre em português. Nós dizemos 'ou melhor' ou dizemos 'quer dizer'. São formas diferentes de de expressar a mesma coisa.

Diante disto saiba que em todos os exemplos acima, você pode trocar o 'or rather' por 'I mean' sem problemas. Ficando assim:
  • We all went in Neto's car, I mean in Fabiano's.
  • He's Australian, I mean Canadian.
  • I'm going to travel in December, I mean in January.
  • She worked as a secretary, I mean, a receptionist.
Vale lembrar, no entanto, que 'I mean' como discourse marker [o nome que usamos para este tipos de chunk] é usado também em outros momentos expressando ideias diferentes. Mas vamos falar sobre isto em outro momento.

That's all for today. Have a nice weekend you all! Take care!

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como é que se diz 'ser rápido no gatilho' em inglês?

'Ser rápido no gatilho' é uma desta expressões que talvez muita gente não conheça. Portanto, é bom dar uma breve explicação a respeito antes de falar sobre sua equivalente em inglês.

Algumas pessoas usam esta expressão quando querem descrever que alguém é rápido em fazer alguma coisa, ou mesmo ser rápido para compreender algo. Em algumas regiões do Brasil também dizem 'ser ligeiro'.

Caso você tenha um amigo que não perde tempo com as oportunidades ou nas atitudes e respostas que dá, você poderá dizer que este seu amigo é 'rápido no gatilho'.

Em inglês há três expressões que transmitem esta ideia. As três mais mencionadas em dicionários e na internet são:
  • quick on the draw
  • quick on the trigger
  • fast on the draw
Simplesmente saber a expressão não quer dizer que você já sabe tudo sobre ela. É preciso saber como usar a expressão, saber que palavras ou estruturas gramaticais aparecem perto dela. Para isto, observe os exemplos abaixo e você terá uma ideia de como ela é usada na prática:
  • He's fast on the draw when it comes to new technologies. [Ele é rápido no gatilho quando se trata de novas tecnologias.]
  • I'm deadly fast on the draw when it comes to helping my parents. [Eu sou extremamente rápido no gatilho quando se trata de ajudar os meus pais.]
  • There is still a need to be quick on the draw in Brazil. [Ainda há a necessidade de ser rápido no gatilho no Brasil.]
  • Bruce was quick on the trigger when it came to answering questions. [Bruce era rápido no gatilho quando se tratava de responder a perguntas.]
  • You have to be quick on the draw if you want to find a job around here. [Você tem de ser rápido no gatilho se quiser arrumar um emprego por aqui.]
Veja as partes em negrito nas sentenças. Compare as versões em inglês e em português. Observe como as palavras usadas por perto das expressões. Faça anotações no seu caderno de vocabulário. Crie alguns exemplos. Faça uso da expressão sempre que tiver oportunidades [mesmo que seja conversando sozinho]. Assim seu inglês só tende a ir para a frente. Acredite.

That's all for today! See you tomorrow! Take care!
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Como é que se diz 'ou melhor' em inglês?

Aqueles que estudam apenas regras gramaticais e palavras isoladas responderão que 'ou melhor' em inglês é 'or better'. Posso dizer que não está 100% errado. O fato é que este 'ou melhor' do título refere-se à uma frase bastante usada por nós quando queremos corrigir algo que acabamos de dizer. Para entender melhor o que quero dizer veja as sentenças abaixo:
  • A gente foi no carro do Neto, ou melhor no do Fabiano.
  • Ele é australiano, ou melhor canadense.
  • Eu vou viajar em dezembro, ou melhor em em Janeiro.
  • Ela trabalhava como secretária, ou melhor recepcionista.
Este 'ou melhor' aí em inglês se diz 'or rather'. Curiosamente, de acordo com examinadores de exames de proficiência [exames de Cambridge, principlamente] o uso do 'or better' nesta situação é um dos erros frequentes nas provas.

Portanto, cuidado! O correto será sempre 'or rather'. Logo, as sentenças acima em inglês ficarão assim:
  • We all went in Neto's car, or rather in Fabiano's.
  • He's Australian, or rather Canadian.
  • I'm going to travel in December, or rather in January.
  • She worked as a secretary, or rather, a receptionist.
Crie mais exemplos e fale-os em voz volta. Certamente, será uma maneira de você se acostumar com esta expressão. Well, that's all for today guys and gals! See you tomorrow with another tip. Take care!

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

'Erros' que incomodam os próprios nativos

Richard Nordquist, autor do Grammar & Composition Blog, no About.com, fez aos seu leitores a seguinte pergunta "What expressions tick you off?". O objetivo dele era saber que palavras ou expressões irritam [tick off] os falantes nativos da língua inglesa.

Ele recebeu muitas mensagens com tais palavras e expressões. Algumas eram gírias, outras neologismos [palavras novas]. Tinha também erros gramaticais, erros ortográficos, erros de pronúncia, redundâncias e coisas do tipo. Fiz uma seleção dos mais curiosos para que você - estudante ou professor de inglês - tome cuidados com eles.

Eu já falei aqui no blog sobre o tal do "ain't". Curiosamente, muitos nativos ficam irritados com esta contração aí. No entanto, outros se irritam muito mais quando as pessoas dizem "cain't" ao invés de "can't". Confesso que este "cain't" aí realmente é algo muito estranho! [Leia mais sobre o "ain't"]

Ainda no campo das gírias muito gente se irrita com o termo 'dude', que equivale a 'cara', 'meu', 'mano', 'bro', 'chegado' e outros dos gênero. "Dude, where's my car?" [Cara, cadê meu carro?] deve ser um filme extremamente insuportável a estas pessoas. Fica aí a dica: não faça uso exarcebado da palavra 'dude' em inglês. Nas gírias de internet o pessoal fica ligeiramente irritado com "LOL" e "OMG". [Leia mais sobre abreviações]

Na campo da prónuncia o erro clássico e irritante é a pronúncia "aks" ao invés de "ask". Tem ainda o caso de asterik" ao invés de "asterisk". Interessante notar que "asterisk" nos faz lembrar que temos algo assim também em português. Já ouvi muitas pessoas falando "asterístico" ao invés de "asterisco".

Outro que qualquer um achará estranho é "ATM machine". O problema é que o 'M' na abreviação refere-se a "machine"; portanto não há a necessidade de dizer 'machine' após 'ATM' [caixa eletrônico]. Vale dizer que ATM stands for 'Automated Teller Machine'. Seguindo nas redudâncias, o que dizer da pessoa que diz 'return back'? Não consigo nem dizer algo a respeito.

Em relação à Gramática Normativa os erros comuns e inquietantes são as confusões feitas entre "your" e "you're". Tem também o clássico caso de escreverem "should of" ao invés do correto "should have". Além destes tem "me and him" antes de verbos. Ou seja, ao invés da pessoa dizer "He and I study English", alguns dizem "me and him study English". Isto equivale a dizer "mim e ele estudamos inglês". No mesmo rumo cito o tal do "between you and I". [Leia mais sobre erros comuns]

Não dá para colocar todos aqui! Porém, dá para ir falando sobre um aqui e ali de vez em quando. Caso você queira conferir a lista completa é só clicar aqui. Você vai se supreender com algumas das sugestões feitas pelos próprios falantes da língua inglesa.

That's all, folks! Oops! 'Folks' também está na lista das irritantes. Então o jeito é terminar dizendo 'That's all for today, guys'. O problema é que 'guys' também está na lista negra. Fazer o que, né!? See you! Take care!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aprender Inglês com Músicas

Uma das formas mais interessantes de aprender outra língua é através de músicas. As razões disto é muito simples. Abaixo escrevo sobre estas razões e como aprender e não aprender inglês através de músicas.

As razões pelas quais aprender através de música vale a pena são:
  1. Música é algo que você pode ouvir várias vezes. Se for um sucesso, ela certamente estará nas melhores rádios, no Youtube, em um programa de TV, na balada, etc. Não há escapatória você - gostando ou não - ouvirá a música;
  2. Cada vez que ouvir a música o seu cérebro reencontra os chunks que fazem parte dela. Este reencontro natural faz com que o cérebro relembre expressões, sentenças completas, collocations, polywords, palavras isoladas etc. O reencontro natural e frequente ajuda ao cérebro a fixar os itens lexicais na memória. Afinal, quanto mais exposto você [o cérebro] é às coisas, mais rápido você [o cérebro] retém o conteúdo;
  3. De tanto ouvir, você certamente começará a cantarolar a música. No começo poderá sair meio desajeitado, mas com o tempo pode acabar dando certo. Isto ajuda na pronúncia dos chunks [itens lexicais] como um todo. Se você ler a letra várias vezes, acompanhar enquanto escuta, cantarolar em voz baixa, é certeza que com o tempo você estará pronunciando de modo correto também. Nesta parte vale o esforço!
Estas são, sem dúvida, as três principais razões pelas quais vale a pena aprender músicas em inglês. Neste momento talvez você pode estar pensando o seguinte: "eu escuto músicas em inglês, eu até entendo uma palavrinha aqui e ali, mas eu simplesmente não consigo aprender muito. Por quê?"

O problema é que as pessoas se bitolam em pegar a letra de uma música e analisar a gramática ou interpretar o que está escrito lá palavra por palavra. Ou seja, continuam batendo a cabeça com a ideia da Gramática Normativa e das palavras isoladas, verbos irregulares, phrasal verbs, lista disto e daquilo, etc. No Orkut é bastante comum vermos coisas assim: "alguém aí sabe de uma música para praticar o present continuous", "vocês sabem uma música com vários phrasal verbs" e assim por diante.

Quem compõe uma música não pensa muito em regras gramaticais [Gramática Normativa] da língua ou nas palavras isoladamente. Na letra da música você pode encontrar vários itens lexicais. Na Abordagem Lexical [Lexical Aprroach] e em estudos sobre como o cérebro aprende uma língua [seja a língua materna ou não] dizemos com segurança que é o vasto conhecimento de ites lexicais [chunks of language] que ajudam a pessoa a se expressar fluentemente e a compreender o que é dito a elas.

Como uma prova disto eu escrevi um outro post tomando como exemplo a música Celebration da Madonna. Lá você encontrará alguns dos itens lexicais mais comuns da música, a equivalência em português destes itens lexicais e o vídeo.

Veja este post clicando aqui. Acostume-se com os chunks por inteiro. escreva exemplos repita em voz alta o mais rápido que puder. Comece devagar e vá aumentando o ritmo aos poucos. Você poderá ainda ouvir quantas vezes quiser. Poderá baixar a música e acostumar-se com ela [primeiro com a letra em mãos, depois poderá deixar a letra de lado e cantarolar junto com a Madonna]. Enfim, técnicas para isto é o que nao faltam!
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Para mais dicas sobre como aprender inglês através de músicas veja o livro 'Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário'.

domingo, 22 de novembro de 2009

Como é que se diz 'brecha na lei' em inglês?

Aqui no blog você pode encontrar dois posts voltados para a área jurídica. O primeiro é sobre como dizer advogado em inglês. Você sabia que 'lawyer' não é o único termo para 'advogado'. Já no segundo post há alguns termos jurídicos bastantes comuns na língua inglesa.

No post de hoje a ideia é falar sobre 'brecha na lei' ou 'buraco na lei'. Situação que pode ser a saída para alguns e a dor de cabeça para outros nos âmbito jurídico. Para entender melhor veja as sentenças abaixo:
  • Aqueles que não querem pagar impostos irão explorar qualquer brecha na lei.
  • Infelizmente, há várias brechas no código penal brasileiro.
  • A empresa contratou advogados para encontrar brechas na lei de proteção ambiental.
Este tipo de 'brecha' ou 'buraco' é conhecido em inglês como 'loophole' [clique para ouvir a pronúncia]. Anote aí alguns exemplos:
  • People who don't want to pay tax will exploit any loophole.
  • Unfornutaley, there are several loopholes in the Brazilian Criminal Code.
  • The company employed lawyers to find loopholes in environmental protection laws.
Geralmente, você encontrará collocations como: 'legal loophole' [brecha na lei], 'security loophole' [brechas na segurança], 'tax loophole' [brecha na legislação de impostos], 'loopholes in the law' [brechas na lei]. Você pode dizer ainda: 'find loopholes' [encontrar brechas na lei], 'exploit loopholes' [explorar brechas na lei], 'close loophole' [fechar as brechas na lei].

Para encerrar esta dica vale dizer que podemos ainda traduzir o termo 'loophole' como 'ambiguidade' [na lei]. De olho no contexto, você certamente encontrará a melhor equivalência em português ou em inglês. That's all for today! Take care!

Saiba também:

sábado, 21 de novembro de 2009

Cultura Norte-Americana: A Bandeira dos Estados Unidos

Você sabia que a American Flag [bandeira americana] é também conhecida como 'Stars and Stripes', 'Old Glory' ou 'The Star-Spangled Banner'? São apelidos [nicknames] pelos quais os americanos conhecem sua bandeira.

'Stars and Stripes' é apenas uma referência às estrelas e listras que compõem a bandeira americana. Toda aquela área azul na qual estãos as estrelas é conhecida como union. Ao todo são 50 estrelas que representam os 50 estados norte-americanos.

Já as 13 listras representam as 13 colônias que se rebelaram contra o império britânico e lutaram pela independência. Aliás, é por causa da união destas 13 colônias que o país é conhecido como Estados Unidos da América.

Você certamente já deve ter visto em inúmeros filmes o modo como a bandeira americana é tratada. Pois saiba que assim como a Bandeira do Brasil há todo um protocolo a ser seguido com respeito à American Flag. Abaixo você encontrará algumas curiosidades com relação a este assunto e também um vídeo com mais dicas. Veja aí!
  1. A bandeira deve ser hasteada ao amanhecer [raised at dawn] e retirada ao entardecer [lowered at dusk]. Se permanecer hasteada à noite, ela deve estar sempre iluminada [it must always be iluminated];
  2. Nenhuma outra bandeira pode ser colocada na mesma altura ou à direita da bandeira americana;
  3. A parte azul - the union - deve ficar sempre do lado superior esquerdo. Caso seja colocada de cabeça para baixo representará sinal de perigo à vida ou à uma propriedade;
  4. Quando ela estiver bastante usada, desfiando, gasta, rasgada, suja etc não pode ser mostrada. Nestas condições ela deverá ser incinerada apropriadamente. No Brasil, o protocolo é o mesmo. A bandeira deve ser recolhida, entregue em um quartel militar, para que seja incinerada no dia da bandeira, 19 de novembro;
  5. A bandeira ou qualquer coisa que faça alusão à bandeira [toalha de mesa, toalha de banho, toalha de rosto, tapete, carpete, etc] não pode ser usada como decoração. Também não pode ser usada como logomarcas em chinelos, sandálias, guardanapos de papel, caixas, ou qualquer outro produto descartável ou não. Além disto, não pode ser usada como vestimenta [camisas, camisetas, biquinis, peças íntimas, saídas de banho, etc].
Caso não esteja vendo o vídeo abaixo, clique aqui

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que significam 'real McCoy' e 'run away'?

Em 1995, quando comecei a 'dar aulas de inglês', havia uma banda alemã conhecida como Real McCoy. Uma das músicas que lembro até hoje, devido ao sucesso na época, é 'Run Away'. Esta música foi sucesso em quase todo mundo. No final deste post fiz questão de incluir o vídeo para que vocês saibam do que estou falando [e para o pessoal que já passou dos 28 relembre este grande hit].

O fato é que naquela época eu achava que McCoy era o nome do sujeito que liderava a banda. Um belo dia aprendi que em inglês 'real McCoy' era [e ainda é] uma expressão usada para dizer que algo é 'autêntico', 'genuíno', 'verdadeiro', 'o próprio', 'o dito cujo'. Na verdade a expressão em inglês é 'the real McCoy', que era o nome da banda originalmente [Mc Sar and The Real McCoy]. Para entender o uso desta expressão, anote aí alguns exemplos:
  • In the movie, the two thieves try to discover whether the banknotes are fakes or the real McCoy. [No filme, os dois assaltantes tentam descobrir se as notas bancárias são falsas ou verdadeiras.]
  • It's a Brazilian feijoada, the real McCoy. [É uma feijoada legitimamente brasileira.]
  • Believe me, this thing is the real McCoy. [Podes crê aí, este troço é autêntico.]
Já o título da música que mencionei acima, 'run away', significa 'fugir'. No refrão da música podemos ouvir o seguinte:

Run away, run away, run away and save your life
[Fuja, fuja, fuja e salve a sua vida]
Run away, run away, run away if you want to survive
[Fuja, fuja, fuja se você quer sobreviver]

Além do refrão é possível ainda escutarmos o phrasal verb 'run away' sendo usado em outros momentos. Em um deles temos 'it's time to break free... run away' [é hora de se libertar... fuja]. Para não ficar só na música, anote ainda outros exemplos:
  • He ran away from home when he was only thirteen. [Ele fugiu de casa quando tinha só treze anos.]
  • Rafael and my sister are planning to run away together to get married. [Rafael e minha irmã estão pensando em fugir para se casar.]
  • You can't just run away from your responsibilities. [Você não pode simplesmente fugir das suas responsabilidades.]
Devo terminar dizendo que 'run away' pode ter outros usos e significados. Algo bem característicos dos famosos phrasal verbs. Para encerrar a semana, vejam aí o vídeo da música 'Run Away' com a banda 'Real McCoy', the real McCoy [a própria]. Espero que isto ajude vocês a lembrarem das duas dicas dadas neste post. Divirtam-se e tenham um excelente final de semana. Caso não gostem da música, just run away from here.

Caso não esteja visualizando o vídeo abaixo, clique aqui


Como dizer 'ralar' em inglês?

Se a pergunta estivesse relacionada ao ato de ralar algo, por exemplo, batatas, cenouras, mandiocas, beterrabas, queijo etc, a resposta seria 'grate'. Assim teríamos as seguintes sentenças:
  • Peel and grate the potatoes. [Descasque e rale as batatas.]
  • Why did you grate the cheese? [Por que você ralou o queijo?]
Acontece que o 'ralar' ao qual me refiro no título deste post é aquele no sentido de 'dar um duro danado', 'trabalhar duro', 'trabalhar em excesso' e similares. Neste caso o melhor a dizer em inglês é 'work hard'. Afinal, não há bem uma expressão na língua inglesa que transmita esta ideia. Vamos aos exemplos.
  • He worked really hard day and night to give all the best to his family. [Ele ralava dia e noite para dar do bom e do melhor à sua família.]
  • My father worked very hard at a job he didn't enjoy. [Meu pai ralava muito em um trabalho que ele não gostava.]
Para não ficar só nisto, devo acrescentar que há em inglês a expressão 'bust a gut', que dependendo do contexto pode ser traduzida como 'ralar' ou ainda 'matar-se'. No geral a expressão refere-se ao fato da pessoa esforçar-se ao máximo para conseguir algo. Acredito que com exemplos vai ficar mais fácil de entender:
  • He was busting a gut trying to please his wife. [Ele estava ralando muito para agradar a esposa.]
  • I really bust a gut to get that report finished on time. [Eu ralei bastante para conseguir terminar este relatório a tempo.]
  • We busted a gut trying to learn something new every day... [A gente se mata tentando aprender algo novo todos os dias...]
Com a ajuda de um dicionário [ou do Google mesmo] você poderá encontrar mais exemplos de como esta expressão é usada. Caso encontre, que tal deixar registrado na área de comentários clicando aqui. Assim, todo mundo aprende junto!

See ya! Take care!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vídeo: collocations com a palavra 'problem'

Hoje compartilho com vocês mais um vídeo com dicas de collocations. A palavra da vez é 'problem' [problem]. Depois de ver o vídeo abaixo, que tal ver também as dicas do Prof. Adrian Underhill sobre como pronunciar os sons da língua inglesa? Para acessar este vídeo basta ir até o post 'Pronúncia em Inglês: Os Sons da Língua Inglesa'.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Professor de Inglês com Vivência no Exterior

Dias atrás publiquei aqui no blog um post intitulado 'Quem é o melhor professor de inglês? Nativo ou não-nativo?'. Nele falei sobre um dos mitos mais frequentes no ensino de língua inglesa que persiste em ser perpetuado no Brasil. Apresentei lá também a opinião do linguista David Graddol que realiza pesquisas e estudos para o British Council [Conselho Britânico] e disse em entrevista ao G1 que "O melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro."

O curioso é que no Brasil há ainda um outro mito com relação a professores de inglês. Mito tão péssimo e absurdo quanto aquele do professor nativo. Trata-se do mito do professor de inglês com vivência no exterior. A grande maioria das escolas de inglês utiliza isto como marketing na captação de novos alunos e perpetuam ainda mais este mito quando exigem que os candidatos à vaga de professores tenham morado fora do país por algum tempo.

Imagine a situação. Um brasileiro desanimado com a vida nas terras tupiniquins decide tentar a sorte, por exemplo, nos Estados Unidos. O cidadão sai daqui e neste outro país trabalha de pedreiro, garçom, auxiliar de serviços gerais, zelador, técnico de som em danceterias, taxista, recepcionista, etc. Esta pessoa fica cerca de cinco anos pulando de um trabalho [bico] a outro. Neste tempo convive com a língua e [alguns poucos] acabam aprendendo a falar inglês fluentemente.

Certo dia este cidadão retorna ao Brasil. Então, ele decide arrumar um emprego por aqui. Por incrível que pareça ele prepara um currículo e deixa em uma escola de inglês. Afinal, ele tem aquilo que a maioria das escolas de inglês quer: vivência no exterior e inglês fluente.

Neste momento, eu tenho de fazer algumas perguntas: 1) Quem está enganando quem? 2) Que experiências pedagógicas esta pessoa tem? 3) Como ele pode dar aulas de inglês se nem ao menos tem conhecimento sobre o ensino da língua inglesa como um todo: métodos, abordagens, técnicas de ensino, práticas pedagógicas, psicologia básica para lidar com os alunos, conhecimentos de psicopedagogia para identificar as dificuldades dos alunos, técnicas de gerenciamento de sala de aula, etc?

Para encurtar a conversa, listo abaixo alguns pontos a serem refletidos por todos [profissionais da área, donos de escolas, estudantes, clientes, empresas, governo, mídia, etc]:
  1. Os cursos de Letras na grande maioria são fracos e não capacitam bem os professores de língua inglesa. Sem contar que muitas pessoas fazem o curso de Letras achando que depois de formadas falarão inglês fluentemente. Na verdade, deveriam entrar na faculdade já tendo, no mínimo, nível intermediário de inglês. Isto facilitaria muito a formação acadêmica delas;
  2. Falar inglês fluentemente não é o suficiente para ser professor de língua inglesa. Morar em um país de língua inglesa por algum tempo também não é prova de que a pessoa é professor de língua inglesa. Conheço pessoas que moraram anos fora do Brasil e falam inglês mal e porcamente [e elas reconhecem isto]. Aliás, todos nós moramos no Brasil e falamos português, no entanto não somos professores de língua portuguesa;
  3. Outros países [incluindo os países pobres da América Latina] estão anos-luz à frente do Brasil no que se refere à ensino de língua inglesa. Parafraseando uma fala do grande filólogo, gramático e linguista Celso Pedro Luft, podemos dizer que em matéria de ensino de língua inglesa, infelizmente, o Brasil continua rotineiro e bitolado.
  4. O treinamento pedagógico dado pela grande maioira das escolas de idiomas se resume apenas à ensinar aos professores as 'técnicas de ensino' [passo a passo] de utilização dos livros daquela escolas. São poucas as escolas [franquias ou não] que formam adequadamente seus professores de língua inglesa. Vale dizer que nestas pouquíssimas escolas os requisitos para contratação são bem complexos.
As escolas preocupadas com vivência no exterior deveriam exigir outras coisas mais importantes, tais como: conhecimento de ensino da língua inglesa, perfil para lidar com conflitos em sala de aula, técnicas de gerenciamento de sala de aulas, o professor como modelo linguístico [bom conhecimento da língua, inglês fluente e acurado, boa pronúncia, boa dicção, etc], o professor como fornecedor de input compreensível. Tenho certeza que uma lida cuidados no livro The Practice of English Language Teaching, de Jeremy Harmer, poderá ajudar estas escolas a reverem os seus conceitos.

Minha última pergunta é na verdade um desafio: Que tal estas escolas começarem a revolucionar o ensino da língua inglesa no Brasil ao invés de revolucionar apenas o mundo da publicidade [marketing, propaganda, etc]? É preferível gastar milhões em propaganda e menos em capacitação profissional de seus professores? Professor de Inglês com vivência no exterior é uma coisa, ter apenas a vivência no exterior é outra!

Para encerrar, afirmo que há no Brasil algumas escolas realmente boas e que se preocupam com a formação pedagógica de seus professores [tenham eles vivência no exterior ou não]. A estas escolas, o meu total respeito e admiração.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Inglês na Ponta da Língua: slides para download

Sexta-feira passada eu estive em São Paulo dando a palestra Inglês na Ponta da Língua: estratégias para melhorar o seu vocabulário. Foi super demais! Contamos com a presença de mais de 70 pessoas e para mim foi um prazer conhecer todas elas.

Abaixo você verá o arquivo em formato powerpoint relacionado à apresentação que dei. Nela falamos sobre vários itens: como aprender preposições, collocations, expressões idiomáticas, polywords, frases prontas, chunks of language, aprender e ensinar lexicalmente e muito mais. Foram dados inúmeros exemplos de cada um destes itens. Dicas de pronúncia quando foram necessárias. Enfim, acredito que todos que participaram gostaram e aprenderam muito.

Para quem perdeu basta ler os hyperlinks indicados acima e conferir os slides. Você pode fazer o download destes slides e rever quando quiser. Caso queira um evento em sua escola de inglês ou em sua cidade, basta entrar em contato através do email denilsolima@gmail.com

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Evento em São Paulo!? É hoje!

Hello Guys and Gals, how are you all doing? Well, today I'm getting ready to be in São Paulo and give the workshop 'Inglês na Ponta da Língua: estratégias para melhorar o seu vocabulário'. We have more than 100 people confirmed to take part in the event, so I'm sure it'll be really great. It'll be even greater because we're going to have the chance to meet each other.

In this event, I'll be talking about some tips that I usually write about here on the blog and also on my books. You're going to understand the idea of collocations. Apart from, that I'll show you how learning prepositions can be so easy. I'm also going to present some tips related to learning grammar through vocabulary. You'll get the difference from fluency and accuracy. There'll be much more for sure.

Some people are asking if I'll sell my books there. The thing is: SBS Livraria Internacional will be there to sell the books. I've talked to them and they said there'll be a special price for the event. I just don't know how much. I guess 10% or 15% off! If you already have the book, take it so that I can sign your book [if you want it, or else don't worry!].

If you called inFlux English School and said you'll be there, congratulations; we're about to meet. If you called them, but you're not going to be there because of any other appointment you may have, just let them know about that. The phone number is [11] 2099 2998. There are some people who'd like to take part in the event, so if you're not coming they can get a phone call saying there'll be room for them.

Well, that's all for now! See you soon! Take care!

Inglês com Compromisso de Aprendizado!? Clique na figura


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Brasileiros investem em curso de línguas

O noticiário global, Bom Dia Brasil, exibiu na última segunda feira [veja vídeo abaixo] uma matéria falando sobre o fato dos brasileiros estarem investindo em curso de inglês.

Este investimento é excelente! No entanto, é preciso muito cuidado! Como eu sempre digo aqui no blog, antes de fechar o contrato, avalie bem a escola na qual você colocará o seu suado dinheirinho. Cuidado com a picaretagem e a malandragem de algumas escolas que nem plano pedagógico tem. Aliás, tem escolas por aí que usam nomes bonitos e pomposos em sua metodologia somente para chamar atenção. Na prática não é nada daquilo.

Não vou ficar falando muito, para que muita gente não fique chateada comigo [embora eu nem ligue para isto]. Lembrem-se que matricular-se em um curso de inglês é como comprar qualquer produto: muitas vezes o barato poderá sair caro, ou o caro sair mais caro do que você imagina. Acredito eu que o PROCON deveria abrir o olho e fiscalizar os excessos.

Recentemente, fui conhecer uma escola que está sendo inaugarada no Brasil. Lá pelas tantas me apresentaram o valor de R$298,00 por mês. Eu tomei um baita susto e disse que não tinha condições de pagar aquele valor. Conversa vai, conversa vem, o vendedor do curso disse "eu posso reduzir o preço para você, mas tem que haver sigilo nisto". Prometi não contar para ninguém [só no blog] e aí ele disse que o curso ficaria no valor de R$168,00 mensais. Aí eu me pergunto: "como é que pode cair de R$298,00 para R$168,00? Tem algo de estranho nisto não tem?". O que você, leitor deste humilde blog, tem a me dizer sobre isto?

Continuo ainda defendendo a ideia da criação de um selo que referencie a qualidade das escolas de idiomas. Nada de referenciar uma rede de ensino inteira, mas apenas aquelas escolas/unidades que realmente trabalham preocupadas com o desenvolvimento do cliente/aluno. Lembrando que alta produção em marketing não é sinal de qualidade! Eu não me matriculo em um curso porque um jogador de futebol ou um ator global estão no comercial daquela escola. Marketing é uma coisa, Metodologia de Ensino e Plano Pedagógico são outras. Então está na hora de avaliarmos o pedagógico de cada escola! Um dia a gente chega lá!

Veja o vídeo! Caso não esteja conseguindo assisitir, clique aqui.



Como dizer 'ser uma moleza' em inglês?

Esta semana publiquei aqui no blog um post falando sobre a expressão 'easy peasy'. Falei sobre o fato dela ser usada apenas para dar um ar brincalhão na conversa e coisas assim. Acontece que muitas pessoas resolveram escrever falando que conheciam outra expressão. Devido a isto decidi então escrever este post.

Naquele post, minha intenção era falar apenas sobre 'easy peasy'. Eu não abordei outras expressões para não confundir todo mundo com muitas expressões e palavras. Porém, agora vai dar para ampliar o seu vocabulário com muito mais.

Em inglês, quando você quer dizer que algo 'é uma moleza', 'é fácil demais', você pode usar uma das expressões abaixo:
  • It's a cinch!
  • It's a piece of cake!
Você pode criar mais sentenças e dizer:
  • Don't worry about the exam. It'll be a cinch! [Não esquenta com a prova! Vai ser moleza!]
  • My new car is a cinch to drive. [Meu carro novo é mó moleza pra dirigir.]
  • English is a cinch to learn. [Aprender inglês é melzinho na chupeta.]
No inglês [dito] britânico eles também dizem 'be a doddle'. Já no inglês [dito] americano, você poderá encontrar 'be a snap' ou 'be a breeze':
  • Man, the test is gonna be a doddle. [Meu, o teste vai sê mó moleza.]
Lembrando que você pode trocar 'doddle' por 'snap' e 'breeze' na sentença acima. Tudo dependerá do seu gosto.

Agora quando o negócio for muito fácil de ser feito e a vontade é de dizer que aquilo até mesmo uma criança faria, basta usar a expressão "be a child's play":
  • Learning English is a child's play when you really want to. [Aprender inglês é coisa de criança quando você realmente quer aprender.]
Acabei de lembrar que em em português além de 'melzinho na chupeta', 'coisa de criança' e 'moleza', nós também costumamos dizer que podemos fazer algo com 'uma mão nas costas' ou mesmo 'de olhos fechados'. Enfim, assim como inglês em português há várias maneiras de dizer que algo é muito fácil de se fazer.

Em inglês, se queremos dizer que a coisa é tão fácil de ser feita que qualquer um pode fazer, a expressão a ser usada é 'anyone can do it'. Não se sabe a razão mas a palavra mais usada aí é 'anyone' e não 'anybody'. você pode mudar a sentença e dizer assim 'anyone can do that' [qualquer um faz isso], 'anyone do a thing like that' [qualquer um consegue fazer um troço deste].

E para encerrar vale dizer que tem também 'like taking candy from a baby'. Que equivale ao nosso 'como roubar doce de criança' [que maldade!]. That's all for now! See you!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que significa 'take'?

No começo deste blog escrevi aqui um post com o título "Get: o famoso verbo coisar da língua inglesa" [clique aí para ler]. Nele eu falo um pouco sobre os vários significado do verbo 'get' e como você faz para se acostumar com o fato de 'get' significar tantas coisas. Tem até mesmo uma lista de alguns usos comuns do 'get' em inglês.

Além do 'get' podemos dizer que o verbo 'take' também é um destes verbos com inúmeros significados. Portanto, somente observando seus variados usos é que podemos entendê-lo cada vez mais. Ou seja, não adianta procurar um sentido específico para 'take'. O importante é aprender as expressões e combinações [collocations] nas quais ele é usado. Vamos dar uma olhada em alguns.

Para começar anote aí no seu Caderno de Vocabulário que um dos sentidos básicos de 'take' é 'levar'. Veja os exemplos:
  • I have to take the kids to school. [Tenho de levar as crianças para a escola.]
  • Rafael took us to the airport. [Rafael levou a gente ao aeroporto.]
'Take' ainda pode significar 'tomar'. Mas neste caso, será geralmente usado junto com remédios:
  • Take an aspirin. [Tome uma aspirina.]
Em algumas situações 'take' terá o significado de 'aceitar':
  • Will you take the job? [Você vai aceitar o emprego?]
  • Do you take Visa? [Vocês aceitam Visa?]
  • If you take my advice, you'll see a doctor. [Se você aceitar meu conselho, você vai procurar um médico.]
Além destas combinações há várias outras. Você pode dizer 'take a bus' [pegar um ônibus], 'take a taxi' [pegar um táxi], 'take a plane' [pegar um avião]. Tem também 'take' com o sentido de 'estudar': 'take English' [estudar inglês], 'take French' [estudar francês], 'take Math' [estudar matemática]. Não posso deixar de dizer que tem 'take a test' e 'take an exam' que é o mesmo que 'fazer um teste' ou 'fazer uma prova'. Que tal 'take a shower' [tomar um banho]? Ou ainda 'take a look' [dar uma olhada]?

Enfim, com um bom dicionário em mãos você poderá ver ainda muitos outros usos do verbo 'take'. Nem pense em querer aprender tudo de uma só vez. O segredo é ir aprendendo um uso e outro com o tempo. Não precisa entrar em desespero. Saiba que com o tempo você aprenderá cada vez mais sobre o tal verbo.

That's it for today! See you tomorrow! Have a wonderful day, you all!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Como dizer 'melzinho na chupeta' em inglês?

Semana passada estava conversando com Ricardo Macari, um amigo que fiz via Twitter, quando nos vimos falando sobre provérbios em inglês. Em determinado momento nos deparamos com a expressão 'easy peasy'. E aí surgiu a ideia de escrever a respeito dela no aqui blog.

'Easy peasy' é uma expressão cuja definição é 'muito fácil'. Não se deixe enganar! O significado da expressão 'easy peasy' é 'muito fácil'. Por se tratar de uma expressão eu logo disse ao Macari que 'easy peasy' lembra a nossa expressão 'melzinho na chupeta'. Veja alguns exemplos:
  • Man, the Math test was easy peasy. [Cara, a prova de matemática foi melzinho na chupeta.]
  • Don't worry! That's easy peasy. [Não se preocupe! Isto aí é melzinho na chupeta.]
Apenas uma recomendação a todos! Esta expressão é usada apenas quando você quer transmitir uma ideia cômica ao fato de algo ser muito fácil de ser feito. Ou seja, não é muito comum sair por aí dizendo que isto e aquilo é 'easy peasy'.

A expressão que geralmente usam é 'very easy'. Esta sim é a neutra e mais comum de ser usadas pelos falantes da língua inglesa. Deixe o 'easy peasy' quando você quiser dar um ar engraçado ao que está sendo dito.

Well, that's all for today! Você já fez sua inscrição para o workshop que vou dar em São Paulo [SP] na sexta-feira!? São poucas as vagas disponíveis! Então ligue para [11] 2099 2998 e garanta a sua participação. Para saber mais sobre este evento leia: Evento em São Paulo: Inglês na Ponta da Língua.

Aproveito e convido todos os leitores a conhecerem o Código Livre Cast, podcast mantido por Ricardo Macari. Está rolando lá uma promoção incluindo vários prêmios. Leia sobre a Promo Sai do Computador Nerd 2.0 e saiba como participar. O segredo para participar é o seguinte: envie uma foto da sua cidade ou cartão postal via Correios para o endereço deles e você já estará dentro da promoção.

See ya all ! Take care! I'm still working in Vila Velha [ES] and I wanna stay here forever! LOL!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quem é o melhor professor de inglês? Nativo ou não-nativo?

David Graddol, linguista britânico que tive prazer em conhecer em 2007, concedeu ao pessoal do G1 uma entrevista maravilhosa. O título da matéria publicada é 'Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos', diz linguista.
Interessante, não!?

Eu já andei comentando algo assim em algumas de minhas palestras e eventos. Acredito que todos tenham pontos fortes e fracos. Porém, ao contrário do que a grande maioria das pessoas acredita o bom professor de inglês não precisa ser um falante nativo da língua. O fato do professor falar a mesma língua do aluno ajuda e muito na hora de resolver determinados problemas de compreensão. Isto economiza tempo de aprendizado bem como de ensino. Ou seja, não há problema algum do ponto de vinta pedagógico e linguístico que o professor fale em português com seus alunos quando necessário.

Outra coisa levantada por Graddol na entrevista é o fato do ensino de língua inglesa no Brasil estar bastante atrasado e defasado. Isto já foi discutido aqui neste blog inúmeras vezes. Os métodos de ensino de língua no Brasil ainda são ultrapassados e muito apegados em gramáticas. Muitas escolas de idiomas vendem curso de conversação porém gastam horas no ensino gramatical. Até mesmo escolas novas caem neste erro. Mas enfim! O objetivo é outro para ele$!

Na entrevista Graddol também menciona o quesito idade. Ou seja, esta história que depois dos 12 anos de idade fica mais difícil aprender. Na verdade, há vantagens e desvantagens. Assunto também falado aqui no blog outras vezes. Adulto pode aprender inglês tão bem quanto uma criança. Tudo depende da dedicação, motivação, interesse, objetivo e coisas do tipo.

Que língua vai dominar o mundo no futuro? Até isto foi perguntado! E quem acompanha o blog sempre sabe que o mandarim não será a língua do futuro. Adivinhem só o que o Graddol falou!? Vou colar aqui a fala dele: "O mandarim não é uma ameaça".

Foram várias coisas ditas na entrevista. Se você gosta de ler sobre isto recomendo que acesse o site do G1 e leia tudo na íntegra. Para acessar clique em Entrevista do Graddol ao G1. Você vai perceber como as ideias defendidas aqui neste blog não estão longe daquilo que o mundo de ensino de idiomas e os linguistas em geral andam dizendo. Pena que no Brasil as pessoas têm medo do novo e preferem continuar na mesmice de sempre.

Collocations com a palavra 'event'

Como você bem sabe a SBS Livraria Internacional e a inFlux English School estão organizando um evento comigo na cidade de São Paulo. O título do evento é 'Inglês na Ponta da Língua: estratégias para melhorar o seu vocabulário' Caso queira participar ainda há algumas vagas [20! Creio eu!], basta ligar para [11] 2099 2998 e fazer sua inscrição.

Aproveitando o assunto, algumas pessoas pediram para eu escrever aqui algumas collocations com a palavra 'event'. Então, papel e caneta na mão para anotá-las. Vamos começar com alguns adjetivos:
  • grande evento [big event], evento importante [important event], evento marcante [landmark event], evento principal [main event, major event], evento especial [special event], evento anual [annual event], evento beneficente [charity event], evento de gala [gala event], evento formal [formal event, black-tie event], evento para levantamento de fundo [fund-raising event], evento esportivo [sporting event]
Anote agora alguns verbos:
  • organizar um evento [organize and event, hold an event, stage an event], planejar um evento [plan an event, schedule an event], participar de um evento [attend an event, support an event], patrocinar um evento [sponsor an event], boicotar um evento [boycott an event]
Outro verbo que costuma ser bastante usado com a palavra 'event' é 'take place' [acontecer].

Acho que é isto caso alguém encontre mais algum é só nos avisar. See you. I now have some work to do here in Vila Velha [ES]. It's very hot in here! I just love it!
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Aprenda mais sobre collocations lendo o livro 'Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês'. À venda nas melhores livrarias do Brasil e também no Submarino.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vídeo: collocations com a palavra 'situation'

Hello, how are you all doing? Well, today our tip is on video. I hope you like it! By the way, você já se inscreveu para participar do evento que estamos organizando para o dia 13 de novembro na cidade de São Paulo? If you want to get more information about it, call [11] 2099 2998 or read "Inglês na Ponta da Língua: estratégias para melhorar o seu vocabulário".

Now, let's take a look at the video below. I have some collocations with the word 'situation' to share with you. Oh! If it take too long to reply to your messages or emails today, don't worry! I'm going to Vila Velha [ES]. A wonderful place! So, see ya! take care!

Caso não esteja vendo o vídeo abaixo, clique aqui para acessar


Se você gostou desta dica gostará também das que seguem abaixo:

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Evento em São Paulo: Inglês na Ponta da Língua

Atendendo a pedidos, informo que está organizado pela SBS - Livraria Internacional e a inFlux English School o evento "Inglês na Ponta da Língua: estratégias para melhorar o seu vocabulário". Você não terá de pagar absolutamente nada para participar. Este EVENTO É GRATUITO. Mas você pode, quem sabe, conhecer meus livros, adquirir um [ou os dois] e sair de lá com o livro autografado. Se você já tem algum dos livros, é só levar que eu autografo também.

>> ONDE e QUANDO:

O evento ocorrerá na unidade inFlux em Santana. O endereço é Rua Doutor César, 952 - Santana - São Paulo [SP]. Clique aqui para ver no mapa. Terá início às 19:00 e o término previsto para 21:00 ou 21:30 [vai depender do ânimo de todos; por mim eu fico até a hora que der], no dia 13 de novembro [sexta-feira].

>> COMO PARTICIPAR:

As vagas são limitadas. Portanto, aconselho você a se apressar. Para garantir sua participação, ligue para o telefone [11] 2099 2998 e diga "Quero participar do evento Inglês na Ponta da Língua". Deixe seu nome, telefone e email para que assim possamos manter você informado de tudo.

>> O QUE VAMOS FALAR:

Neste evento serão apresentadas ideias de como você pode melhorar ainda mais o inglês que aprende ou vai aprender. Caso você seja professor tenho certeza absoluta que poderemos compartilhar muitas ideias e ajudarmos muito os alunos que estarão presentes no evento.

Só para deixar você com água na boca, neste evento falarei sobre: como aprender preposições, dicas de como organizar seus estudos, como aprender gramática através do vocabulário, objetivos que você pode e deve estabelecer no seu aprendizado de inglês, collocations, expressões idiomáticas, phrasal verbs, exames de proficiência internacional e o que mais der para falar em duas horas e meia.

Caso você tenha alguma dúvida é só deixar um comentário aqui no blog que eu respondo assim que der.

Inglês com Compromisso de Aprendizado!? Clique na figura


domingo, 1 de novembro de 2009

O que é Léxico Mental?

O nosso Léxico Mental [em inglês, Mental Lexicon] é o que nos ajuda a compreender como o cérebro armazena o vocabulário que aprendemos em nossa língua [e também em um língua estrangeira]. Para comprovar isto, veja a atividade abaixo! Nela há algumas sentenças com espaços em branco, complete os espaços com a primeira palavra que vir à cabeça; desde que faça sentido na sentença:

01. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da ....................
02. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro de ...................
03. Eu acho que vale a .................. fazer um curso no exterior.
04. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ....................
05. Depois de muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou .................... à tona.

Veja que com o contexto certo, o seu cérebro foi capaz de “puxar” a palavra que está faltando. As repostas mais frequentes e esperadas são oposição, volta, pena, enganada e vindo, respectivamente. Caso alguém resolva mudar mudar as palavras nestas sentenças causará risos em que lê ou ouve. Ou seja, nós entenderemos o que a pessoa quis dizer, embora compreendamos automaticamente que algo está “estranho”.

Isto se dá por que nosso Léxico Mental está em ação o tempo todo. Isto significa que nosso cérebro possui um repositório – uma espécie de arquivo mental – que guarda estas expressões – conhecidas como Itens Lexicais [Lexical Items ou chunks of language]. Quando alguém usa uma combinação ou outra de modo diferente ou com outra palavra - mesmo que sinônima - a reação é estranha e engraçada.

De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do vocabulário [léxico] armazenado em nossa mente – ou seja, em nosso Léxico Mental – está organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas, collocations, polywords, frases fixas e semi-fixas. O restante [menos de 15%] é ocupado por palavras isoladas. É por esta razão que somos capazes de fazer a atividade acima sem maiores dificuldades. Experimente dar esta atividade a um estrangeiro que tenha algum conhecimento de língua portuguesa e veja como ele ou ela se sai.

Tudo isto mostra que seu Léxico Mental é a parte do seu cérebro que armazena palavras isoladas, expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, que usamos com maior frequência em nossa língua. É graças ao Léxico Mental que somos capazed de entender o texto abaixo, embora estejam faltando algumas palavras:

“É totalmente desnecessário ___________ que todos nós precisamos evitar a poluição dos mananciais; devemos também economizar a ___________ tratada. Deixar a torneira ___________ enquanto escovamos os ___________ nos coloca na lista dos responsáveis. Atitudes de respeito e preservação do meio ___________, em particular o uso racional da água, podem ser desenvolvidas em atividades em sala de ___________. Podemos contribuir de várias formas para a preservação da água, elemento essencial à vida na ___________”

Escreva as palavras que faltam no texto e depois poste-as na área de comentários deste post e vamos ver como anda o seu Léxico Mental. Você poderá se surpreender! Caso conheça algum estrangeiro que esteja no Brasil já há algum tempo, teste-o e veja o resultado! Compare as respostas! O resultado será curioso e a reação das pessoas também!

That's it for now! Take care!

O Léxico Mental no Ensino de Inglês

Conforme você leu no post anterior, o Léxico Mental nada mais é do que uma área do cérebro que age como um arquivo de expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, combinações de palavras, polywords, enfim aquilo que chamamos de Lexical Items. Este arquivo cerebral reconhece automaticamente que palavra ou expressão [frase completa, sentença completa, etc] precisamos ao falarmos com alguém, ao ouvirmos alguém, ao escrevermos ou lermos um texto.

Foram estas observações no campo da Neurociência que contribuíram para a postulação do conjunto de conceitos, teorias e princípios que levaram à Lexical Approach [de Michael Lewis] e também à teoria do Lexical Priming [de Michael Hoey].

Compreender que nosso cérebro não aprende uma língua a partir de suas estruturas gramaticais e muito menos através dos termos usados para descrever estas estruturas – Metalinguística – contribui grandiosamente para darmos muito mais ênfase ao Léxico da língua que ensinamos ou aprendemos [veja também o capítulo 4 do livro Inglês na Ponta da Língua para compreender mais este assunto].

De modo mais claro podemos afirmar que ao nos comunicarmos em nossa própria língua não pensamos nas regras gramaticais e nem mesmo nos termos técnicos gramaticais. Ou seja, como falantes de português nós não nos comunicamos pensando nas regras do “passado perfeito”, “passado imperfeito”, “passado mais que perfeito”, “voz ativa”, “voz passiva”, “conjunções”, “preposições”, e toda aquela gramatiquice que vemos na escola. Nós simplesmente falamos a língua e ponto final.

Através destas observações conclui-se que o segredo para adquirir fluência em uma língua está na quantidade de Lexical Items que temos armazenado no nosso Léxico Mental. Fluência nada tem a ver com o conhecimento das regras gramaticais e muito menos com a memorização do conteúdo dos livros de Gramática Normativa tão frequente nos livros e curso de inglês. E muito menos ainda com a “decoreba” de listas e mais listas de palavras isoladas ou de verbos irregulares ou de sabe se lá mais o quê.

São estas duas pequenas observações lingüísticas – Lexical Items e Léxico Mental – que contribuem e muito para a formação do Lexical Approach. Entendê-las ajuda e muito na compreensão de como adquirimos uma segunda língua e com podemos melhor ensinar e aprender uma segunda língua.

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A figura utilizada acima é de propriedade do projeto "Words in the Mind, Words in the Brain", que conta com a colaboração de 42 Psicólogos, Lingüistas e Neurolingüistas de 20 países. O projeto tem como objetivo atingir uma compreensão abrangente de como as palavras são acessadas e processadas no cérebro ou mente. Para saber mais visite o site do projeto.