terça-feira, 30 de junho de 2009

O uso de 'very much' ou 'a lot'

Semana passada escrevi aqui no blog um post falando sobre as diferenças entre 'very', 'much', 'many', 'a lot of' e 'lots of'. Nele também aconselhei você a ficar longe daquela história maluca de 'countable nouns' e 'uncountable nouns' por um tempo. Caso você não tenha lido a dica, basta clicar aqui para não ficar de fora. Aconselho você a clicar aqui também para cadastrar o seu email e receber dicas de inglês gratuitamente a partir de hoje.

O assunto de hoje é baseado em um comentário deixado por uma leitora [Tânia] naquele post. A dúvida da leitora era sobre o uso de 'very much' e 'a lot'. Uma outra leitora [Sônia Ramalho] já havia deixado lá um comentário falando sobre tal assunto.

Em resumo a Sônia disse que 'very much' e 'a lot' são sinônimos. Sendo que a diferença entre um e outro está no fato de que 'very much' é geralmente colocado no final de sentenças. Já o 'a lot' pode ser deixado no meio da sentença ou mesmo no final.

De certa forma eu concordo com a dica da Sônia. Porém, faltou dizer que a maior diferença está entre o formal e o informal. Ou seja, 'very much' é usado em contextos formais; enquanto que 'a lot' é muito mais informal. Desta forma podemos dizer:
  • I like you a lot.
  • I like you very much.
  • Thanks a lot.
  • Thanks very much.
  • That's a lot more complex.
  • That's very much more complex.
Note que nas duas últimas sentenças o 'very much' está no meio da sentença e não no final. Neste caso, o que determina a posição da expressão é o 'more' [mais] ou outras palavras que expressam a idéia de comparação:
  • It's a lot more interesting than you think.
  • It's very much more interesting than you think.
  • She's a lot less thinner.
  • She's very much less thinner.
Em resumo, o segredo é prestar muita atenção quando um ou outro é usado e aprender a repetir as sentenças [ou combinações] da forma como você as encontrar. Deve ter vários leitores neste momento achando totalmente estranha a expressão 'thanks very much'. Eu também achei quando a vi pela primeira vez! Afinal, o mais comum é 'thanks a lot'. Porém, saiba que 'thanks very much' também é possível; embora seja menos comum em alguns lugares.

Veja abaixo outros usos reais [produzidos por falantes nativos] de 'very much' e 'a lot'. Observe como não há uma regra! A única coisa que manda aí é o uso da língua e não a Gramática Normativa engessada e sem graça.
  • Thanks very much for your time.
  • It sounds very much like Frank Sinatra.
  • I don't remember the things we did very much.
  • I've learned a lot from him.
  • It's a lot less interesting, in my point of view.
  • I like scifi movies a lot.
A dica aqui é: preste atenção em como cada uma é usada. Não procure encontrar uma regra gramatical qeu diferencie uma da outra pois certamente você enlouquecerá e achará que inglês é difícil e complicado demais. Não desista por tão pouco! See you! Take care!

Publicado originalmente no blog Inglês na Ponta da Língua. Caso você tenha recebido esta dica através do email de um contato seu, CLIQUE AQUI para que você comece a receber gratuitamente dicas como esta diretamente em sua caixa de emails amanhã mesmo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Que tipos de collocations aprender?

Este post é uma adaptação do livro 'Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês' [Ed. Elsevier/Campus]. Logo, se for reenviá-lo a alguém, favor citar a fonte. Respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual do autor. Para adquirir o livro basta clicar na figura.

Vários estudantes de língua inglesa sabem que 'hold' significa 'segurar' e que 'conversation' quer dizer 'diálogo' ou 'conversa'. Mas quantos seriam capazes de usar estas duas palavras juntas e dizer 'hold a conversation'? Acredito que poucos conheçam esta combinação! Mesmo que já a tenham encontrado em algum lugar, não deram muita atenção a ela. Não perceberam quão 'estranho' é as duas palavras aparecerem juntas. 'Hold a conversation' pode ser traduzido, em português, por 'manter uma conversa'.

Outro exemplo simples é com as palavras 'book' e 'table'. Palavras simples até mesmo para quem não sabe muito inglês, afinal 'the book is on the table'. No entanto, o que dizer da sentença 'I'd like to book a table for two'? 'Book a table'? Livro uma mesa!? Não! Nada disto! A sentença toda quer dizer 'eu gostaria de reservar uma mesa para duas pessoas'. Logo, 'book a table' significa 'reservar uma mesa'

Este tipo de collocation é conhecido como 'medium-strength collocation'. São combinações de nível médio. Nada a ver com alunos de nível intermediário. As collocations [combinações de palavras] que se encontram nesta categoria devem ser as principais a serem aprendidas por alunos de língua inglesa em qualquer nível: básico, intermediário ou avançado. São estas collocations que fazem a grande diferença na hora de conversar com alguém ou de escrever um texto.

Outros exemplos de 'medium-strength collocations' são:
  • make a mistake = cometer um erro
  • cardiac arrest = parada cardíaca
  • recover from a delicate operation = recuperar-se de uma grande cirurgia
  • see a doctor = procurar um médico, ir a um médico, consultar-se com um médico
  • shoulder the blame for = aceitar a culpa por
  • a stroke of luck = um golpe de sorte
De acordo com estudos em Linguística de Corpus é este tipo de combinações de palavras [collocations] que os professores devem ajudar seus alunos a observar e usar. Afinal, muitas vezes eles são feitos com palavras simples. Ou seja, se as palavras forem vistas isoladamente, são de fácil compreensão. No entanto, quando juntas podem causar dor de cabeça aos alunos.

Portanto, ao invés de analisar as palavras isoladamente, recomenda-se que sejam adquiridas, aprendidas, ensinadas como um todo. Isto ajuda a desenvolver fluência e ajuda também a descomplicar o modo como a língua inglesa é vista por milhares de alunos.

Publicado originalmente no blog Inglês na Ponta da Língua. Caso você tenha recebido esta dica através do email de um contato seu, CLIQUE AQUI para que você comece a receber gratuitamente dicas como esta diretamente em sua caixa de emails amanhã mesmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Collocations: palavras que combinam com 'neighbor'

Em homenagem ao workshop sobre collocations que vou dar hoje [26.06] aqui em Curitiba, a partir das 02 horas da tarde, decidi falar sobre collocations que combinam com a palavra vizinho em inglês. Antes é bom lembrar que no dito inglês britânico a grafia é 'neighbour' e no inglês americano a grafia é 'neighbor'. A escrita pode ser diferente, mas a pronúncia é a mesma!

Os adjetivos que combinam frequentemente com 'neighbor' são os que seguem abaixo. Ah! Para quem mora em Curitiba e quer participar do evento basta ligar para o número 3332 2313 e confirmar presença. Agora sim! Vamos aos adjetivos que geralmente combinam com 'neighbor' em inglês:
  • vizinho legal [friendly neighbor], vizinho bacana [good neighbor], vizinho intrometido [nosy neighbor], vizinho idoso [elderly neighbor], vizinho de baixo [downstairs neighbor], vizinho de cima [upstairs neighbor], vizinho novo [new neighbor]
Fora estas temos ainda 'close neighbor', 'immediate neighbor', 'near neighbor', 'next-door neighbor', que é aquele vizinho que moram bem mais perto de nós.

Já os verbos que usamos com 'neighbor' são:
  • become neighbors [ficar vizinhos], wake the neighbors [acordar os vizinhos], disturb the neighbors [incomodar os vizinhos], help the neighbors [ajudar os vizinhos], meet the neighbors [conhecer os vizinhos, encontrar os vizinhos], visit the neighbors [visitar os vizinhos], invite the neighbors [convidar os vizinhos]
Coisa que 'neighbors' fazem:
  • neighbors fight [vizinhos brigam], neighbors have a quarrel [vizinhos batem boca, quebram o pau], neighbors complain [vizinhos reclamam], new neighbors moved in [os novos vizinhos chegaram]
É isto! Agora você pode criar sentenças e falar o que bem quiser dos seus vizinhos. Caso esteja faltando alguma aí, paciência! Não dá para colocar tudo! Mas compartilhe com a gente na área de comentários.

That's all folks! See you! Take care!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Palavras confusas: 'very', 'much', 'many', 'a lot of' e 'lots of'

Se alguém pergunta, "como é que se diz 'muito' em inglês?"; com certeza, a resposta vai ser complicada. Afinal, em inglês temos as palavras 'very', 'much' e 'many' bem como as expressões 'a lot of' e 'lots of'. Isto faz surgir outra pergunta: "Qual a diferença entre cada uma destas palavras? Quando é que usamos uma ou outra?". É esta dúvida que espero resolver neste post.

Anote aí que 'very' que é usado geralmente antes de adjetivos. Ou seja, se você tiver que dizer 'muito bonita', 'muito grande', 'muito pequeno', 'muito quente', 'muito frio', etc, terá de usa 'very' seguido do adjetivo: 'very beautiful', 'very big', 'very small', 'very hot', 'very cold'. Lembre-se: 'very' é usado com mais frequência antes de adjetivos.

'Much' e 'many' são diferentes em significado. Veja bem, 'much' significa 'muito'; 'many', 'muitos' [olha o 's' no final da palavra indicando o plural!]. Não percebeu a diferença ainda!? Tudo bem! Deixa eu tentar de outro jeito então. Em português você fala 'muitos dinheiros' ou 'muito dinheiro'? Qual é o mais natural? Sua resposta deve ser a mesma que a minha: 'muito dinheiro'. Quando isto acontecer, lembre-se que em inglês devemos usar o 'much'. Logo, dizemos 'much money' e não 'many money'. Por quê!? Pela mesma razão que não falamos 'muitos dinheiros' em português.

Outros exemplos, em português você fala 'muitos arrozes' ou 'muito arroz'? Você diz 'muitos cafés' ou 'muito café'? Será que o mais comum é 'muitos açucares' ou 'muito açucar'? Você sabe que o mais natural é falar 'muito arroz', 'muito café' e 'muito açucar'. Logo, temos de lembrar que este 'muito' em inglês é 'much'. Portanto, 'muito arroz' é 'much rice', 'muito açucar' é 'much sugar' e 'muito café' é 'much coffee'.

Por outro lado podemos falar 'muitos livros', 'muitas pessoas', 'muitos cadernos', 'muitas canetas', 'muitos amigos', etc. Quando a palavra for 'muitos', então devemos usar 'many'. As combinações no início do parágrafo ficcam assim: 'many books', 'many people', 'many notebooks', 'many pens' e 'many friends'.

Entendeu? Se tivermos de dizer 'muito' usamos 'much'. Caso tenhamos de dizer 'muitos', então usamos 'many'. Isto só não vai valer se tivermos de usar 'muito' seguido de um adjetivo; neste entre em cena 'very'. Tudo bem até aqui!? Espero que sim! Ainda tenho de falar do 'a lot of' e do 'lots of'.

Não há segredos entres 'a lot of' e 'lots of'. podemos usar um ou outro sem problemas. Eles geralmente são usados no lugar de 'much' e 'many'. Você usa quando bem quiser! Não há uma regra! Uma convenção! Uma lei! Um ato secreto do Senado! Nada disto! Use quando quiser! Somente em textos formais é que devemos usar o 'many' ou 'much'. Ou seja, no inglês do dia a dia, 'a lot of' ou 'lots of' comandam geral. Veja aí algumas sentenças com eles:
  • I have lots of friends. [Eu tenho muitos amigos.]
  • I have a lot of friends. [Eu tenho muitos amigos.]
  • He has lots of money. [Ele tem muito dinheiro.]
  • He has a lot of money. [Ele tem muito dinheiro.]
Está vendo só como tanto faz um ou outro? Viu também que poderíamos ter usado 'many' ou 'much' nas sentenças. O problema é que aí ficariam muito formais.

Eu sei que tem gente pensando em umas coisas complicadas como 'substantivos contáveis' [countable nouns] e 'substantivos incontáveis' [uncountable nouns] e coisas assim! Quer um conselho!? Esqueça isto! Volte a reler o post e veja como é mais simples e fácil do que você pensa.

Seu teacher está se acabando para explicar isto e ninguém está entendendo!? Então imprima este post e dê de presente a ele ou ela! Mas fale que você leu aqui no blog [faça a propaganda!]. Outra coisa: se ele ou ela for aqui de Curitiba diga para participar do workshop que vou dar junto com a SBS no dia 26 de junho [sexta-feira]. Vou falar sobre collocations! Para ele ou ela participar é só ligar para [41] 3332 2313 e confirmar presença. That's it! Take care, y'all!

Como é que se diz "fulano" em inglês?

Esta é uma das perguntas que mais recebo diariamente. Devido ao sucesso de sua ocorrência em minha caixa de emails resolvi comentar a respeito hoje. Para quem não sabe a palavra 'fulano' é usada para designar uma pessoa que não queremos mencionar o nome ou que não sabemos o nome dela.
  • Tinha um fulano aí te procurando.
  • O namorado da fulana estava aqui agora a pouco.
  • Quem é este fulano?
Em inglês quando não desejamos mencionar o nome da pessoa ou simplesmente não sabemos podemos fazer uso de duas expressões. Uma é 'so-and-so' e a outra é 'what's his name' ou 'what's her name', todas usadas como equivalente ao nosso 'fulano' ou 'fulano de tal'.
  • There was a so-and-so loooking for you here. [Tinha um fulano aí te procurando]
  • So-and-so's boyfriend was here a couple of minutes ago. [O namorada da fulana estava aqui agora a pouco]
  • Who is this so-and-so? [Quem é este fulano?]
Alguns exemplos com as outras expressões são:
  • He said he was with what's her name. [Ele disse que estava com uma fulana aí]
  • She's coming to the party with what's his name. [Ela vai vir à festa com um fulano de tal]
O legal em português é que geralmente colocamos a família toda junta. Ou seja, dizemos "fulano, cicrano e beltrano". Será que em inglês há algo assim também? Claro que tem! Quando todo mundo resolve aparecer na sentença eles dizem "every Tom, Dick, and Harry". Lembrando que estas expressões são usadas quando queremos nos referir a todo mundo. Algo como 'toda a torcida do Flamengo'. Exemplo,
  • I said it was a secret, but she told it to every Tom, Dick and Harry. [Eu disse que era segredo mas ela contou pra toda a torcida do Flamengo]
  • He always agrees with every Tom, Dick and Harry. [Ele sempre concorda com fulano, cicrano e beltrano].
Bom! Acho que é isto! Caso reste dúvida, vamos conversando ao longo do dia. Ao moradores de Curitiba e Região continua o convite para participar do workshop gratuito sobre collocations que vou dar na SBS Curitiba no dia 26 [próxima sexta-feira]. Para saber como participar, ligue para [41] 3332 2313. Nao fique de fora!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Collocations: palavras que combinam com 'bus'

Na próxima sexta-feira [26.06.09] a partir das 14:00, estarei na SBS Curitiba falando sobre collocations. O evento é gratuito e para participar é só ligar para o telefone [41] 3332-2313 e confirmar sua presença.

Aproveitando o tema da conversa, vou apresentar neste post alguns collocations com a palavra 'bus' [ônibus]. Assim, contribuo com o fato de você ficar apenas dizendo 'bus' e 'bus stop' [parada de ônibus, ponto de ônibus].

A primeira combinação é 'catch the bus' [pegar o ônibus], afinal, esta tem de estar no seu Lexical Notebook. Caso você tenha mesmo um caderno de vocabulário então anote também que 'get the bus' é o mesmo que 'catch the bus'.

Outras coisas que você pode dizer é 'go by bus' [ir de ônibus], que pode ser também: 'go on bus' [ir de ônibus], 'travel by bus' [viajar de ônibus], 'use the bus' [usar o ônibus] e 'take the bus' [tomar o ônibus].

Uma coisa que todo mundo odeia, mas que é inevitável é ter de 'wait for the bus' [esperar o ônibus]. Quando queremos dizer o tempo que esperamos então diga assim 'wait 40 minutes for the bus'. O bserve que a expressão de tempo fica entre 'wait' e 'for the bus'. E quando você está atrasado e tem de 'run for the bus' [correr para pegar o ônibus], terrível, né? Se você não alcançar o ônibus poderá dizer 'miss the bus' [perder o ônibus]. Por favor, nada de dizer 'lose the bus'. A não ser que você consiga mesmo perder o ônibus e nunca mais achá-lo.

E como dizer 'subir no ônibus'? Neste caso use a combinação 'get on the bus' ou 'get onto the bus' ou mesmo 'board the bus'. Lembre-se que o mais comum é 'get on the bus'. E quando tiver de 'sair do ônibus' diga 'get off the bus' ou 'leave the bus'. Caso alguém resolva perguntar se podemos dizer 'get in the bus' ou 'get out the bus', já aviso que estas não são as combinações comuns e naturais em inglês. As comuns são 'get ON the bus' e 'get OFF the bus'. Nem adianta perguntar 'Por que assim e não assado?'. Apenas, saiba que é assim o correto e não há explicações lógicas para isto.

Fora os verbos, tenho de lembrar também as seguintes: 'last bus' [último ônibus], 'tour bus' [ônibus de turismo], 'crowded bus' [ônibus lotado, cheio, entupido], 'airport bus' [ônibus de aeroporto].

Tem muitas outras combinações ainda. Porém, estas são as mais comuns. Aprenda-as e aos poucos você certamente identificará outras. Quando isto acontecer, compartilhe com a gente. Por enquanto é só! Aos que moram em Curitiba e região metropolitana, conto com a participação de vocês no evento organizado pela SBS. Lembre-se: para saber mais e confirmar sua participação ligue para [41] 3332 2313. See you! Take care!

Saiba mais sobre collocations lendo o livro "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês" [Ed. Campus/Elsevier].

domingo, 21 de junho de 2009

Chunks of Language: dealing with them in the classroom

Apresentação feita no dia 19 de junho de 2009 na XXV JELI [Jornada de Ensino de Língua Inglesa] organizada pela APLIESP [Associação de Professores de Língua Inglesa do Estado de São Paulo]. Local do evento: UNIBERO - São Paulo - SP.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Limpando a barra do Joel Santana [e a minha!]

Algumas pessoa ficaram indignadas com o modo como coloquei o vídeo do Joel Santana falando inglês em um post publicado ontem. Se você não viu, veja clicando aqui.

Quero fazer jus ao Joel. Acho que ele está muito feliz falando inglês do jeito dele. Certamente, morando na África do Sul ele aprenderá inglês cada vez mais e mais e até 2014 poderá estar perfeito. Se não estiver também, o que fazer! O importante é se comunicar. Afinal, como diria o sábio Abelardo Barbosa, vulgo Chacrinha, "quem não se comunica se estrumbica".

Admiro a coragem dele de dar entrevistas em inglês. É isto aí! Belo exemplo! Tem que ser assim mesmo! Falar sem medo! Botar a boca no trombone e falar o que tiver de ser dito! Medo para quê!? Se ninguém entender, é só perguntar que a gente repete!

Em minhas palestras sempre menciono o fato do pessoal achar bonito e interessante os americanos [ou outros falantes nativos de qualquer idioma] que chegam aqui no Brasil dizendo "Brasil ser uma país muita bonita. Cheia de mulheres gostosos!" ou algo como "Este país ser muita violenta, eu não voltar mais para a Brasil" [estes dois exemplos são forçados, mas...].

Enfim, criticamos aqueles que tentam se comunicar na língua da globalização e elogiamos [admiramos(?)] aqueles que falam do Brasil de forma errada. Vai entender!

O próprio Joel Santana declarou que resolveu "começar a falar, mesmo que um pouco errado, porque acho que é melhor para me comunicar com o pessoal". Ele sabe que comunicação é tudo! Os erros serão superados com o tempo! A auto-confiança dele é admirável! "Mesmo que um pouco errado", disse ele! Pelo menos ele falou algo!

Os jornalistas estrangeiros elogiaram a atitude do técnico. "Os erros que às vezes ele comete não incomodam ninguém. É muito bom que ele se esforce para falar o nosso idioma, isso é muito bem visto pelos jornalistas e pelos torcedores. Com a ajuda de um tradutor, nem sempre temos certeza de que tudo o que ele disse foi passado", explica Johann Russouw, da rádio RSG.

Já a jornalista sul-africana Xolelwa Majeke afirmou que acha "legal ele falar inglês, mostra como ele é uma pessoa atenciosa". Billy Cooper, da South African Press Association, disse "tenho certeza de que todo mundo gostou desta mudança".

Então é isto aí! Viva ao Joel! Se não dá para aprender inglês com ele ainda, pode-se ao menos copiar a atitude corajosa!

Leia mais sobre o inglês do Joel em: Inglês de Joel Santana é elogiado pelos jornalistas sul-africanos. See you! Take care!

6 maneiras de aprender um idioma

O jornal paranaense, Gazeta do Povo, publicou nesta quarta-feira uma matéria em seu caderno de educação e ensino falando sobre as 6 Maneiras de Aprender um Idioma.

Acredito que vale a pena você dar um pulo no site deles e conferir as dicas.

O repórter Carlos Coelho, responsável pela matéria, foi em busca de coisa que fogem ao padrão. Ou seja, nada de puxar a sardinha para uma escola ou outra. Só para você ter uma ideia as seis dicas listadas por ele são as seguinte:
  1. Utilize a Internet
  2. Filmes e Músicas
  3. Livros, Revistas e Jornais
  4. Grupos de Conversação
  5. Viagem ao Exterior
  6. Curso de Imersão
Veja as dicas e comente o que você achou. A propósito, eu dei minha opinião ao repórter sobre a sexta dica. confira lá! See you! Take care!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Website: Read the Words

Você conhece o site ReadTheWords.com? Não! Pois deveria conhecer!

Ele funciona assim: você vai no site, e lá ao lado da mulherzinha que aparece tem uma caixa de texto na qual você pode dizer uma sentença curta. Digite algo como:
  • Hey, wazzup?
  • What are you doing here?
  • How old are you?
  • What's your name?
  • Who the hell are you?
  • I wanna stay here.
  • I don't wanna stay here.
  • Do you wanna stay here?
Estas aí servem como guia para você. Após digitar a sentença que você quiser [seja dos exemplos acima ou qualquer outra] clique no botão verde no qual está escrito READ [ele está logo abaixo da caix de texto].

Espere um pouco [questão de segundo se sua conexão for das boas] e a mulherzinha esquisita vai falar a sentença que você digitou. Você pode escolher entre a mulher e o homem. Para escolher o homem [sem má intenções, claro] basta ver as opções abaixo do avatar da mulher. Enfim, dê uma fuçada lá!

Eu também fiz o meu registro no site para testar um pouco o site. Algumas ferramentas são gratuitas. Fazendo o registro você poderá escolher o sotaque da pessoa que fala [americano, britânico, australiano, indiano, etc]. O que você colocar lá fica gravado para ouvir quando quiser.

Bom, divirta-se por lá! acho que vai ajudar de alguma forma! Take care! See you! Para acessar clique aqui também!

Até 2014 dá tempo de aprender inglês

A Copa do Mundo no Brasil em 2014 já é mais do que certa! E o seu inglês como está? Se estiver como o do Joel Santana no vídeo abaixo é bom você começar a correr atrás de um curso com qualidade o mais rápido possível. Porém, não tenha medo de falar inglês! Faça como o Joel: medo pra quê!? O importante é criar coragem e mandar bala! Só não vá deixar para a última hora. Este blog pode ajudar você de alguma forma então assine-o gratuitamente clicando aqui. Leia também o post 'Limpando a barra do Joel [e a minha]' para entender melhor a história.


Caso não esteja visualizando o vídeo acima, favor clicar aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Expressões Idiomáticas com Números

Hi everybody, o post abaixo faz parte do eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem". Este eBook contém um arquivo de áudio com todas as expressões ensinadas nele. Tem também exemplos com as expressões. Escrito em português para facilitar a compreensão de todos. Logo, serve para alunos do básico ao avançado! Para saber como adquirir este material por apenas R$10,00 [dez reais] basta ler o post até o final. Detalhe: este valor é somente até hoje!

Todo aluno básico aprende no mínimo os números de 01 a 20. Depois aprendem até 100, 200, 300, 1000 e assim por diante. Os professores até dizem que os números em inglês são muito fáceis. Pode até ser assim! Mas todo mundo parece esquecer que os números são base para inúmeras expressões idiomáticas em inglês. Na maioria, eles aparecem em provérbios. ALguns dos mais comuns são:
  • Two’s company, three’s a crowd. [Um é pouco, dois é bom, três é demais]
  • Two heads are better than one. [Duas cabeças pensam melhor do que uma.]
  • I killed two birds with one stone. [Matei dois coelhos com uma cajadada só]
  • I’m in two minds about it. [Estou indeciso com relação a isto.]
  • It takes two to tango. [Quando um não quer, dois não brigam.]
  • It’s six of one and half a dozen of the other. [É o mesmo que trocar seis por meia dúzia]
  • First come, first served. [Quem chegar primeiro leva.]
Muitas outras expressões [proverbs ou lexical phrases] envolvem palavras como: “once” [uma vez] ou “twice” [duas vezes]:
  • Once bitten, twice shy. [Gato escaldado tem medo de água fria.]
  • Once is enough. [Uma vez só já é o bastante.]
  • Once and for all [de uma vez por todas]
  • Once in a lifetime [lá uma vez ou outra]
  • Once in a blue moon [uma vez na vida, outra na morte]
  • Once in a while [uma vez ou outra]
Veja que as três últimas expressões com “once” são sinônimas, significam a mesma coisa e pode ser usada uma no lugar da outra.

Por hoje é isto! Caso queira aprender mais sobre expressões idiomáticas e colaborar com este trabalho é só ler abaixo. Take care, y'all!

Para adquirir o eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem" com mais de 200 expressões e exemplos em sua caixa de emails é só depositar/transferir o valor de R$10,00 [preço promocional até dia 15.06] para uma das seguintes contas: Banco do Brasil, Agência 3181-X, Conta Corrente 22132-5 ou Banco Itaú, Agência 1568, Conta Corrente 13447-0. Após efetuar o pagamento, envie os dados do depósito/transferência [escaneado, fotografado ou com os dados digitados] para o email denilsolima@gmail.com. Anote bem o email! Não é "denilsoNlima", mas sim "denilsolima@gmail.com". A diferença é que meu nome não é escrito com 'N' [denilsoN]. O certo é Denilso.

domingo, 14 de junho de 2009

Evento em Curitiba dia 18 de Julho

A SBS e eu convidamos a todos os leitores deste blog e seus amigos para participar de um bate-papo no dia 18 de julho a partir das 14 horas lá na SBS Livraria Internacional, Rua Chile, nº 1867, Curitiba PR. Você poderá confirmar sua inscrição ligando para [41] 3332-2313. O evento será em inglês. Seguem abaixo algumas informações sobre o tema da conversa.

Collocations: enriching your students' vocabulary
Collocations has been a burning key issue among English Language Teaching Professionals for quite a while now. Ever since Michael Lewis spread the news about collocations, everybody has been extremely intrigued to know more and more about them. Despite winning widespread popularity, collocation still is a thing that teachers are not so sure about. In this talk prof. Denilso de Lima will show us how to introduce the idea of collocations to students and how to explore them in the classroom. Apart from that, you're also going to learn a couple of activities and games to motivate learners to notice, record and reactivate the collocations they learn. In case you're in doubt about collocations or feel like getting some practical and helpful tips to teach vocabulary in a fun and interesting way, you are more than welcome to join us on June 26th [02pm] at SBS Curitiba and enjoy this talk. We're sure you'll really love being there! Interested!? So, call us on [41] 3332 2313 and let us know that you and your friends are coming; we'll be only too glad to hear from you.

About the Speaker: Denilso de Lima
Denilso de Lima, is a teacher trainer, author of ‘Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês’ and ‘Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário’ [both published by Ed. Campus/Elsevier]. He is a specialist in the Lexical Approach and the teaching and learning of collocations.

Como dizer "e aí, belê?" em inglês?

Ao começar um curso de inglês todo mundo aprende a dizer "how are you?" [como você está?]. Acontece que este é o modo formal de cumprimentarmos alguém em inglês. É o jeito certinho, engomadinho, entende? É o modo de cumprimentar alguém que ainda não é tão próximo assim.

Na vida real nós sempre cumprimentamos as pessoas de modo bem informal. Ou seja, como geralmente lidamos com pessoas com as quais temos mais amizade, nós simples e naturalmente as cumprimetamos dizendo "e aí?" ou "e aí, beleza?". Lembrando que este "e aí, beleza?" costuma ser abreviado para "e aí, belê?".

Diante desta informalidade tão característica à nossa cultura, surge a pergunta: Como podemos cumprimentar as pessoas informalmente em inglês? Como é que se diz "e aí belê?" em inglês? Será que tem um jeito?

Claro que tem! Quando eles querem cumprimentar as pessoas informalmente dizem um simples "hey, what's up?". Anote aí que a expressão "what's up?" pode ser escrita de outras formas: "wazzup?" [pronunciado como, uazãp] e "what up?" [pronunciado como, uarãp]. Muitas vezes, também é comum dizer apenas "hey?", algo como "e aí?". Veja só,
  • Hey Carla!? [E aí, Carla?]
  • What's up, man? [E aí, meu, belê?]
  • Wazzup, bro? [E aí, brother?]
Enfim, comece a observar como estas expressões são usadas em filmes e seriados. Assim você terá uma ideia de como usá-la do modo correto e no momento certo. Afinal, nada de usá-la em um reunião de negócios e coisas assim. Em situações mais formais opte sempre pelo tradicional "how are you?". Assim você não comete nenhuma gafe! That's it, guys and gals! Take care! Aprenda mais expressões lendo os posts abaixo:

Não perca uma dica deste blog!

Sabe como ficar por dentro de todas as dicas publicadas aqui no Inglês na Ponta da Língua? Todas mesmo! Você não vai perder nenhuma sequer!

Basta clicar na figura aí ao lado e seguir os passos! Nada muito complicado.

Agora, para receber os artigos postados aqui no seu e-mail faça o seguinte:

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6. Pronto! Agora é só verificar sua caixa de e-mails diariamente. Se eu escrever alguma coisa, você vai receber a mensagem. Se eu não escrever, então você não recebe nada.

Tente aí... Caso tenha dúvidas, me fale e a gente vê qual é o problema. Take care, guys!

Workshop: Chunks of Language

Com o avanço nas pesquisas e estudos lexicais, os chunks of language se tornaram cada vez mais frequentes no cotidiano de ensino de língua inglesa. Michael Lewis e muitos outros estudiosos já falavam deles tempos atrás. Porém, somente agora mais e mais profissionais do ensino da língua inglesa tem se preocupado com tal assunto. Com o crescente interesse muitas perguntas começaram a ser feitas: O que são ‘chunks of language’? Quais são os principais tipos de chunks? Como e onde encontrá-los? Como abordá-los na aula de forma a não assustar os alunos? Como ajudar os alunos a lembrar dos ‘chunks’? Como organizá-los? Por que são importantes no ensino e aprendizado da língua? Neste workshop dado pelo Prof. Denilso de Lima você terá a oportunidade de aprender muito mais sobre este tema tão atual e essencial em nossas aulas. Perceberá ainda como os chunks of language ajudam na aquisição de fluência e como os alunos se sentem mais motivados a participar de modo mais comunicativo nas aulas. Divirta-se com o modo como o ensino de vocabulário pode ser tornar muito mais dinâmico. Descubra como é possível ensinar gramática através do vocabulário. Junte-se a nós e surpreenda-se!

Workshop: Collocations

Todo mundo fala que collocations são combinações de palavras. No entanto, o que isto realmente significa? Devido ao grande comercial feito sobre collocations em revistas, livros e palestras, o assunto tem conquistado cada vez mais espaço no cenário de ensino de língua inglesa. Porém, ainda é comum encontrar professores que não se sentem muito seguros para ensiná-los e, consequentemente, abordá-los de modo efetivo e eficiente em sala de aula. Muitas são as perguntas sobre collocations e até agora as respostas parecem ser poucas, quando não, as respostas mais confundem do que ajudam. Neste workshop o Prof. Denilso de Lima nos apresentará ideias de como falar sobre collocations aos alunos, como explorá-los cada vez mais dentro e fora da sala de aula, como organizá-los de modo prático e satisfatório, como recordá-los e como eles influenciam na comunicação fluente. Venha descobrir também algumas sugestões de atividades práticas que mudarão o modo como você lida com palavras em sala de aula. Aprenda alguns jogos que motivarão os alunos a ficar atentos às collocations. Caso você tenha dúvidas sobre o tema ou quer apenas algumas dicas para lidar com o vocabulário de modo bem mais divertido e dinâmico, não poderá ficar de fora deste workshop.

Mesa Redonda: The Lexical Apprach [A Abordagem Lexical]

Há não muito tempo atrás a Abordagem Lexical era considerada o lado negro do ensino de línguas. Vários pesquisadores, escritores e professores tinham-na apenas como uma moda passageira. Foram muito rápidos em criticá-la. Alguns chegaram a dizer que a Abordagem Lexical jamais seria praticável. Entretanto, avanços na tecnologia dos computadores [Linguística de Corpus] e estudos em Neurociência mostraram que eles estavam errados. A Abordagem Lexical tem se tornado uma tendência crescente no Ensino de Língua Inglesa. Autores de coursebooks e programas de treinamento de professores têm incluído exercícios baseados na Abordagem Lexical de modo nunca antes imaginado. Chunks of language, collocations, lexical items, colligation, etc têm se tornado palavras comuns no mundo de ELT. Autores renomados, pesquisadores e metodologistas que no passado eram contra a Abordagem Lexical passaram a aceitá-la como uma solução ideal para adquirir fluência na língua e também motivar a autonomia dos aprendizes. Nesta fala o Prof. Denilso de Lima nos dirá o que é a Abordagem Lexical, como ela molda nossos objetivos no ensino, por que ela tem se destacado e se tornado confiável e por que você, professor, será muito bem-vindo ao lado negro do ensino de línguas, ou ao mundo do ensino lexical.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Língua Inglesa agora com 1.000.000 de palavras

Wow! A língua inglesa chegou no dia 10 de junho à sua 1.000.000ª palavra. Isto mesmo! Um milhão de palavras! Não é pouca coisa!

O anúncio foi feito pela Global Language Monitor, uma entidade baseada no Texas [EUA] e que documenta, analisa e rastreia a língua inglesa em uso no mundo todo.

Eles ficam de olho em combinações e termos de todas as áreas científicas, jargões profissionais, gírias, expressões, combinações linguísticas [Hinglish = Hindi + Inglês; Spanglish = Espanhol + Inglês; Chinglish = Chinês + Inglês], Hollywords [palavras do mundo do cinema], etc. Eles observam: quantas vezes e com que frequência a palavra é citada; sua popularidade na internet [Youtube, websites, Twitter, blogs, etc]; mídia escrita; mídia televisiva; a extensão geográfica em que é usada; e coisas mais que para muita gente não faz o menor sentido.

Diante disto tudo, concluíram que a palavra digna de ocupar a posição de número 1.000.000 é "Web 2.0". Sim! "Web 2.0" é uma palavra. Ela saiu do jargão profissional e ganhou vez e voz no dia a dia das pessoas. Como ela expressa um conceito único ganhou o direito de ser considerada uma palavra.

Para quem não sabe "web 2.0", de modo simples e rápido, é um termo técnico que se refere à próxima geração de produtor e serviços na internet. Para muitos brasileiros o conceito pode ser novo, porém em inglês nem tanto.

"Web 2.0" concorreu com palavras de peso. Porém, não foram páreas para ela. "Jai ho" ficou com a 999.999ª posição.Esta palavrinha aí é uma expressão indiana cujo significado é parecido com "consegui", "venci", etc. Usada para expressar a alegria da vitória, da conquista. O termo ganhou popularidade por conta do filme "Slumdog Millionaire", ganhador de vários prêmios Oscar.

Este filme também nos deu a 999.997ª palavra da língua inglesa: slumdog, que significa criança que mora na favela. Embora ela aos poucos esteja servindo para fazer referência a qualquer pessoa que mora na favela. Logo, está se tornando comum o significado "favelado" para ela. Lembrando que é um termo ofensivo! Assim sendo, nada de ficar chamando os outros de slumdogs por aí.

A palavra que ficou em 999.998º lugar foi n00b, escrita com dois zeros entre as consoantes 'n' e 'b' . Já até falei sobre ela aqui no blog! Leia o texto "O que significa noob?" para saber mais.

Vale dizer aqui que muitos linguistas, puristas da língua inglesa, gramáticos, lexicógrafos, etc não reconhecem o o trabalho da Global Language Monitor. No entanto, isto serve para mostrar que a língua inglesa está em expansão. Portanto, não perca seu tempo! Estude! [rsrsrsrsrs]

Bom, como a língua inglesa não para de receber novas palavras. Enquanto eu escrevia este post fui informado que ela atingiu a incrível marca de 1.000.001 palavras. Sendo que a que ocupa esta posição é "financial tsunami". Vou parar de escrever antes que eu receba mais uma palavra. Tchau! Bom final de semana a todos! Ah, veja o vídeo:


The Lexical Approach (A Abordagem Lexical)

O texto abaixo explica rapidamente o que é a Abordagem Lexical [Lexical Approach]. O texto não tem absolutamente nada a ver com a escola de idiomas Lexical. Vale dizer que a referida escola só tem de Lexical o nome; no entanto, ela não segue muitos dos princípios descritos na Abordagem Lexical.

Michael Lewis ao ter publicado The Lexical Approach: the state of ELT and a way forward [LTP, 1993] não apenas cunhou o termo Lexical Approach (Abordagem Lexical), mas também colocou em xeque uma das mais sólidas bases do ensino de língua estrangeira: a Gramática.

Em toda a sua obra permeia a ideia de que “a língua consiste de léxico gramaticalizado, não de gramática lexicalizada”. Ou seja, Lewis declara que a base de uma língua é o Léxico [vocabulário] e não a estrutra gramatical.

Em outras palavras, Lewis afirma que um dos maiores erros no ensino de língua estrangeira é ter como verdade absoluta e inquestionável o fato de que adquirir conhecimento gramatical [regras e termos técnicos] em conjunto com algumas palavras isoladas seja o suficiente para uma efetiva comunicação e aquisição de fluência na língua alvo.

O nome Lexical Approach mostra que trata-se de uma abordagem e não de um método. Entender a distinção entre método e abordagem é essencial, pois, ao contrário do que pensam muitos, a Lexical Approach não foi concebida para tomar o lugar das demais abordagens existentes e muito menos para tirar de vez a gramática da sala de aula.

A Lexical Approach quando bem compreendida e inserida em um curso de idiomas simplesmente auxilia a Abordagem Comunicativa bem como o método que, porventura, se baseia nos fundamentos da Lexical Approach.

A Lexical Approach oferece ao professor maiores e melhores possibilidades de ensinar determinado assunto. Ela torna a aquisição do Léxico [vocabulário] muito mais dinâmica, prática, e significativa para o aluno. Há, portanto, uma completa guinada na forma como o aprendiz adquire e usa a língua alvo.

Cumpre observar que através da Lexical Approach é proposta a ideia de que a proficiência em uma língua estrangeira é adquirida e desenvolvida mais rapidamente ao se dar total ênfase no ensino e aprendizado de combinações de palavras [collocations], ou mais precisamente, dos Lexical Items (Itens Lexicais), também conhecidos como Chunks of Language.

Para se compreender bem a Lexical Approach é extremamente necessário saber o que é Gramática e o que é Léxico. Além disto é fundamental deixar de lado toda a tradição gramático-normativa que nos é passada pelas faculdades, pelos cursos de inglês, pelos treinamentos, pela crença popular, ou seja, pelo sistema “gramatiqueiro” como um todo.

A Lexical Approach pode revolucionar o modo como você encara o vocabulário de uma língua. Mais que isto: pode revolucionar o modo como você aprende inglês. Afinal, ela ajudará você a compreender o que é vocabulário, a aprender gramática através do vocabulário e muito mais. Para saber mais sobre isto leia “Inglês na Ponta da Língua: método inovador para melhorar o seu vocabulário em inglês”, um guia básico e prático sobre a Lexical Approach.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Como dizer "eu estou cansado" em inglês?


A resposta à pergunta que é título deste post é super fácil. Afinal, em qualquer escola de inglês você aprende logo cedo que "eu estou cansado" é "I'm tired". Então, por que é que vou tocar neste assunto?

Por dois motivos: 1º) para te ensinar algumas collocations com a palavra tired; e, 2º) para te ensinar outros modos de dizer "eu estou cansado" em inglês. No final coloquei uma lista com alguns dos principais posts sobre collocations aqui no blog. Vamos então às collocations com "tired".

Para início de conversa você pode usar algumas palavras entre "I'm" e "tired" para dar uma enfatizada no seu grau de cansaço. Por exemplo,
  • I'm so tired [tô tão cansado]
  • I'm extremely tired [tô extremamente cansado]
  • I'm dead tired [tô morto de cansado]
  • I'm awfully tired [tô cansado pra caramba]
  • I'm bone tired [tô cansado ao extremo]
Acima estão algumas collocations com a palavra tired que expressam a ideia de muito cansaço mesmo. Na verdade, são expressões que substituem o famigerado "I'm very tired". Mas digamos que você não esteja tão cansado assim. O que dizer? Anote aí:
  • I'm a little tired [tô um pouco cansado]
  • I'm slightly tired [tô um pouquinho cansado]
  • I'm just tired [só tô cansado]
Pronto a primeira parte já foi. Agora vem a segunda. Aqui eu pergunto: que outras expressões ou palavras você sabe em inglês para dizer "eu estou cansado"? Em português temos expressões como "tô acabado", "tô exausto", "tô morto", "tô mortinho mortinho" [tô mortim mortim], "tô que é só o caldo", "tô que é só o bagaço", "tô nas últimas" entre outras expressões tão nossas. E então, algum palpite?

Em inglês, eles também têm várias expressões. Anote aí algumas:
  • I'm worn-out.
  • I'm burned out.
  • I'm exhausted.
  • I'm worn to a frazzle.
  • I'm knackered.
  • I'm dead.
  • I'm beat.
  • I'm dead beat.
  • I'm bushed.
  • I'm drained.
  • I'm tuckered out.
  • I'm jaded.
Será que você já está cansado de tantas expressões!? Eu estou! Então, vamos parar por aqui! Have a nice day! Take care! Tenham um excelente feriado. Faça o download do áudio deste post clicando aqui

Saiba mais sobre collocations lendo:

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vocabulário Específico: Utensílios de Cozinha

Hoje decidi falar sobre "utensílios de cozinha", "kitchenware" ou "kitchen utensils". Antes, aviso a todos que podem fazer o download do áudio deste post clicando aqui. Com o áudio você poderá ouvir o texto abaixo com as palavras em inglês sendo pronunciadas. Caso a ideia agrade, podemos pensar em fazer isto sempre que possível, que tal?

Os básicos que todo mundo aprende são knife [faca], spoon [colher], fork [garfo]. Mas fica sempre por aí! Ah sim! Não posso esquecer de cup [xícara], glass [copo], plate [prato]. Pronto! Acredito que agora a lista dos básicos está completa!

O problema é que em uma cozinha tem muito mais coisas. E como tem! Algumas pessoas podem hora ou outra precisar de uma concha, uma espumadeira, um espremedor de alhos, um abridor de latas, etc. E aí o que dizer? Afinal, como dizer estes objetos em inglês?

Vamos com calma! O primeiro que citei acima é ladle [concha]. Depois veio skimmer [espumadeira]. Em seguida garlic press [espremedor de alhos]. Por fim, can opener ou tin opener [abridor de latas]. Será que isto é tudo!?

Claro que não! Ainda temos sieve [coador], que pode ser de vários tipos. Colander é um pouco maior que um sieve; porém serve para escorrer o macarrão. Ou seja, colander é escorredor de macarrão. Além destes dois tem ainda o tea strainer [coador de chá]. Já deu para entender isto, né?

Não acabou ainda! Não posso deixar de fora o pizza cutter [cortador de pizza]. Nem mesmo o whisk [batedor de claras]. E o potato peeler [descascador de batatas]!? Também tem de estar aqui! Ainda tem aquele que é associado com violência doméstica: rolling pin [rolo de massa, que minha esposa chama de mata-marido]. Não entendi o que ela quis dizer com isto, mas vamos continuar!

Lembrei agora do salt shaker [saleiro], mas aquele pequeno que nunca sai o sal de dentro. Dizem que os britânicos chamam este saleiro de salt cellar. No mesmo rumo temos pepper shaker [potinho de pimenta]. Agora não consigo parar! Pois lembrei também do grater [ralador], kitchen scissors [tesoura de cozinha], lemon squeezer [espremedor de limão], potator masher [amassador de batatas], oven mitt [luva do forno], bowl [tigela].

Vale lembrar que muitos utensílios são de vários tipos. Por exemplo, spoon [colher] pode ser uma soup spoon [colher de sopa], teaspoon [colher de chá], dessert spoon [colher de sobremesa], etc. Já uma knife [faca] pode ser uma bread knife [faca de pão], table knife [faca de mesa], butter knife [faca de manteiga] e por ai a fora.

Nossa! Acho que tá bom! Já dá para você se virar! Mas para encerrar mesmo anote também cutting board [tábua de cortar], cutlery [talheres] e pepper mill [moedor de pimenta]. Agora deu! Tem mais coisa ainda; porém agora é sua chance de procurar por mais caso tenha interesse. Take care! Bye!

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Leia mais posts de Vocabulário Específico:

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os tipos de Expressões Idiomáticas

Até pouco tempo, os phrasal verbs e os proverbs eram as expressões idiomáticas que apareciam com muito mais frequência em livros e dicionários. Entretanto, os pesquisadores começaram a perceber que muitas vezes o modo como certas palavras são usadas em conjunto também formam expressões idiomáticas. Veja,
  • Você pode me dar uma mãozinha?
  • Eu só passei os olhos sobre a revista.
  • Ela vem aqui uma vez na vida, outra na morte.
  • Ele sempre faz vista grossa aos erros dos filhos.
  • Este cheiro abriu o meu apetite.
  • Desculpa! Eu perdi a cabeça e gritei com você.
  • É bom ficar de olhos bem abertos.
As expressões em negrito nas sentenças acima são expressões idiomáticas. Não as interpretamos literalmente. Você jamais arrancaria sua mão e daria a alguém. Você também não pegaria uma revista e a passaria em seus olhos.

Todas estas expressões têm um significado que nós reconhecemos automaticamente e sem muito esforço. Afinal, são expressões conhecidas por todos nós.

Para dizê-las em inglês é preciso saber quais são as expressões que possuem o mesmo sentido que as nossas. Não adianta sair traduzindo palavra por palavra. É preciso saber se há uma expressão em inglês com significado semelhante:
  • Can you give me a hand?
  • I just ran my eyes over the magazine.
  • She comes here once in a blue moon.
  • He always turns a blind eye to his kid’s wrongdoings.
  • This smell has whetted my appetite.
  • Sorry! I lost my mind and shouted at you.
  • You’d better keep your eyes wide open.
A primeira expressão – give me a hand – não é complicada de entender. Afinal, ela é quase idêntica a “me dar uma mãozinha”. Algumas expressões idiomáticas possuem equivalentes idênticos ou quase idênticos de uma língua para outra. Porém, nem sempre isto ocorre.

Este texto é parte integrante do eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem", que acompanha um arquivo de aúdio com seu problema já solucionado! Para efetuar o pagamento, receber o eBook com mais de 200 expressões e exemplos em sua caixa de emails é só despositar/transferir o valor de R$10,00 [preço promocional até dia 15.06] para uma das seguintes contas: Banco do Brasil, Agência 3181-X, Conta Corrente 22132-5 ou Banco Itaú, Agência 1568, Conta Corrente 13447-0. Após efetuar o pagamento, envie os dados do depósito/transferência [escaneado, fotografado ou com os dados digitados] para o email denilsolima@gmail.com. Anote bem o email! Não é "denilsoNlima", mas sim "denilsolima@gmail.com". A diferença é que meu nome não é escrito com 'N' [denilsoN]. O certo é Denilso.

sábado, 6 de junho de 2009

Como é que se diz "ovo de codorna" em inglês?

Dias atrás participei de um curso de imersão para alunos de língua inglesa. Eu estava lá como uma espécie de supervisor convidado: ajudava nas atividades, batia papo com alunos, trocava ideias, auxiliava aqui e ali, etc. Todo no curso deveriam falar inglês.

No horário do almoço, havia uma travessa com uma salada de ovo de codorna. Então, um aluno travou quando teve de dizer que não gostava de ovos de codorna. Eu não o culpo por isto! Afinal, creio que ninguém nunca pensou em dizer isto em inglês. Contudo, trata-se de algo comum nos restaurantes brasileiros. Assim, já que é comum, porque não abordar isto aqui no blog?

Quando você recepcionar um gringo aqui no Brasil poderá dizer a ele que aqueles são ovos de codorna e não apenas ovos de um tipo de galinha que você nem ao menos faça idéia de como seja, etc, etc. Ou fique sem falar nada mesmo.

Pois bem! A ave codorna em inglês é chamada de quail [clique para ouvir a pronúncia]. Logo, os ovos são quail eggs. Para dizer "ovos de codorna em conserva", você poderá usar "canned quail eggs" ou "pickled quail eggs". Já a "salada de ovo de codorna", "quail eggs salad".

Agora anote aí que "quail" também pode ser usado como verbo. Não é muito comum! Mas, nunca se sabe! Neste caso o significado é "ficar com medo", "ficar receioso"".
  • She quailed before her boss's anger. [Ela ficou com medo diante da raiva do chefe.]
That's it! I hope it helps somehow! Have a nice day! Take care!

Método ou Abordagem: qual a diferença? - Conclusão

Segue aqui a parte conclusiva do assunto que teve dois post - Parte I e Parte II. Confira!
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Erro comum

Conforme dito anteriormente, hoje no Brasil o mais conhecido entre todos os ditos “métodos” é a Communicative Approach. A grande maioria das franquias de curso de língua inglesa faz se valer dela em aulas, desenvolvimento de materiais, treinamento de professores, etc.

Cumpre notarmos, porém, que Communicative Approach não é método, mas sim abordagem. Ela, em poucas palavras, prima o fato de que algumas funções linguísticas são mais importantes do que apenas a gramática e o voabulário. Estas funções linguísticas são, portanto, o ponto de sustentação desta abordagem.

Não quer isto dizer que as escolas que fazem uso da Communicative Approach não tenham um método. Sim, há um método e ele é conhecido como PPPPresent, Practice, Produce. É através deste método – às vezes também chamado de procedimento – que uma aula ocorre. Outras escolas nem isto tem! Dizem ter um método comunicativo, ou algo assim! Mas na verdade não possuem bem um plano pedagógico, uma coerência entre o que dizem fazer e o que realmente fazem.

Conclusão

Curiosamente, ao fazermos a seguinte pergunta à maioria das escolas de línguas “qual é o método de ensino de vocês?” a resposta é quase que automática: “nosso método é a abordagem comunicativa”.

Observe aí que não deixaram bem claro a quem responde a diferença entre método e abordagem. Isto gera então outra pergunta: será que os professores sabem qual é o método da escola na qual trabalham? E o que sabem eles sobre a abordagem?

Escolas de idiomas no Brasil são várias. A diferença geralmente está no nome, no material utilizado, na tradição de cada uma, na estratégia de marketing, etc; todavia, o método e a abordagem geralmente são o mesmo, mudando muito pouco de uma escola para outra. Em suma, a maioria faz-se valer do PPP como método e da Communicative Approach como abordagem.

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Perguntas aos Teachers:
01. Você sabe dizer qual o método e a abordagem utilizados na escola em que você leciona?
02. Sabe resumir em poucas palavras cada um deles?
03. Quais os procedimentos usados durante uma aula para ensinar algo aos alunos?
04. Que técnicas você usa para facilitar no aprendizado de seus alunos?

Método ou Abordagem: qual a diferença? - Parte II

Continua aqui a segunda parte desta discussão. Caso você não tenha lido ainda a primeira, é só clicar em Parte I.
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Method (Método)

Jeremy Harmer, no livro The Practice of English Language Teaching [2001:78], afirma que “método é o que nos permiti colocar a abordagem na prática [...]. Métodos incluem vários procedimentos e técnicas como parte de seu corpo padrão”. Michael Lewis [op cit] resume o método à pergunta “como vamos colocar a Abordagem na prática?

Após identificar por que dar mais atenção ao lado comunicativo da língua, tem de se entender como pôr a teoria na prática. Quais são meios que farão com que o professor ensine eficazmente aos seus alunos? Qual a melhor maneira para que os alunos aprendam? Como fazer para que aquilo que eu considero importante seja aprendido e retido pelos aprendizes da língua?

Identificado o como, chegamos então aos procedimentos e técnicas. Sendo que procedimento é a sequência a ser seguida para apresentar o conteúdo aos alunos. Procedimento pode ser resumido em termos de “primeiro você faz isto; então, você faz aquilo; depois faz isso; finalmente, aquilo”. Técnica, por sua vez, é o que você usa para ensinar algo aos alunos: escrever no quadro e pedir para todos repetirem em voz alta, apresentar um vídeo sem que eles escutem o áudio, mostrar nos dedos o que acontecem na forma contrata, pedir que leiam um texto em voz alta, grifem expressões novas em um texto, etc.

Para ler o artigo conclusão desta série de posts clique em Conclusão.

Método ou Abordagem: qual a diferença? - Parte I

Uma das maiores confusões existentes no Brasil com respeito ao ensino de idiomas é a da dicotomia “método x abordagem”. Para muitos as duas significam a mesma coisa. Ou seja, não há distinção entre uma e outra; a diferença estaria assim apenas no nome. Diversamente desta concepção, há sim diferença entre método e abordagem. Nesta primeira parte vamos ver, rapidamente, o que é Approach e em um segundo post vamos analisar Method.

Approach
(Abordagem)

De acordo com Richard & Rogers [Approaches and Methods in Language Teaching, Second Edition 2001], approach refere-se às “teorias sobre a natureza da língua e do aprendizado da língua que servem de fonte para as práticas e princípios no ensino de idiomas.Michael Lewis [The Lexical Approach, 1993:2], por sua vez, resume “abordagem” de modo bem mais prático: “...abordagem é o porquê” de ensinarmos o que ensinamos e do modo como ensinamos.

De modo geral, quando nos referimos a uma abordagem estamos falando sobre por que isto ou aquilo é mais importante. Assim na Comunicative Approach [Abordagem Comunicativa], a mais conhecida no Brasil, todos os seus métodos, procedimentos e princípios, o papel e a atitude do professor e dos alunos, bem como uma outra série de características estão voltados para enfatizar o aspecto comunicativo da língua. Nesta abordagem preza-se por atividades comunicativas, simplesmente porque ela estabelece que a comunicação é a parte central do aprendizado e uso de um idioma.

Diante disto podemos falar ainda de grammar-based approaches, isto é, abordagens que vêem na gramática o ponto central da língua. Podemos ter ainda os genre-based approaches, abordagens que primam mais pela aquisição dos vários gêneros linguísticos. Podemos falar também dos lexical-based approaches, aquelas abordagens que encaram o léxico [vocabulário] da língua como sua espinha dorsal. Lembre-se que cada uma destas abordagens responde à pergunta “por quê?”.

Indo um pouquinho mais além pode ser acrescentado aqui que abordagem descreve como as pessoas adquirem conhecimento acerca da língua e, a partir destas observações, declara as condições que promoverão um aprendizado satisfatório. Respondendo ao por quê de ser de uma forma e não de outra.

Caso ainda não tenha ficado muito claro o que seja Approach, convido você a ler a segunda parte deste assunto aqui. Depois compare uma coisa com a outra e procure notar como a diferença existe e é fundamental na nossa Profissão.

Leia a segunda parte deste post clicando aqui.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Toda Língua é Idiomática [Metafórica]

A dica de hoje é mais uma que integra o eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem". O diferencial deste eBook para os outros é o arquivo de áudio para você ouvir as expressões quando e onde quiser.

O valor!? Apenas R$10,00 [dez reais] até o dia 15 de junho. Interessado!? Leia a dica que segue e depois veja como fazer para ter este material aí no seu computador. Vamos à dica!

Outro exemplo de como a língua é usada idiomaticamente está na palavra “dog” [cachorro, cão]. Agora imagine um cão perseguindo sua caça. O cão é persistente, obstinado, etc. Afinal, ele quer a caça a todo custo. Deste fato, “dog” virou um verbo, cujo significado é “perseguir insistentemente”, “seguir de perto”:
  • Careful! He’s dogging our every move. [Cuidado! Ele está seguindo todos nossos movimentos de perto.]
  • Reporters dogged him for answers. [Os repórteres foram atrás dele em busca de respostas.]
Ficar atento a estes usos das palavras ajudará você a adquirir fluência muito mais rápido do que ficar apenas decorando regrinhas gramaticais e palavras isoladas.

A língua inglesa, assim como o português, é bastante idiomática. Às vezes tudo pode ser interpretado literalmente. Muitas vezes não! Muitas vezes mesmo! Nestes momentos é que você saberá como anda seu inglês. Aprender o uso idiomático da língua é essencial a qualquer pessoa que queira aprender a falar e entender inglês como eles aprendem.

Keep you eyes wide open quando encontrar um phrasal verb, proverb, slang, lexical phrase. Aprender expressões idiomáticas é awesome. Don’t chicken out! Afinal, water dropping day by day wears the hardest rock away.

Para efetuar o pagamento, receber o eBook com mais de 200 expressões e exemplos em sua caixa de emails e enteder o último parágrafo da dica acima é só despositar/transferir o valor de R$10,00 para uma das seguintes contas: Banco do Brasil, Agência 3181-X, Conta Corrente 22132-5 ou Banco Itaú, Agência 1568, Conta Corrente 13447-0. Após efetuar o pagamento, envie os dados do depósito/transferência [escaneado, fotografado ou com os dados digitados] para o email denilsolima@gmail.com. Anote bem o email! Não é "denilsoNlima", mas sim "denilsolima@gmail.com". A diferença é que meu nome não é escrito com 'N' [denilsoN]. O certo é Denilso.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Expressão Idiomática: correr atrás do tempo perdido

Chegamos à sétima expressão na lista das extras. A escolhida foi “make up for lost time”. Esta expressão é usada quando queremos dizer que agora [hoje, atualmente] temos de fazer algo que não tivemos a oportunidade de fazer anteriormente [no passado]. Por exemplo,
  • He didn’t study English when he was young, but now he’s making up for lost time.
Será que você já conseguiu pensar em algo parecido em português? Ainda não!? Que tal a expressão “correr atrás do tempo perdido”. Assim, a sentença acima será traduzida assim:
  • Ele não estudou inglês quando era novo, mas agora está correndo atrás do tempo perdido.
Algumas pessoas também dizem “correr atrás do prejuízo”. Mas lembre-se a expressão é usada sempre com relação a algo que não fizemos no passado e agora temos de aproveitar a oportunidade para fazer.

Este texto faz parte do eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem". Este novo eBook vem acompanhado com um arquivo de áudio no qual você poderá ouvir as mais de 200 expressões e exemplos que estão nele. Muitos já receberam o eBook! Não fique de fora!

Para efetuar o pagamento e recebê-lo em sua caixa de emails em até 30 horas após a confirmação do pagamento é só despositar/transferir o valor de R$10,00 para uma das seguintes contas: Banco do Brasil, Agência 3181-X, Conta Corrente 22132-5 ou Banco Itaú, Agência 1568, Conta Corrente 13447-0. Após efetuar o pagamento, envie os dados do depósito/transferência [escaneado, fotografado ou com os dados digitados] para o email denilsolima@gmail.com. Anote bem o email! Não é "denilsoNlima", mas sim "denilsolima@gmail.com". A diferença é que meu nome não é escrito com 'N' [denilsoN]. O certo é Denilso.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Expressões Idiomáticas com Chicken

Muitos alunos de inglês aprendem que “chicken” significa “frango”. Aí quando se deparam com o uso idiomático desta palavra ficam perdidos. Veja a sentença abaixo:
  • Miguel is too chicken to ask her out.
Quando os alunos se veem diante de uma sentença como esta a pergunta que fazem é “o que este chicken está fazendo aí meu Deus?”. Sem contar que também tem o “ask her out”. Ou seja, são dois idioms usados na mesma sentença: uma slang e um phrasal verb.

Neste caso, “chicken” é usado com o sentido de “medroso”. Como o uso da palavra é informal podemos ainda – dependendo do contexto – traduzir por “bundão”, “cagão”, “bunda-mole” ou “frouxo”. Todos no sentido de “medroso”, “receoso”, “temeroso”. O phrasal verbask [alguém] out” significa “convidar [alguém] para sair”. Desta forma, a tradução da sentença acima será:
  • O Miguel é bundão demais pra convidar ela para sair.
Este texto faz parte do eBook "Expressões Idiomáticas: aprenda inglês como os gringos aprendem". Este novo eBook vem acompanhado com um arquivo de áudio no qual você poderá ouvir as mais de 200 expressões que estão nele. Muitos já receberam o eBook! Não fique de fora! Clique aqui para saber como adquiri-lo por apenas R$10,00 [dez reais]

Agora o que dizer da sentença a seguir:
  • You’re not chickening out, are you?
Veja que agora a palavra “chicken” junto com “out” virou um phrasal verb: chicken out. Seu significado é “amarelar”, desistir de fazer algo na última hora por estar com medo, com receio. Assim, a snetneça acima quer dizer,
  • Você não está amarelando, né?
Você percebe como as palavras são geralmente usadas de modo idiomático na língua? Para aprender isto é só prestar atenção às palavras usadas. Veja que palavras estão ao redor dela em um texto e então, caso seja uma expressão idiomática, anote-a em seu caderno e quando der use-a.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Jack Scholes e Denilso de Lima fazendo uma vaquinha!

Na última sexta-feira aconteceu aqui em Curitiba um evento com o Jack Scholes. Para quem não sabe, o Jack é um dos maiores teacher trainers no Brasil. Ele tem 33 anos de estrada. Ou seja, quando eu nasci [março de 1976] ele já estava fazendo o que hoje eu faço [capacitar professores de língua inglesa por meio de palestras, workshops, cursos, etc - teacher trainer].

Claro que eu - aprendiz de teacher trainer - não poderia deixar de ir ver o Mestre e aprender com ele. Os temas eram voltados para professores de língua inglesa: "Teaching Slang Rocks!" e "Native-like Fluency Break the Branch? Quebrar o Galho". Por falar em professores, tinha lá mais 100 teachers. Todos ouviram o Jack falar coisas que mexem com os nervos de muitos tradicionalistas. Por exemplo, saber toda a Gramática Normativa não é o bastante para adquirir fluência na língua. Assunto muito discutido aqui neste blog!

O Jack falou também sobre como as pessoas aprendem melhor o vocabulário de uma língua. Você leitor do blog já leu sobre collocations, idioms, chunks, complete sentences, etc. Então, não teria dificuldades em saber o que Mr. Scholes estava falando. Pois estes temas de ensino da língua inglesa são atuais e todos nós que trabalhamos com professores temos feito de tudo para mudar o pensamento tradicional.

Pois bem! O Jack falou muito sobre gírias. Aliás, ele tem livros excelentes sobre este tema: "Slang: gírias atuais do inglês", "Slang Activity Book", "Modern Slang", "Break the Branch? - Quebrar o galho: common everyday words and phrases in Brazilian Portuguese". Anotei algumas que ele falou lá para compartilhar com você.

Por exemplo, você sabe como dizer "fazer uma vaquinha" em inglês? Nada de sair por aí dizendo "make a little cow". O correto é dizer "chip in". No dito inglês britânico há também a expressão "have a whipround".

Ainda na "vaca", como dizer "mão de vaca"? O Jack ensinou: tight-fisted, stingy, tightwad e cheapskate. Aqui no blog eu já falei sobre estas espressões e outras sinônimas no post "Como dizer pão duro em inglês?" [clique aí para ler].

Continuando no reino animal, como dizer "nem que a vaca tussa"? Neste caso não há uma expressão idiomática que satisfaça! Aí temos de dizer "no way!", "never!". Caso queira aprender mais expressões com este sentido, leia clique aí para ler o post "Como dizer nem a pau em inglês?".

Bom, acho que por hoje é só! Nos vemos amanhã! E aí já adquiriu o seu eBook de Expressões Idiomáticas com Aúdio? Clique aqui para saber mais a respeito! Take care!