quinta-feira, 30 de abril de 2009

Advérbios de Frequência em Inglês

Todo aluno iniciante de inglês aprende, após algumas aulas, os Advérbios de Frequência. O chato disto é que geralmente as pessoas não lembram o que é um advérbio. Logo, o nome gramatical acaba complicando algo que é muito simples.

Nesta dica quero que você deixe o nome científico de lado. Preocupe-se as palavras: significados e usos.

As palavras mais comuns que se enquadram nesta categoria são [clique nelas para ouvir a pronúncia]: never [nunca, jamais], always [sempre], often [frequentemente, com frequência], sometimes [às vezes], usually [geralmente], rarely [raramente] e seldom [raramente]. Há também expressões que indicam frequência, mas por ora vamos deixá-las de lado.

Acima estão aquelas que são as mais comuns em inglês. Elas até foram escritas seguindo a ordem das mais usadas. Ou seja, no dia a dia da língua inglesa a palavra 'never' é muito mais usada do que a palavra 'seldom'. A figura que ilustra este post também segue esta ideia. Note que 'never' [a mais usada] está maior que 'seldom' [a menos usada].

Acontece que saber as palavras assim não é o suficiente para você dizer que sabe sobre elas. É preciso saber usá-las corretamente. Portanto, observe as sentenças abaixo:
  • I always read Denilso's blog. [Eu sempre leio o blog do Denilso]
  • My brother never goes to church. [Meu irmão nunca vai à igreja]
  • My father rarely watches soap operas. [Meu pai raramente assiste a novelas]
Se você observar bem notará que a ordem dos advérbios de frequência em inglês é praticamente a mesma que em português. Ou seja, são geralmente colocados entre o sujeito e o verbo [I always read; My brother never goes; My father rarely watches]. Isto vale para todos os verbos. Ou melhor, para quase todos! Veja os exemplos abaixo com nosso querido verbo 'be':
  • He is always at home in the evening. [Ele sempre está em casa à noite]
  • I am never late for school. [Eu nunca estou atrasado para a escola]
  • They are often annoying. [Ele frequentemente são irritantes]
Percebeu que quando o verbo é o tal do 'be' o advérbio é colocado após ele? Isto é o que chamo de saber usar as palavras. Saber como colocá-las em uma sentença. Não adianta perguntar o motivo pelo qual em inglês é assim. O negócio é aprender que é assim e pronto!

Para encerrar anote aí que 'sometimes', 'often' e 'usually' podem ser colocadas também no início ou no final da sentença:
  • I sometimes go out with my friends.
  • Sometimes I go out with my friends.
  • I go out with my friends sometimes.
Ah sim! Anote também que 'rarely' e 'seldom' podem também ser colocados no final da sentença. Mas nunca no início! Veja,
  • My father rarely watches TV.
  • My father watches TV rarely.
Caso você tenha gostado desta dica. Acredito que você vá gostar também das dicas abaixo:
Take care! Have a nice holiday! See ya!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dicas de Inglês para Entrevistas de Emprego

Recebi em menos de quatro dias, dezoito emails solicitando praticamente a mesma coisa: dicas das perguntas mais comuns feitas em uma entrevista de emprego em inglês. Um outro leitor pediu para que eu listasse os verbos mais comuns nesta situação.

Por mais que eu queira que você consiga um emprego tenho de admitir que este tipo de dica é quase que um tiro no escuro. Por quê?

Imagine a situação em português! Que tipos de perguntas você acha que serão feitas? Há em português um manual de perguntas prontas para decorar e na hora da entrevista dar o show? É realmente possível prever todas as perguntas que serão feitas na entrevista?

Eu posso aqui imaginar as mais simples, as mais óbvias:
  • What's your name? [Qual seu nome?]
  • Do you live around here? [Você mora aqui por perto?]
  • What's your major? [Você é formado em quê?]
  • Where and when did you graduate? [Onde e quando você se formou?]
  • Are you currently working somewhere? [Você está trabalhando em algum lugar recentemente?]
Enfim, perguntas pessoais. Coisa que um bom curso de inglês básico prepara você. Acontece que neste tipo de situação, os entrevistadores querem saber o seu nível de inglês, o seu grau de desenvoltura com a língua. Portanto, não será o mesmo que fazer um teste de nivelamento em uma escola de inglês.

Dependendo da vaga a ser preenchido as perguntas serão mais específicas. Isto determinará até que ponto seu inglês vai. Afinal, você precisará responder as perguntas de modo natural, sem dificuldades. Deverá ainda tecer comentários a respeito de algo. Exemplos de perguntas mais complexas e que certamente exigirão bem mais de você são:
  • Why do you want to change jobs? [Por que você quer mudar de emprego?]
  • Tell me a little about your experience in this area? [Conte-me um pouco sobre sua experiência nesta área?]
  • In your opinion, what are your main qualities? [Na sua opinião, quais são as suas principais qualidades?]
  • Why would you like to work with us? [Por que você gostaria de trabalhar conosco?]
  • How do you think you could contribute to this company? [Como você acha que poderia contribuir para nossa empresa?]
  • Where do you want to be 3 years from now in your career? [Onde você quer estar daqui a 3 anos na sua carreira?]
  • Tell us about a situation that would show the confidence your coworkers have in you. [Fale sobre uma situação que demonstra a confiança que seus colegas de trabalho têm em você]
  • Is there a difference between assignment and delegation? And if so, what is the difference? [Há alguma diferença entre atribuir e delegar tarefas? Se sim, qual a diferença?]
Uma entrevista de emprego não é algo com um manual pronto. O seu inglês deve estar na ponta da língua. Colocar no currículo que você entende um pouco de inglês não é o bastante. Se você entende realmente um pouco, arrisque-se. Se colocou no currículo que entende um pouco de inglês e mesmo assim foi selecionado esteja preparado para falar a verdade! Não comece errado, para terminar achando que eles foram injustos com você! Acima de tudo, seja honesto com você mesmo.

That's it! Good luck and keep learning!

terça-feira, 28 de abril de 2009

O uso de 'to' como preposição e como infinitivo do verbo

Este assunto é um pouco chato. Portanto, espero explicar da forma mais clara e objetiva possível.

A história é a seguinte: a palavra 'to' pode ser usada como preposição ou ainda para indicar que o verbo está no infinitivo. Vamos ver duas sentenças para entender melhor:
  1. I always go to the movies with my friends.
  2. I want to speak English fluently.
Na sentença (1) o 'to' está sendo usado como preposição. É a mesma coisa em português, veja "Eu sempre vou para o cinema com meus amigos". Lembre-se que em português podemos dizer "Eu sempre vou ao cinema com meus amigos".

Já na sentença (2) o 'to' serve apenas para indicar que o verbo a seguir [speak] está no infinitivo. Para quem não lembra, é bom saber que na Língua Portuguesa o infinitivo é o verbo na sua forma não conjugada: sonhar, cantar, comer, correr, sorrir, sentir, pôr, compor, etc. Logo, a sentença (2) será traduzida assim: "Eu quero falar inglês fluentemente". Note que na tradução o 'to' sumiu; afinal ele apenas indica que o verbo a seguir [speak] está no infinitivo, então desaparece mesmo.

Será que você está entendendo tudo isto!? Caso tenha dúvidas, escreva aí nos comentários! Bom em que isto vai ser útil? Pois bem! Há uma 'regra' na Gramática da Língua Inglesa que diz o seguinte: "após as preposições o verbo deverá sempre ser escrito com ~ing".
  • Before starting the car, check the oil. [Antes de ligar o carro, verifique o óleo]
  • He's talking about moving to the country. [Ele está falando sobre mudar-se para o interior]
  • I prefer swimming to walking. [Prefiro nadar a caminhar]
Agora vem a pergunta de um milhão de reais: "como saber se o 'to' é preposição ou marcador do infinitivo?". Aí vai a resposta quem ninguém ama: "aprenda as expressões, observe os exemplos, veja como tudo é usado na prática e aprenda tudo junto". Veja os exemplos a seguir:
  • He's not used to driving in London. [Ele não está acostumado a dirigir em Londres]
  • I'll get around to doing the homework. [Vou arrumar tempo para fazer a tarefa de casa]
  • I look forward to meeting you again. [Estou ansioso para encontrar você novamente]
Se você focar seu aprendizado e dúvida na palavra 'to' apenas, certamente não sairá do lugar. No entanto, se você ver as expressões e também como o verbo é usado após elas, aí sim você vai começar a entender as coisas. Vai entender que não tem muita explicação. Vai entender que é assim que eles usam a língua e pronto.

Ou seja, nas sentenças acima as expressões "look forward to", "be used to" e "get round to" serão sempre seguidas de um verbo com ~ing. O importante é aprender isto e não ficar se debatendo para descobrir se o 'to' é preposição ou não.

Para isto é aconselhável ter um bom dicionário e um caderno para anotar estas coisas! É bom também ser observador! Sempre que encontrar algo que te chame a atenção, diga: "nossa, que legal olha só como está expressão toda é usada". Deixe de lado a idéia do: "nossa, que regra será esta aqui? Em que gramática vou encontrar a explicação para isto? Que complicado!"

Well, that's it! I hope you have gotten the point! See y'all! Take care!
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Leia também:

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Phrasal Verbs em Contexto: Relacionamentos

Já escrevi neste blog vários posts sobre Phrasal Verbs. O primeiro foi um no qual eu explico o que são phrasal verbs e dou dicas sobre como aprender Phrasal Verbs. Depois vieram os posts 'Phrasal Verbs... de novo...' e 'Phrasal Verbs outra vez'.

Em todos estes textos falo sobre o fato de contextualizar o aprendizado de Phrasal Verbs. Afinal, já está mais do que comprovado que fazer listas não ajudam em nada. Pelo contrário! Listas de Phrasal Verbs podem apenas piorar e dificultar as coisas.

A ideia de aprender através do contexto simplesmente facilita. Pois ao ver os Phrasal Verbs em contexto o seu cérebro acaba associando as coisas de modo mais rápido e com maior facilidade.

Imagine o mundo dos relacionamentos. São muitas as palavras e expressões que podemos aprender a respeito. Logo, podemos aprender também Phrasal Verbs. Veja só as sentenças abaixo:
  • I think I've fallen for the new girl.
  • I get on very well with my friends.
  • She's been going out with Mike for 10 months.
  • We saw them making out at the party.
  • So, are you going to ask her out?
  • She really turns me on.
Todos os Phrasal Verbs em negrito nas sentenças acima fazem parte do contexto de relacionamentos. "Fall for somebody" significa "apaixonar-se por alguém", "ficar a fim de alguém".

"Get on with somebody" que também pode ser "get along with somebody" já foi abordado aqui no blog. Caso queira saber sobre ele, clique aqui e leia o post "como dizer 'se dar superbem com alguém"'.

Em seguida temos "go out with somebody" que significa "sair com alguém". Mas neste contexto, não se refere apenas a sair com alguém para algum lugar. Significa ter um relacionamento amoroso com alguém.

"Make out" tem tudo a ver com a figura que ilustra este post. Ou seja, significa 'dar uns amassos', 'dar uns pegas', 'dar uns malhos'. Caso queira aprender outro Phrasal Verbs relacionado a este tema leia o post "como dizer 'ficar' e 'ficante' em inglês".

"Ask somebody out" não tem nada a ver com pedir a alguém para sair. Se um garoto asks a girl out, quer dizer que ele está convidando a garota para sair. Assim, na sentença acima a pessoa está perguntando "e aí, você vai convidar ela para sair?".

Por fim temos "turn on". Que no contexto de relacionamentos quer dizer que alguém fica interessado sexualmente em outra pessoa. A sentença "she really turns me on" pode ser interpretada como "ela me deixa muito ligado", "ela me deixa muito louco", "ela me deixa super excitado". A diferença na força do interesse estará no modo como a sentença for dita, na ênfase.

Há ainda outros Phrasal Verbs que se referem a relacionamento. Por ora, estes são o suficiente. Anote-os em seu Lexical Notebook e pratique-os sempre que puder. See you! Take care!

domingo, 26 de abril de 2009

Como dizer 'toque de recolher' em inglês?

O tema é notícia e é bem polêmico. Alguns munícipios no estado de São Paulo estão impondo o famoso toque de recolher aos menores de 18 anos. Já que os pais não dão jeito, alguém tem de dar!

Mas o assunto aqui não é este! O assunto é inglês! Portanto, vamos apenas aprender como dizer 'toque de recolher' em inglês e também alguns collocations com a palavra da hora.

Antes vale dizer que no Brasil dizemos 'Toque de Recolher'. Já meus leitores de Portugal dizem 'Recolher Obrigatório'. Já em inglês a palavra é 'curfew' [clique na palavra e escute a pronúncia]. Veja os exemplos:
  • There is night-time curfew on under-18 children in this town. [Há um toque de recolher à noite para menores de 18 anos nesta cidade]
  • Some cities in Brazil imposed a curfew on minors. [Algumas cidades no Brasil adotaram toque de recolher para menores de idade]
  • Lots of teenagers broke the curfew last night. [Muitos adolescentes burlaram o toque de recolher ontem a noite]
Segue abaixo algumas palavras que combinam com 'curfew'. Assim você poderá soar mais natural ao falar ou escrever em inglês:

ADJETIVOS

rígido [strict], de 24 horas [24-hour], noturno [night, night-time], do entardecer ao amanhecer [dusk-to-dawn]

VERBOS

declarar [declare], impor [impose], colocar sob [place under], determinar [order], retirar [lift], suspender [lift], burlar [break], desafiar [defy].

Para encerrar anote aí que em inglês americano podemos perguntar a um adolescente algo como "hey, do you have a curfew?". Neste caso, "curfew" significa "hora para chegar em casa".

Quando eu era mais novo [lá nos meus 16 anos de idade] meus pais determinavam a hora que eu deveria chegar em casa. Caso não chegasse, certamente a coisa ficava feia. Logo eu posso dizer "when I was 16 years old, I had a curfew" [quando eu tinha 16 anos de idade, eu tinha hora para chegar em casa].

Graças a estas regras impostas por meus pais, eu hoje estou aqui dando dicas de inglês para vocês. Do contrário, sei não viu... [rsrsrsrsrsrsrsrs] Brincadeira, gente! See y'all soon! Take care.

Usando bem a expressão 'due to'

Dias atrás escrevi um post falando sobre como usar bem a palavra 'due' [confira clicando aqui]. Eu disse no texto que havia muitos outros usos ainda para a palavra 'due'; portanto, seria impossível abordar tudo em um texto curto.

Muitos leitores, então, comentaram sobre o tal 'due to'. Afinal, por que eu deixei ela de fora? Está errado usá-la? Não mereceu minha atenção? Por quê? Eu deixei ela de fora por falta de espaço. Desta forma, vou falar sobre ela agora.

Antes que alguém resolva questionar já vou avisando que 'due to', 'owing to' e 'because of' são expressões [preposições] sinônimas. Logo, significam a mesmíssima coisa: 'devido a', 'por causa de'. A diferença, no entanto, está na forma como cada uma é usada. Saber estas diferenças causam boas impressões em exames como FCE, CAE, CPE, IELTS e outros mais.

Assim sendo, anote aí que 'due to' é muito mais usada do que 'owing to'. Aliás, até dizem que 'owing to' está se tornando raro. Acredite se quiser, mas até algum tempo atrás, os gramáticos consideravam erradíssimo o uso de 'due to' no lugar de 'owing to'.

Porém, na língua inglesa o que conta é a força do uso e não de uma Academia de Letras [que eles nem ao menos têm] para dizer o que é certo ou errado. Ou seja, se o povo começa a falar e usar a estrutura é bem provável que com o tempo será considerada normal e todo mundo continuará feliz da vida falando inglês.

Se fosse aqui no Brasil já teríamos um 'norma regulamentadora' da Academia Brasileira de Letras impedindo a mudança ou, pior ainda, vários gramatiqueiros de plantão escrevendo que não pode ser assim. Mas isto já é outra discussão! Veja aí exemplos:
  • Due to the bad weather, the match was cancelled. [Devido ao mau tempo, o jogo foi cancelado]
  • Owing to the bad weather, the match was cancelled.
Ou podemos dizer assim:
  • The match was cancelled due to the bad weather.
  • The match was cancelled owing to the bad weather.
Informalmente, ou seja na Língua Falada, no inglês do dia a dia, inglês do metrô, da rua, da conversa com amigos e familiares podemos deixar o 'due to' e o 'owing to' de fora e trocar tudo pelo 'because of':
  • Because of the bad weather, the match was cancelled.
  • The match was cancelled beacuse of the bad weather.
Pronto! Espero agora ter feito jus à expressão 'due to'. Have a nice day, you all!

sábado, 25 de abril de 2009

Como se diz "enviar uma mensagem" em inglês?

Há muito tempo atrás a resposta a esta pergunta seria muito simples. Bastava dizer "send a message" e tudo estaria resolvido. No entanto, com o advento de várias tecnologias a coisa mudou de figura.

Isto porque temos: "email message", "SMS message", "text message", "electronic message", "mail message".

Acontece que a pessoa que enviou a pergunta se referiu a mensagens enviadas via celular. Este tipo de mensagem é conhecido em inglês como "SMS message" ou apenas "SMS" [abreviação de Short Message Service, Serviço de Mensagem Curta]. Assim podemos dizer:
  • Send me an SMS. [Me manda uma mensagem no celular]
  • I didn't get your SMS. [Não recebi sua mensagem]
Além de SMS [message] podemos dizer também "text message" [mensagem de texto]. Assim, os exemplos dados acima podem ser ditos ou escritos da seguinte forma:
  • Send me a text message. [Me manda uma mensagem no celular]
  • I didn't get your text message. [Não recebi sua mensagem]
Até aí tudo bem! Mas afinal, como é que dizemos enviar uma mensagem via celular para alguém? Bom! Poderíamos dizer "send an SMS" ou "send a text message".

Porém, a tecnologia tem influenciado muito a língua. Logo, o melhor a dizer atualmente é "text". Isto mesmo! Se você falar para alguém "hey, just text me, ok?" estará perfeitamente correto. Esta expressão significa "ei, é só me enviar uma mensagem, tá bom?". Mais um exemplo:
  • Why don't you text all your friends and invite them to the party too? [Por que você não manda uma mensagem a todos os seus amigos e convida eles para a festa também?]
O ato de enviar mensagens via celular é conhecido como "texting". Veja só:
  • Texting while driving is dangerous. [Enviar mensagens de texto enquanto dirige é perigoso]
  • My preferred communication method is texting. [Meu modo de comunicação favorito é o envio de mensagens de texto]
Claro que para "text" eficientemente você tem de abreviar as palavras. Para saber mais sobre as abreviações mais usadas clique aqui e leia a respeito. How about you? Do you like texting? How often do you text your friends?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Collocations: motorcycle

Aos fãs de motocicletas vou hoje dar algumas collocations com a palavra "motorcycle" em inglês. Vale lembrar antes que no Inglês Britânico também dizem "motorbike". Logo, as collocations aqui se aplicam tanto para uma forma da palavra como para a outra.

Aos professores de inglês recomendo a leitura do artigo "Collocations: ingrediente essencial para melhorar o inglês de seus alunos". Disponível para download gratuito no site Copyleft.

Este post foi baseado no livro "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês". Disponível para venda em vários sites como o Submarino ou com o próprio autor, ou ainda na livraria mais perto de você!

MOTORCYCLE

> Adjetivos + MOTORCYCLE:
antiga [veteran, vintage], envenenada [powerful]
  • moto envenenada - a powerful motorcycle
  • uma coleção de motos antigas - a collection of vintage motorcycle
> Verbos + MOTORCYCLE:
acelerar [rev up], andar de [ride], cair da [fall off, come off], derrubar alguém da [knock somebody off], descer da [climb off, get off], montar em [mount, climb on, get on]
  • descer da moto - get off the motorcycle
  • cair da moto - come off the motocycle
  • andar de moto - ride a motorcycle
> FRASES:
subir na garupa da moto - climb onto the back of the motorcycle

Sabendo que palavras combinam com "motorcycle" você pode montar sentenças de forma mais natural em inglês. Por exemplo,
  • Ela subiu na garupa da minha moto = She climbed onto the back of my motorcyle
  • Ele desceu da moto e tirou o capacete = He got off the motorcycle and took off the helmet
  • Você sabe andar de moto? = Can you ride a motorcycle?
  • Sou apaixonado por motos antigas = I'm a vintage motorcycle enthusiast
  • O impacto derrubou ela da moto = The impact knocked her off the motorcycle
Veja que você diz as coisas do jeito que um nativo realmente falaria. Você não se atrapalha com as palavras. A fluência vem mais rápido e de modo mais parecido com um nativo. Acredite! Collocation faz uma diferença enorme para quem estuda inglês a sério e que deseja dominar a língua mais rápido. That's it! Take care! Have a nice day!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Qual a diferença entre "listen" e "hear"?

Eis aqui mais uma dúvida campeã de audiência: 'qual a diferença entre listen e hear' [clique sobre as palavras e escute a pronúncia]?

Esta dúvida pode ser facilmente resolvida da seguinte forma: usamos 'listen' quando queremos que a pessoa preste atenção ao que está sendo dito; 'hear' quando for apenas no sentido de escutar, ouvir algo, etc.

Ou seja, se digo 'hey, listen to me!' estou querendo que a outra pessoa preste atenção ao que eu vou dizer ou estou dizendo. Por isto professores em sala de aula usam muito este verbo; visto que ele tem o sentido de 'prestar atenção'.

Mas caso eu diga 'hey, can you hear me?', estou apenas querendo saber se você consegue me ouvir. Pode ser que estejamos um pouco longe um do outro, ou esteja fazendo muito barulho no local em que estamos, sei lá... Minha intenção é saber se você é capaz de escutar a minha voz.

É muito simples! Acredito que não há dificuldades! Talvez a única coisa que muita gente esquece é que geralmente usamos a preposição 'to' após o verbo 'listen'. É por esta razão que devemos dizer:
  • Listen to me! [Escute bem!; Preste atenção!]
  • Do you like to listen to music? [Você gosta de ouvir música?]
  • I didn't listen carefully to her story. [Eu não prestei muita atenção na história dela.]
Isto não é sempre! Aconselho que verifique um bom dicionário e note como a palavra é usada! No caso de 'hear' posso citar algumas expressões interessantes:
  • So I've heard! [Foi o que eu ouvi dizer!]
  • He's really fine from what I hear [Ele está muito bem pelo que eu ouvi dizer]
  • [Do] you hear me? [Tá me ouvindo? (usado quando se está com raiva, ou dando uma ordem)]
  • You could hear a pin drop [Dava pra ouvir uma agulha caindo no chão] [estava muito quieto]
Certamente você encontrará outras situações nas quais estas palavras são usadas com frequência. Portanto, fique de ouvidos atentos ou olhos bem abertos para poder aprender mais. Para finalizar olhe só a sentença abaixo:
  • Listen! Did you hear that noise?
Neste caso aí, o 'listen' está sendo usado para pedir a atenção da outra pessoa. Podemos traduzir assim: 'Escuta! Você ouviu esse barulho?' ou ainda 'Presta atenção! Você ouviu esse barulho?'. Será que deu para entender? Qualquer coisa, comente aí!

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Leia também sobre a diferença entre

terça-feira, 21 de abril de 2009

Preposições: usando from

Por mais que eu tente transmitir a ideia de que preposições é algo que você aprende com o tempo, de modo natural, aprende observando a língua em uso, etc sempre haverá pessoas perguntando como usar ou aprender as preposições em inglês.

A ideia que defendo é muito simples: não há regras para o uso das preposições, não há fómulas mágicas que ajudará você a aprendê-las da noite para o dia, não há dicas salvadoras. Então o que fazer?

Já publiquei vários posts aqui neste blog falando justamente sobre isto. Veja abaixo uma pequena lista destes posts. Basta clicar sobre o título para ler:
Quero neste post dar uma pequena amostra de expressões com a preposição "from" e como aprender preposições de modo geral. Vale lembrar que não estou dando regras, muito menos fórmulas. Como sempre digo: o segredo para aprender preposições está em observá-las sendo usadas e assim aprender as expressões nas quais elas surgem.

Um exemplo do que estou tentando [sempre tento e continuarei tentando] ensinar a todos os estudantes e professores de inglês é a expressão "from what I know..." que significa "pelo que eu saiba...". Note que na tradução não aparece a tradução literal da preposição "from". Ou seja, não traduzimos como "do que eu sei". Nós simplesmente devemos aprender a expressão e pronto.

Agora observe a seguinte sentença "she suffers from headaches". Ao invés de interpretar palavra por palavra e ficar se perguntando porque o "from" está na sentença, simplesmente aprenda a combinação "suffer from" [sofrer de]. Aprenda tudo junto! Há alunos que não ficam contentes com isto e então perguntam, "mas teacher, eu posso dizer 'suffer of?'". Resposta: não, não pode. Em inglês eles dizem "suffer from" e não se fala mais nisto.

Que tal aprender a sequência "from ... to ..."? Ela possui usos interessantes. podemos usá-la com localidades e traduzir com "de ... para ..." ou "de ... até ...": "from Curitiba to Foz do Iguaçú", "from Brazil to Japan". Ou ainda, usá-la com expressões de tempo: "from Monday to Friday" [de segunda a sexta], "from 8 to 10" [das oito às 10; das 8 até as 10].

Pode aprender ainda as expressões:
  • far from here [longe daqui]
  • from my point of view [no meu ponto de vista]
  • from now on [de agora em diante]
  • get permission from somebody [pedir permissão de alguém]
  • 5 kilometers from here [a 5 quilômetros daqui]
  • two weeks from today [daqui a duas semanas]
  • from about 7 o'clock [a partir das 7 horas]
  • different from [diferente de]
Acima você tem um pequeno exemplo de como aprender a preposição 'from'. Eu posso escrever vários posts falando sobre ela. Porém, o aconselhável é que você aprenda a usar o que aprende aos poucos. Não se desespere querendo aprender tudo de uma vez. Não é assim que o cérebro funciona. Vá com calma!

See you! Take care!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Como dizer "par ou ímpar" em inglês?

"Como dizer 'par ou ímpar' em inglês?" é uma das perguntas mais frequentes que recebo. Se estivéssemos falando apenas de números a resposta seria muito simples. Porém, em se tratando de tirar a sorte a coisa complica um pouco. Continue lendo para entender melhor!

Para falar de números, basta saber que "par" é "even" e "ímpar" é "odd". Assim, os números 2, 4, 6, 8, 10, 12... são todos "even numbers" [números pares]. Já os números 1, 3, 5, 7, 9, 11... são chamados de "odd numbers" [números ímpares].

Agora, aquela brincadeira que nós conhecemos como "par ou ímpar?", não existe em inglês da forma como temos aqui. Ou seja, na hora de tirar a sorte ou ver quem começa primeiro determinada atividade, etc eles não tiram par ou ímpar. Isto significa que nem adianta olhar para um americano e dizer "even or odd?".

O máximo que você vai conseguir ao dizer isto é uma olhada muito estranha com a pergunta: "whadda hell you mean, man?" [que diabos você quer dizer com isto, cara?]. Então o que eles fazem para tirar a sorte?

Certamente, o método mais conhecido é "rock, paper, scissors". Conhecido ainda pelo nome "rochambeau". No Brasil nós conhecemos como "pedra, papel ou tesoura". A brincadeira é simples!

Mão fechada significa pedra [rock]; mão aberta com a palma para baixo, papel [paper]; o sinal da vitória [paz e amor] com a palma da mão para baixo ou para cima, tesoura [scissors]. Sabendo os gestos é só lembrar que a pedra [rock] ganha da tesoura [scissors] [afinal a tesoura não corta uma pedra, corta?]. A tesoura [scissors] ganha do papel [paper] [tesoura corta papel]. Papel [paper] ganha da pedra [rock] [pois, o papel embrulha a pedra]. Isto pode ser jogado entre duas sem problemas.

Fora este método, eles podem ainda optar por "coin flipping" [tirar cara ou coroa, tirar na moeda]. Conhecido também como "coin tossing". Neste caso, você pode tirar uma moeda do bolso e dizer "heads or tails?" que quer dizer "cara ou coroa?".

Acho que você entendeu a ideia, não é mesmo? Aprendeu que dizer "even or odd?" na esperança de que alguém vá entender é ilusão! Isto é uma questão cultural! Portanto, vale a pena ficar ligado!

That's all, folks! See you tomorrow!
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Aprenda também como é que se diz em inglês as expressões:

Tradução e Linguística: dois campos que se unem

Não sou muito de me debater com as pessoas por questões de pouca monta! Até evito este tipo de coisas! Porém, às vezes, as pessoas parecem não entender a ideia transmitida e acham que estamos passando dos limites e faltando com o respeito. A história deste post é a seguinte, recentemente escrevi no Twitter a expressão "that's it" e entre colchetes a tradução "isto aí!".

Isto foi o suficiente para que eu levasse um puxão de orelha. Pois, alguém não gostou e disse: "Eu diria 'é isso aí!' pois é mais idiomático". Minha resposta foi a de que eu não vejo problemas em interpretar a expressão da forma como eu havia feito - "isto aí!".

A pessoa do outro lado, então, enviou a seguinte resposta: "pelo contrário tradutores/intérpretes costumam ter um ouvido mais atento à língua materna". Bom, isto não me deixou zangado, mas quando eu disse "ok, tanto fez como tanto faz", veio as linhas: "quando eu era mais jovem, costumava ser rídicula também; hoje em dia, não tenho mais tempo para isto. Passar bem!". Pedi desculpas pelo meu comportamento ridículo [?] e continuei meu dia!

Sendo feriado e para não ficar com a mente vazia, resolvi pensar sobre o assunto! Concordo que faltou um pequeno "é" na minha tradução. Porém, este pequeno "é" não deveria ter deixado o profissional tradutor zangado! Afinal, como eu disse "tanto faz de um jeito como de outro".

Após o ocorrido, algumas pessoas me perguntaram quem estava errado: a pessoa ou eu? Resposta: Ninguém está errado! Todo mundo está certo!

Eu simplesmente traduzi sem o "é" porque atualmente os jovens estão deixando ele de fora da expressão "é isso aí!". Ou seja, falam apenas "isso aí!" ou "isto aí!". Uma rápida análise em um Corpus do Português Falado mostrará isto. Segue abaixo um pequeno diálogo ocorrido em um programa de TV dia destes:

> Mas, a gente vai ter de fazer isto do jeitinho que ela disse!?
> Isso aí, meu caro! Nem adianta reclamar!


Ou ainda usuários do mesmo Twitter escrevendo:
Estaria o programa de TV, que é voltado para adolescentes, errado no uso da expressão? Estão os usuários do Twitter errados? Claro que não! "Isso aí" e "é isso aí!" dá na mesma. Ou seja, tanto eu como a outra pessoa estamos certos! Tudo é uma questão de estílistica, de Gênero Textual, de observação atenta do uso da língua!

Lembrem-se somos todos aprendizes neste mundo! A Língua com seus idiomatismos mudam! Nós a mudamos! Uma expressão como "é isto aí" pode ser apenas "isto aí" amanhã. Ocorrendo o mesmo que ocorreu com "vamos embora?", que hoje pode ser apenas "bora?" e também "vossa mercê" que virou "você".

A Linguística mostra isto! Logo, Linguística e Tradução podem anda juntas [basta os tradutores desejarem isto; muitos desejam e gostam!]. As duas ciências podem se ajudar mutuamente e causar muito sucesso [podem dar mais sabor às traduções, mais naturalidade]! Para isto é preciso estar antenado [e deixar de lado o ego]!

É preciso ainda ser um Profissional Humilde. Colocar a corda no pescoço e permitir ser guiado por outros. Não derrubar o trabalho do outro! Caso tropecem, aprendam juntos! Sejam irmãos! Não classifique o trabalho do outro como rídiculo. Guiem-se pela luz da sabedoria e conversem sobre as diferenças. Isto é ser Profissional, não apenas profissional.

Para encerrar, um abraço fraternal a todos! [Hoje estou inspirado!]

[No Twitter, eu classifaria este post com as hashtags: #mimimi #prontofalei #beijomeliga]

Usando bem a palavra 'due'

Due é uma palavra complexa em inglês. Se você me perguntar o que significa, certamente ouvirá o irritante 'depende do contexto'. Pois, somente através do contexto é possível captar o seu significado. Logo, saber usá-la bem é uma excelente idéia.

Somente observando o modo como ela é usada é que você aprenderá sobre ela. Isto mesmo! Não é através de um dicionário ou de uma gramática que você entenderá esta palavra.

Desta forma a minha ideia com este post é dar um exemplo prático de como você deve aprender vocabulário em inglês. Ideia que abordo bem mais a fundo no livro "Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário".

Escrevi tempos atrás uma dica relacionada a noticing [habilidade de observação], algo que você deve aprender a fazer desde de cedo no seu aprendizado de inglês. Nada muito complexo! Trata-se apenas de aprender a observar como as palavras são usadas em inglês, anotar o exemplo, fazer a tradução corretamente [equivalência] e procurar criar sentenças parecidas.

Como exemplo, veja abaixo algumas sentenças nas quais 'due' é usada:
  • When's your baby due? [Pra quando é o seu bebê?]
  • The flight is due at 10pm. [O voo está previsto para as 10 da noite]
  • She's not due back until Monday. [Ela deve voltar só na segunda]
  • My library books are due back tomorrow. [Tenho de devolver os livros da biblioteca até amanhã]
Na primeira sentença, temos o seguinte cenário: alguém está grávida e a pergunta é óbvia - "pra quando é o bebê?". Anote a sentença toda em seu caderno de vocabulário: "when's your baby due?". Ainda em seu caderno crie outros exemplos:
  • When's Carla's baby due? [Pra quando é o bebê da Carla?]
  • When's her baby due? [Pra quando é o bebê dela?]
  • When's the baby due? [Pra quando é o bebê?]
Quer uma explicação gramatical para este uso do 'due'? Quer mesmo? Sinto muito! Não tem! Aqui o que manda é o uso da palavra! Não tem regras! Não tem dica salvadora! O que tem é apenas o uso da palavra.

Outra sentença vista acima é "she's not due back until Monday", cuja tradução é "ela deve voltar só na segunda". Observe bem a sentença! Então, crie exemplos parecidos com este e preocupe-se com o uso da palavra:
  • My sister isn't due back until next month. [Minha irmã vai voltar só no mês que vem]
  • Mr. Henrique is not due back until midday. [O Sr. Henrique voltará somente após o meio-dia]
Outra coisa importante é aprender as expressões comuns na qual a palavra é usada:
  • With all due respect, I think you're wrong. [Com todo o respeito, eu acho que você está errado]
  • Let's give her due. [Vamos ser justo com ela]
  • When's the due date? [Quando que é a data limite de entrega?]
  • Further details will be announced in due course. [Maiores detalhes serão anunciados no momento oportuno]
  • The phone bill is due on April 28. [A conta de telefone vence no dia 28 de abril]
"Due" pode ainda ser usado em combinações [collocations] como: "due north" [bem ao norte]; "due south" [bem ao sul], "due east" [bem ao leste], "due west" [bem a oeste]. Ainda falando em collocations, você pode encontrar combinações assim:
  • He was driving without due care and attention. [Ele dirigia sem o devido cuidado e atenção]
  • Some artists just get due recognition after they die. [Alguns artistas só recebem o devido reconhecimento após a morte]
Infelizmente, para quem gostaria de ter uma dica mais prática e direta sobre a palavra 'due', sinto muito desapontá-los. Mas é meio que impossível! Os usos da palavra são variados e somente observando como ela é colocada nas sentenças é que podemos aprender. Gramática nenhuma poderá ajudar. Somente um bom dicionário e muita observação!

That's all folks! See you!

domingo, 19 de abril de 2009

Como se diz "isso não tem cabimento" em inglês?

Esta pergunta foi enviada via Twitter por @CedricoIkari, que perguntou: "@DenilsodeLima como se diz 'isso não tem cabimento!' em inglês?"

É engraçado isto, mas você já parou para pensar o que significa 'cabimento'? O que é um cabimento!? Já deu uma olhada no dicionário para ver a definição!?

Seja qual for sua respsota, o importante é saber que a expressão 'isso não tem cabimento' tem o mesmo significado que 'isso não faz sentido'. Sabendo o que a expressão quer dizer em português, fica muito mais fácil encontrar uma expressão equivalente em inglês.

Assim sendo, em inglês temos 'it makes no sense' ou 'it doesn't make sense'. Para não ficarmos apenas nisto veja abaixo mais alguns exemplos no qual a expressão 'make sense' [fazer sentido, ter cabimento] é usada:
  • Your idea doesn't make any sense. [Sua idéia não tem o menor cabimento]
  • Read this and tell me if it makes sense. [Leia isto e me diz se faz sentido]
  • What you're telling me makes no sense at all. [O que você está me dizendo não tem o menor cabimento]
  • It makes no sense you think like that. [Não tem cabimento você pensar assim]
  • It make no sense I tell you. [Não tem cabimento eu te contar]
Com a ajuda de um bom dicionário, ou mesmo prestando atenção em textos, diálogos [filmes e seriados], você certamente encontrará mais exemplos desta expressão sendo usada. Isto porque ela é usada com muita frequência na língua inglesa.

That's all, folks! Take care!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Expressões Comuns com "ain't"

Lá nos primórdios deste blog um dos primeiros textos publicados abordava sobre a palavra "ain't". Afinal, muita gente sempre se pergunta "qual o significado de ain't?" ou "como é que devemos usar ain't em inglês?". O título do post é "Ma aunt ain't an ant!", uma brincadeira com a pronúncia das três palavras: aunt, ain't e ant.

Hoje quero apenas dar mais algumas expressões com esta palavrinha que professores insistem em não comentar a respeito nas salas de aula de inglês. Ou pior, dizem que não deve ser usada por que é coisa de gente sem cultura e sem educação escolar [e sabe se lá mais o que!].

No inglês do dia a dia há uma série de expressões nas quais este "ain't" é usado sem problemas. Usado por gente bonita e gente feia! Por gente pobre e gente rica! Por gente branca de olhos azuis [como diria o presidente Lula]! Por gente negra! Gente parda! Gente indía! Etc! Etc! Seguem abaixo algumas que você poderá usar e abusar à vontade desde que esteja em um contexto informal:
  • You ain't seen nothing yet. [Você ainda não viu nada.]
  • You ain't heard nothing yet. [Você ainda não ouviu nada.]
  • Say it ain't so. [Me diz que não é isto; me diz que não é verdade]
  • Ain't that the truth! [Não é verdade!]
  • It ain't funny. [Não tem graça nenhuma; não tem nada de engraçado]
  • That just ain't so. [Isto não é bem assim.]
  • Two out of three ain't bad. [Dois de três não está nada mal.]
  • If it ain't broke, don't fix it. [Em time que está ganhando, não se mexe.]
Preste atenção em filmes e músicas para notar como há ainda outras expressões nas quais o "ain't" aparece sem pudor. That's it for today! Take care!
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Leia mais sobre Inglês Informal e Inglês Falado:

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dica de Inglês: Inglês para Vestibular e Concurso

Independente da polêmica sobre o fim ou não do exame vestibular tenho de escrever aqui sobre interpretação de textos em inglês. Afinal, como pode alguém interpretar um texto em uma língua que não domina 100%?

Em uma de minhas palestras voltada para alunos que prestarão vestibulares ou concursos falo sobre quatro conhecimentos que os especialistas consideram essenciais para a interpretação de textos em qualquer língua. Conhecimentos que devem ser adquiridos desde cedo e não em cima da hora, como uma obrigação.

O primeiro é o Conhecimento de Mundo. Trata-se de sua bagagem cultural, aquilo que você sabe, aquilo que adquiriu/adquire através da leitura de textos em sua própria língua, através da vivência. As perguntas que faço são: você lê sobre política, educação, meio ambiente, economia, etc em português? Você interpreta estes textos? Reflete sobre eles? Analisa o conteúdo? Se sua resposta for sim, parabéns! Caso contrário, comece a ler para melhorar e ampliar o seu Conhecimento de Mundo. Assim saberá comparar o que sabe em sua língua com o que deverá interpretar em outra.

Em segundo temos o Conhecimento de Gêneros Textuais. Muita gente nunca ouviu falar nisto. A ideia é simples: ao ver um texto você reconhece se é uma carta, artigo, panfleto, etc? Enfim, que tipo de texto é? Se for uma carta, é de amor, de solicitação de emprego, de reclamação, de agradecimento...? Este conhecimento ajuda você a identificar o tipo de texto que tem à sua frente e assim tem-se ideia do vocabulário usado e da organização do texto. Por exemplo, que palavras são comuns em uma carta de solicitação de emprego ou de reclamação? O vocabulário será diferente, não é mesmo? Seu Conhecimento de Gêneros Textuais certamente ajudará a interpretar melhor a mensagem do texto.

Chegamos então ao Conhecimento Léxico-Semântico, que nada mais é do que saber palavras, expressões, combinações de palavras, gírias, ditados populares, como as palavras são usadas, etc. Dou como exemplo a palavra "auspicioso". Você sabe o que significa "auspicioso"? Sabe que em inglês dizemos "auspicious"? Que tal saber que em inglês é comum dizermos "auspicious day", "auspicious situation", "auspicious beginning" e "auspicious occasion"? [auspicioso quer dizer promissor, que tem futuro próspero, terá sucesso]

Lembre-se que seu Conhecimento Léxico-Semântico não pode ficar só nas palavras isoladas. Em se tratando de inglês é bom saber usar bem as 2000 palavras usadas com mais frequência e que fazem parte de cerca de 90% das palavras usadas no dia a dia. Para isto é bom saber como aprender vocabulário do modo correto e interessante.

Por fim, chegamos ao Conhecimento Sintático, que trata da sintaxe da língua: como as palavras se organizam em uma sentença, estruturas, tempos verbais, saber o que é um adjetivo ou advérbio... O Conhecimento Sintático é aquele que todos acham o mais importante e fundamental. Dedicam-se tanto a ele que esquecem dos demais. Consideram-no essencial e único. Enganam-se! Tem de prestar atenção aos outros também!

Para encerrar, é bom lembrar que todos estes Conhecimentos devem ser adquiridos em conjunto. Desenvolver sua habilidade de noticing [observação] é primordial! Ler com frequência também é a coisa certa a se fazer! Somente com muita dedicação e interesse é que você será capaz de interpretar textos em inglês para vestibular e concurso. See you all! Take care!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Qual a diferença entre 'amusing' e 'funny'?

Mais uma pergunta feita no Twitter: amusing ou funny? Quando usar as duas? Tem regra? [via @alcarrolikis].

Já de início digo que para o uso de palavras não há regras. É tudo uma questão de uso mesmo. Saber quando uma palavra ou outra é mais usada e onde é usada com mais frequência.

Veja bem, um dos significados de 'funny' é 'engraçado'. Palhaços, por exemplo, são 'funny'. Afinal, o papel do palhaço é nos fazer rir. Uma piada pode ser 'funny' [ou não]. Talvez você assista a um 'funny movie' [filme engraçado]. Alguém pode te contar uma 'funny story' [história engraçada].

Já a palavra 'amusing' quer dizer 'divertido'. Os dicionários dizem que 'amusing' é o mesmo que 'funny and enjoyable' [engraçado e agradável]. Ou seja, ir a um circo pode ser 'amusing'; afinal, você ri e se diverte. Passar o dia com os amigos na praia pode ser 'amusing' [vocês riem e se divertem bastante].

Imagine uma situação no seu trabalho, escola ou faculdade que foi extremamente engraçada [hilária, cômica]. Situação em que todo mundo se acabou de rir. Até hoje quando você pensa na situação acaba rindo [e aí você riu agora enquanto pensava?]. Então, esta situação foi 'funny'.

Por outro lado, o seu trabalho, escola, faculdade é um local legal, agradável, o pessoal todo é super gente-fina [não tem puxa-sacos], vocês se divertem muito, sem chatices... Pronto, seu local de trabalho, a escola ou a faculdade são 'amusing'.

Ainda está na dúvida!? Então saiba que de acordo com a Linguística de Corpus a palavra 'amusing' é mais usada no inglês escrito. Isto quer dizer que ela será encontrada com muito mais frequência em artigos de jornais, revistas e similares. 'Funny' por sua vez é o termo mais no inglês falado!

Acho que ficou claro, né? Do contrário, escreva aí na área de comentários! See you! Take care!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Qual a diferença entre 'if' e 'whether'?

Lá no Twitter um dos meus followers deu a sugestão de abordar aqui a diferença entre 'if' e 'whether'. Para aqueles que não sabem as duas palavras significam a mesma coisa em português: se. Porém, possuem usos diferentes.

Para início de conversa o 'if' é muito comum em uma estrutural gramatical da língua inglesa conhecida como 'Conditionals' ou 'If-clauses'. São sentenças que geralmente expressam uma idéia de condição. Ou seja, se determinado fato acontecer, terá tal consequência:
  • If you don't study, you'll flunk. [Se você não estudar, você vai reprovar.]
  • If he had money, he would be here now. [ Se ele tivesse dinheiro, ele estaria aqui agora.]
Nunca usamos 'whether' neste tipo de construção. Portanto, não tem como fazer confusão! Em alguns casos, porém, podemos usar tanto 'whether' quanto 'if':
  • I'm not sure whether/if he'll come to the meeting. [Não tenho certeza se ela virá para a reunião.]
  • I asked whether/if she had anything to me. [Perguntei se ela tinha algo para mim.]
Contudo, quando o estilo for um pouco mais formal, é preferível usar o 'whether':
  • We discussed whether we would meet them. [Discutimos se nos reuníriamos com eles.]
  • They have not decided whether they'll help or not. [Eles não decidiram se ajudarão ou não.]
Após preposições, use sempre o 'whether' e nunca o 'if':
  • There was a big argument about whether we should move to a new house. [Houve uma grande discussão se deveríamos nos mudar para uma casa nova.]
Antes de infinitivos com 'to' use apenas 'whether':
  • They can't decide whether to stay here and wait or go home. [Eles não decidem se ficam aqui ou vão embora.]
De modo simples e rápido estes são os casos! Há ainda outros que fazem parte daquilo que chamo de Gramática Hyper Mega Super Avançada e que não vai fazer diferença para quem está começando a estudar inglês ou quer apenas aprender por diversão! Então falamos a respeito mais para frente! See you tomorrow! Take care!
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Leia também:

Dica de Inglês: A Importância de Saber Collocations

Tive contato com a ideia de collocations pela primeira vez em 1998. Foi quando li "The Non-Native Teacher", livro no qual o autor [Peter Medgyes] faz um excelente estudo sobre professores de língua inglesa que são falantes nativos e não-nativos da língua.

De modo bem inteligente o autor mostra os pontos fortes e fracos de cada um. Em determinado momento ele nos mostra que os falantes não-nativos da língua se apegam muito à Gramática Normativa para dar suas explicações. Por outro lado, os professores nativos se aventuram bem mais no mundo do vocabulário ou do uso das palavras.

Peter chega a esta conclusão ao perceber que os professores não-nativos são muito bons em teoria gramatical e fracos em conhecimento lexical. Para provar isto, ele pede aos leitores que imaginem uma árvore e que façam uma lista de palavras que podem ser usadas com a palavra árvore.

Neste momento pensei: "isto é moleza!". Em português podemos dizer:
  • subir na árvore, derrubar a árvore, plantar uma árvore, cultivar uma árvore, cortar uma árvore, podar uma árvore, cair da árvore, abrigar-se debaixo de uma árvore, árvore alta, árvore frondosa, árvore baixa, árvore pequena
Feito a listagem, veio a pergunta crucial do autor: "você consegue escrever de modo natural e sem muito esforço as combinações que listou acima em inglês?". Confesso que em um primeiro instante eu me julguei capaz de fazer aquilo. Parecia muito fácil! Porém, passado alguns minutos, eu percebi que apesar de saber falar árvore em inglês - tree -, eu era incapaz de passar a maioria daquelas combinações para o inglês.

Em 1998, tendo estudado inglês desde 1991 e dado aulas desde 1995, eu simplesmente não fazia ideia de como dizer "subir na árvore" ou "árvore frondosa" em inglês. Foi então que me dei conta de que faltava algo: saber que palavras usar com outras palavras naturalmente.

Somente em 1999 fui descobrir que este assunto [fenômeno] tem um nome: collocation. Descobri também ainda mais sobre sua importância na aquisição de fluência. Por isto, vira e mexe, falo sobre a razão de se aprender collocations. Gostei tanto do assunto que até virou livro: "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês".

Hoje, certamente, ficou bem mais fácil passar no teste do Peter Medgyes em seu livro. Afinal, para as combinações acima em inglês é só dizer:
  • climb a tree, cut down a tree, plant a tree, grow a tree, prune a tree, fal out of a tree, take cover under a tree, high tree, leafy tree, low tree, small tree
Lembre-se: Collocations faz toda a diferença na hora de falar inglês de verdade. O uso das palavras sai mais natural e fluente. Você aprende exatamente que palavras usar com outras palavras. Isto diminui o esforço da mente em ter de memorizar palavras isoladas.

Caso você queria saber mais sobre collocations faça o download do artigo "Collocation: ingrediente essencial para melhorar o seu inglês". Leia também os posts: "O que são collocations?", "Por que aprender collocations é importante?" e "Collocations: você já ouviu falar?".

Leia também o livro! Caso já tenha lido, deixe um comentário aí para eu saber sua experiência com o assunto, ok? See you tomorrow! Take care!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A diferença entre o Present Perfect e o Past Simple

A diferença entre Present Perfect e Past Simple é uma das dúvidas mais frequentes de quem estuda inglês.

Todo mundo sabe que cada um destes tempos verbais é usado para comunicar ideias diferentes, mas isto parece não entrar na cabeça de ninguém. Por conta disto, todos acabam complicando o assunto. A dica deste post é a dica que dei, dias atrás, em nossa comunidade no Orkut.

Procure perceber a diferença entre estes dois tempos verbais a partir das duas sentenças abaixo:
  • I have worked as teacher in the past. [Present Perfect]
  • I worked as a teacher in 1995. [Past Simple]
No primeiro exemplo, o que importa é a ação. O fato de eu ter trabalhado como professor no passado. Ou seja, o foco do que foi dito está na ação. Já no segundo exemplo, o foco está em quando aconteceu. Ou seja, quando eu trabalhei como professor. Veja outros exemplos:
  • I have studied English already. [Present Perfect: foco na ação, no fato]
  • I studied English from 1995 to 1999. [Past Simple: foco em quando aconteceu]
Agora, veja este minidiálogo:
  • Hey Paulo, have you ever studied English?
  • Yes, Márcia. I've studied English in the past. [Present Perfect - foco na ação, no fato]
  • Cool! And when was that?
  • Oh, I studied English a long time ago, back in 1995. [Past Simple: foco em quando aconteceu]
Na primeira resposta - I've studied English in the past -, a pessoa focou no fato, na ação; portanto, repondeu usando o Present Perfect. Na segunda resposta - I studied English a long time ago, back in 1995 - , a pessoa uso o Past Simple porque focou em quando o fato ocorreu.

Observe agora este outro minidiálogo:
  • Hey Paulo, have you ever studied English?
  • Yes, Márcia. I studied English a long time ago. back in 1995. Why?
Neste segundo minidiálogo quem responde já diz logo quando o fato aconteceu. Assim, encurta a conversa e vai direto ao tema principal: o porquê da pergunta!

Para encerrar, vale lembrar que este é o tipo de assunto que você só vai aprender praticando [ou seja, errando]. Você leu a dica acima, mas só vai aprender mesmo com o tempo [ou seja, praticando].
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Leia também os seguintes posts:

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quando usar 'ever' ou 'already'?

Minha Amiga Sylvia Pellissier, proprietária da Escola FLY lá em Campinas (SP), enviou esta sugestão: "Denilso, fale sobre 'ever' e 'already' no blog?" Confesso que não é das tarefas mais fáceis! Afinal, cada palavra tem uso específico e que só adquirimos ao praticar inglês.

Porém, acredito que alunos e professores se confudem muito mais ao ver sentenças começando com "have you ever...?" e "have you already...?". Ou seja, o uso destas duas palavrinhas com o famoso Present Perfect.

Aqui no blog já falei sobre o uso do "have you ever...?". Vou falar novamente - por alto - apenas para facilitar um pouco. Veja bem, usamos o "have you ever...?" quando queremos saber se a pessoa alguma vez na vida já fez aquilo que está sendo perguntado:
  • Você alguma vez [na vida] já tomou cerveja? [Have you ever had beer?]
  • Você alguma vez [na vida] já andou a cavalo? [Have you ever ridden a horse?]
  • Você alguma vez [na vida] já estudou alemão? [Have you ever studied German?]
Já o "have you already...?" é usado quando estamos nos referindo a algo que está ali no momento da fala. Por exemplo, se pergunto: "have you already done your homework?" [você já fez a tarefa de casa?] estou me referindo a algo ali no momento imediato da fala [se fui redundante, perdoe-me!]. O referencial se faz presente. Veja outros exemplos e compare:
  • Have you already talked to your parents about the party? [Você já falou com seus pais sobre a festa?]
  • Have you ever talked to your parents about sex? [Você alguma vez na vida já falou com seus pais sobre sexo?]
  • Have you already had this vatapá? [Você já comeu deste vatapá?]
  • Have you ever had vatapá? [Você alguma vez na vida já comeu vatapá?]
  • Have you already used this computer? [Você já usou este computador?]
  • Have you ever used a computer? [Você alguma vez na vida usou um computador?]
Não há regra gramatical que explique isto. Eu pelo menos nunca vi! Tenho umas aqui neste momento e nenhum aborda tal assunto. Já vi outros autores escrevendo sobre isto - americanos e ingleses inclusive - mas confudiram tudo. Tentei uma abordagem diferente e espero ter sido claro.

Será que complicou ou descomplicou? Deixe aí sua manifestação na área de comentários!
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Leia também:

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Porto Velho, Rondônia: a Revista Época não esteve lá!

Nunca publiquei neste blog um assunto que não fosse voltado para o ensino ou aprendizado da língua inglesa. Porém, hoje abro uma exceção. Peço desculpas aos meus leitores por isto. Porém, como formador de opinião não posso deixar um fato preconceituoso passar batido.

Recentemente, foi publicada na Revista Época uma matéria estapafúrdia sobre a cidade de Porto Velho, Rondônia. Por que isto me afeta? Simples! Sou porto-velhense de coração, apaixonado por aquela cidade! Afinal, foi lá que fui criado, fiz amigos, me eduquei...

Há um ano e meio estou morando em Curitiba, minha cidade natal. Estou aqui devido ao fato de ter maiores facilidades para divulgar meus livros, minhas palestras, workshops e poder participar com mais frequência em eventos voltados para Profissionais de Ensino da Língua Inglesa. Contudo, ainda mantenho fortes vínculos com a capital rondoniense. Sempre que possível dou um pulo lá.

Na referida matéria lê-se depoimentos de recém-moradores da cidade que estão odiando tudo, que tudo é ruim, as pessoas são gananciosas, dinheiristas, etc, etc. Talvez porque sonhavam em ir para Dubai, Nova Iorque, Londres, Sidney, Roma... No entanto, suas empresas as enviaram para lá. Ou seja, estão apenas descontando a raiva na cidade!

Logo no início, a repórter escreve que Porto Velho possui “sistema de saúde precário, rede escolar deficiente, calçadas esburacadas, saneamento básico quase inexistente e lixo para todo o lado”.

Será que a repórter estava falando de Porto Velho ou do Brasil como um todo!? Afinal, sistema de saúde precário é uma rotina no Brasil todo. Como educador, professor e consultor pedagógico sei que a rede escolar no Brasil é muito deficiente. Calçadas esburacadas há aqui em Curitiba e também nas cidades pelas quais passei recentemente: São Paulo, Brasília, Florianópolis, Uberlândia, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Jaraguá do Sul e outras.

Com relação ao lixo, basta ver os programas de TV que abordam temas ambientais. Algumas cidades grandes no Brasil já não sabem mais nem o que fazer com tanto lixo. Outras sofrem com enchentes e problemas de saúde causados pelo lixo a céu aberto em suas ruas.

Fico me questionando se o título da matéria não deveria ser: “Época: a revista que não esteve lá” ou ainda “Época mandou a repórter; mas a repórter não foi lá”. Se ela foi, ficou em um local apenas. Pode ter escrito a matéria com raiva do editor-chefe! Talvez ela gostaria de ter feito uma matéria especial sobre Londres, Paris, Bora Bora, Ilhas Gregas, Hollywood, etc. Como não foi possível, descontou a raiva em Porto Velho.

Porto Velho, meus queridos, não é esta terra de ninguém como pintaram. Porto Velho não é este inferno de quente como pensam. Porto Velho não é um fim de mundo como o Brasil imagina.

Lá – Porto Velho – é uma cidade que cresce. Tem um povo brilhante e batalhador. Porto Velho tem belezas naturais que muita gente não conhece [ou infelizmente não faz questão em conhecer]. Porto Velho tem coisas bonitas e agradáveis para se fazer. Tem uma história linda. Em resumo, Porto Velho tem um passado, presente e futuro cativantes!

Para ver a beleza de Porto Velho é preciso fazer o mesmo que fazemos ao ir ao Rio de Janeiro, a São Paulo, a Porto Alegre, a Belém, a Salvador ou a qualquer outra cidade: deixar de lado o preconceito, deixar de lado a decepção de não encontrarmos aquilo que gostaríamos [índios andando pelas ruas e se locomovendo através de cipós, no caso da repórter]. É preciso romper paradigmas e procurar coisas maravilhosas. Aproveitar ao máximo o que tem de melhor no local e assim contrabalancear uma coisa com a outra.

Porto Velho cresce e certamente tem muito a oferecer para aqueles que realmente souberem aproveitar e a enxergar o seu grandioso futuro. Descubram Porto Velho e então escrevam a respeito!


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PS:
A matéria menciona um grupo de senhoras recém-chegadas à cidade que se reúne com frequência para ouvir lamentações umas das outras e fazer reclamações. Minha sugestão a elas: saiam de casa vão às praças tomar açaí, suco de cupuaçu, tacacá. Deliciem-se com a tapioca e frutos da região. Visitem os mirantes para ver o pôr do sol no Rio Madeira. Façam amigos locais e conheçam o verdadeiro calor porto-velhense. Aprendam a ser simpáticas! Deixem de ficar em casa fofocando e falando mal da cidade e das pessoas que as acolheram sem reclamar. Isto pode fazer um grande bem a vocês e às suas famílias!

Tempos Verbais: Quando usar o Simple Present em inglês?

Antes de falar sobre o tema que é título deste post, deixe-me fazer uma rápida pergunta: "você sabe usar o Presente do Modo Indicativo na Língua Portuguesa?".

Acredito que todos aqueles que aprendem português desde pequeno sabem USAR o tal Presente do Modo Indicativo naturalmente. Está duvidando? Então vamos fazer um teste! Complete as sentenças abaixo com o verbo em parentêses:
  • Eu ............... (estudar) inglês todos os dias.
  • Nós ................ (gostar) de limonada suiça.
  • Você ................ (fazer) esta atividade facilmente.
  • A água ................ (congelar) em 0° Celsius.
  • A água ................ (ferver) aos 100° Celsius.
  • O filme ................ (começar) às 10 hoje a noite.
  • O planeta Plutão ................ (ficar) bem longe da terra.
Parece brincadeira isto, né? Coisa de escola! Mas enfim, fiz isto apenas para mostrar a você que em inglês o uso do Simple Present é a mesma coisa que em português. Não há diferenças nos usos! Com outros tempos verbais o uso pode até ser diferente, mas em se tratando do presente nao vejo grandes diferenças assim.

A diferença está mesmo na formação do tempo verbal e sobre isto eu já falei aqui no blog: Tempos Verbais: Simple Present (na negativa), Simple Present (uso com I, you, we e they), Simple Present (uso com he, she e it).

O grande problema é que ao ler uma Gramática da Língua Inglesa, as pessoas criam uma paranóia achando que tudo é diferente. Já começam a estudar como se fosse difícil, fosse chato, fosse uma coisa de outro mundo, etc. Não é bem assim. Veja só:

1. Usamos o Simple Present para falar de coisas corriqueiras, do dia a dia, que ocorrem com frequência [isto é ou não a mesma coisa que em português?]
  • We work from Monday to Friday. [Nós trabalhamos de segunda a sexta]
  • She studies English on Saturday. [Ela estuda inglês aos sábados]
  • You love your mother. [Você ama a sua mãe]
  • I live in Curitiba. [Eu moro em Curitiba]
2. Usamos o Simple Present para expressar fatos verdadeiros e universais [veja nos exemplo que em português é a mesma coisa]:
  • Water boils at 100° Celsius. [A água ferve a 100° Celsius]
  • Water freezes at 0° Celsius. [A água congela a 0° Celsius]
  • The sun shines every day. [O sol brilha todos os dias]
  • It rains a lot in April. [Chove bastante em abril]
3. Usamos o Simple Present para falar sobre horários [de trens, peças de teatro, cinemas, aulas, etc] ou ainda eventos cujos horários já estão mais do que combinados e estabelecidos [nos exemplos você percebe que em português o uso é idêntico]:
  • My plane takes off tomorrow at 4pm. [Meu avião parte amanhã às 4 da tarde]
  • He starts his new job tomorrow. [Ele começa amanhã no novo emprego]
  • The film begins at 9 tonight. [O filme começa às 9 hoje a noite]
  • She has a meeting with them next Monday. [Ela tem uma reunião com eles na próxima segunda]
O que você acha? É mesmo tão diferente assim? Tem alguma dúvida ou comentário a fazer? É só escrever aí abaixo. Take care!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Qual a diferença entre "say" e "tell"?

Imagine um assunto chato sobre o qual falar! Imaginou? Pois é! Com certeza, falar sobre a diferença entre ‘say’ e ‘tell’ está na lista. Acredito que depois do tempo verbal Present Perfect, estes dois verbos - say e tell - devem ser a pedra no sapato de muito estudante de inglês.

O problema para entendê-los é que as pessoas [alunos e professores] sempre se apegam às regras gramaticais ou à tradução isolada de palavras. Pense bem: até hoje fizeram deste jeito e ainda não resolveram o problema; então, o que fazer?

Que tal ir pelo caminho da observação? Aquilo que nós chamamos de ‘noticing’. Ou seja, observar como as duas palavras são usadas. E ao observar, nada de ficar perguntando “por que assim e não assado?”.

Veja só! De acordo com o Longman Dictionary of Contemporary English Online [LDOCEOnline] ‘say’ como verbo tem mais de 50 usos e ‘tell’ mais de 30. O que fazer diante disto? Simples! Aprenda os usos! Evite as regras! Fique de olho quando um ou outro aparecer em textos e exercícios. Observe os exemplos abaixo:
  • She said [that] she was really tired.
  • She told me [that] she was really tired.
Onde está a diferença nestas duas sentenças? Para início de conversa, a primeira está com ‘said’ [a forma de ‘say’ no passado]. Porém, logo após o ‘said’ nós já emendamos o que a pessoa disse. Ou seja, é o mesmo que dizer em português ‘ela disse que estava muito cansada’ [lembre-se: ‘que’ em inglês, neste caso, é ‘that’ e pode ser omitido no inglês informal].

Agora note que na segunda sentença logo após ‘told’ [a forma de ‘tell’ no passado] nós temos um pronome objeto [me]. Isto significa que com o verbo ‘tell’ sempre indicaremos para quem algo foi falado. Ou seja, a sentença acima pode ser traduzida assim ‘ela me disse que ela estava cansada’. Perceba a diferença em português para depois perceber a diferença em inglês:
  • Ela disse que estava cansada. [She said she was tired.]
  • Ela me disse que estava cansada. [She told me she was tired.]
Anote aí: sempre que você ‘falar a alguém’, ‘dizer a alguém’ ou ‘contar para alguém’ em inglês o mais comum será ‘tell somebody’. Agora se você apenas ‘falar que’, ‘dizer que’ ou ‘contar que’, então em inglês será ‘say’.
  • I said he would help us. [Eu disse que ele ia ajudar a gente.]
  • I told you he would help us. [Eu te disse que ia ajudar a gente.]
  • Michael said his sister quit her job. [Michael disse que a irmã dele pediu as contas do trabalho]
  • Michael told us his sister quit her job. [Michael falou pra gente que a irmã dele pediu as contas do trabalho]
Aguarde! Em breve eu volto falando mais sobre as diferenças entre ‘say’ e ‘tell’. Take care, you all!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que significa "fast and furious"?

Já está em cartaz em todos os cinemas do Brasil o filme Velozes e Furiosos 4, cujo título em inglês é Fast & Furious – New Model Original Parts [Veloz e Furioso – Modelo Novo, Peças Originais].

O título em inglês sempre foi uma brincadeira com uma expressão idiomática usada por eles. Começou em 2001 com The Fast and The Furious [Velozes e Furiosos]. Depois em 2003 foi para 2 Fast and 2 Furious [Mais Velozes e Mais Furiosos], neste título o número 2 representa a palavra “too” que significa neste caso “tão” ou “mais”. Então, em 2006, tivemos The Fast and the Furious: Tokyo Drift [Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio].

Pois bem! “Fast and furious” é apenas uma expressão usada para indicar que algo aconteceu muito rápido. Muito parecida com “em um piscar de olhos”, “mais rápido do que se imagina” e similares; ou simplesmente um sinônimo para “rápido”. Veja alguns exemplos:
  • Future of the web is coming fast and furious [O futuro da internet está vindo muito rápido]
  • Volunteers are now working fast and furious [Voluntários estão no momento trabalhando muito rápido]
  • Fast and Furious ways to stop sweating [Modos rápidos e práticos para parar de suar]
  • Our team scored a goal fast and furious [Nosso time marcou um gol em um piscar de olhos]
Prontinho! Agora, quando você for assistir ao filme lembre-se desta dica e conte para todo mundo que você aprendeu o significado lendo o Inglês na Ponta da Língua. Take care you all.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Qual a diferença entre 'among' e 'between'?

Um leitor enviou a pergunta que é título deste post: "qual a diferença entre 'among' e between'?

A resposta é simples e rápida! Geralmente usamos 'between' quando se está entre duas pessoas ou objetos. Por exemplo,
  • Drika is between Paula and Rafaela.
  • The book is between the pencil and the dictionary.
Pode também ser usado na expressão "this is between you and me" [isto é entre você e eu]. Há ainda algumas outras expressões que pedem o 'between'. Há também verbos e palavras que após elas exigem o uso de 'between'.

Já o "among" é usado quando a pessoa ou o objeto está no meio de várias pessoas ou objetos.
  • Drika is among the members of the group.
  • The book is among the school subjects.
Em todo caso é sempre bom ficar de olhos abertos para expressões que possam fugir desta "falsa" regra. Lembre-se: há sempre as exceções que nés não conseguimos entender o porquê e nem mesmo encontrar uma explicação que satisfaça a mente inquieta.

Para que este texto não fique assim tão simples, aprenda aí a história das palavras: "between" e "among".

'Between' vem da junção de duas palavras anglo-saxônicas [a língua que deu origem à língua inglesa]: 'be' [by] e 'tweonum' [plural of one = two]. Ou seja, 'between' era antes uma expressão que significava "por dois", "através de dois". Ao longo dos anos, por causa da pronúncia, "betweonum" virou "between".

Já o 'among' vem de uma expressão anglo-saxônica 'on gemang' [em uma multidão, no meio de vários]. Com o tempo o 'ge' de 'gemang' deixou de ser usado se tornando apenas 'on mang', depois 'onmong', 'amang' e finalmente 'among'.

A história das palavras é apenas uma informação a mais! A parte que talvez interesse é o começo! Em todo caso, fica aí registrado algo a mais! Take care...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tempos Verbais: Simple Present (Presente Simples)

Já escrevi aqui no blog dois textos falando sobre o tempo verbal conhecido como Simple Present ou também Present Simple. Em um destes textos foi mencionado apenas o uso com os pronomes I, you, we e they e em outro o uso com os pronomes he, she e it. Neles falamos apenas do uso deste tempo verbal em sentenças afirmativas.

O que não falei até hoje foi sobre como usá-lo em uma frase negativa. Antes de continuar, recomendo que você leia os textos mencionados nos parágrafos acima.

Para quem nunca entendeu isto, saiba que uma sentença negativa em português é aquela que você usa um 'não' entre o sujeito e o verbo:
  • Eu não gosto de manga.
  • Ela não fala alemão.
  • A gente não gosta de futebol.
Em inglês, o 'não' das sentenças acima vão mudar de acordo com o pronome. Ou seja, se o sujeito [pronome] for 'I', 'you', 'we' ou 'they' então devemos usar 'do not' para colocar a sentença na negativa:
  • I do not like mango. [Eu não gosto de manga.]
  • You do not study Spanish. [Você não estuda espanhol.]
  • We do not watch TV. [Nós não assistimos TV.]
  • They do not speak English. [Eles não falam inglês.]
Vale acrescentar aqui que informalmente não costumamos usar "do not". É comum abreviarmos e dizer "don't". Anote aí: "do not" é formal e "don't" é informal/coloquial; porém, são a mesma coisa.
  • I don't like mango.
  • You don't study Spanish.
  • We don't watch TV.
  • They don't speak English.
Agora se o sujeito da sentença for 'he', 'she' ou 'it', aí teremos de usar "does not". Veja,
  • She does not like mango. [Ela não gosta de manga.]
  • He does not study Spanish. [Ele não estuda espanhol.]
  • It does not bark. [Ele/Ela não late.]
Informalmente, deixamos o "does not" de lado e usamos "doesn't"
  • She doesn't like mango. [Ela não gosta de manga.]
  • He doesn't study Spanish. [Ele não estuda espanhol.]
  • It doesn't bark. [Ele/Ela não late.]
Agora, se você leu os artigos que mencionei no primeiro parágrafo acima, vai notar que os pronomes 'he', 'she' e 'it' alteram o modo do verbo ser escrito ou falado na forma afirmativa, certo? Se você não leu, leia para não se perder.

Depois que você aprender tudo que foi dito lá, aprenda que nas sentenças negativas aquelas regras vão todas para o lixo. Ou seja, não precisam ser usadas! Veja,
  • She likes mango. [Ela gosta de manga.]
  • He studies Spanish. [Ele estuda espanhol.]
  • It barks. [Ele/Ela late.]
Na negativa não precisamos deste 's' ou 'ies'.
  • She doesn't like mango. [Ela não gosta de manga.]
  • He doesn't study Spanish. [Ele não estuda espanhol.]
  • It doesn't bark. [Ele/Ela não late.]
Para termos certeza que isto ficou claro! Que tal fazer uma rápida atividade? Basta clicar aqui para praticar! Take care! See ya!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O que significa aprender palavras?

O texto abaixo foi adaptado do livro "Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário". À venda nas melhores livrarias do Brasil e na internet. Em promoção no Submarino, confira!
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Se você acha que aprender palavras é apenas saber o significado das palavras está apenas 10% correto. Aprender uma palavra é muito mais do que simplesmente decorar seu significado.

É preciso também aprender os segredinhos das palavras . Evitando assim que você cometa erros bobos na hora de usá-las. Para aprender palavras de modo eficiente é necessário levar em conta alguns fatores. Os mais recomendados são:

Contexto – Qual o local certo para usar uma palavra ou outra? Quando deveos usar ‘get’, ‘buy’ ou ‘purchase’ com o sentido de comprar? Qual é mais apropriada em um contexto forma?

Pronúncia – Considerada a parte mais complicada de todas. No entanto, essencial! Afinal, pronunciar uma palavra de modo errado pode causar risos e constrangimentos.

Classe Gramatical – É sempre bom saber se a palavra é um substantivo, advérbio, adjetivo, verbo, preposição, conjunção, pronome, artigo. Nada de saber tudo de gramática no começo também! Impossível! Apenas o básico já vai te ajudar muito.

Sinônimos e Antônimos – Muita gente não dá bola para isto! Mas eu considero ser uma boa coisa a se fazer! Ajuda na hora de escrever ou falar com as pessoas! Ajuda a expressar as idéias de modo mais claro!

Conotação – Isto significa saber o que a palavra realmente sugere. Ou seja, ‘cold’ pode significar ‘frio’. Mas também temos “chilly” e “freezing”. Aí vem a pergunta, o que cada uma delas sugere? Qual será o grau de intensidade de frio que cada uma expressa?

Formação de Palavras – Que tal saber que da palavra “employ” podemos formar as palavras “employer”, “employee”, “employment”, “employable” e “self-employed”? Isto pode ajudar você a entender textos e a entender o que falam perto de você.

Para finalizar, procure aprender collocations. Ou seja, aprender que palavras combinam com a palavra alvo. Ao encontrar uma palavra em um texto veja que palavras estão perto dela e anote tudo. Aprenda um pouco mais sobre isto lendo a entrevista que dei para a Teacher Vanessa Prata do English For All.

Isto ajudará você a entender as palavras! A entender como elas realmente são usadas! Garanto que isto é muito mais divertido do que ficar decorando regras e mais regras gramaticais.

Como dizer "o seguro morreu de velho" em inglês?

Uma leitora enviou um comentário querendo saber como dizer este provérbio em inglês.

Vale dizer que provérbios são algo cultural. Eles fazem parte do pensamento e crença de um povo. Provérbios nascem da observação sensata das pessoas, de fatos ocorridos e tudo mais.

Alguns provérbios encontram equivalentes quase idênticos em línguas diferentes. É o caso de "cavalo dado não se olhas os dentes" que em inglês é "don't look a gift horse in the mouth". Ou ainda, "better alone than in bad company" que é o nosso "antes só do que mal acompanhado". E também, "barking dog seldom bites", "cão que ladra não morde".

Outros provérbios nem sempre encontram equivalentes tão diretos assim em uma língua ou outra. Nestes casos, quem lida com tradução tem duas saídas. Ou encontra um provérbio sinônimo [similar] ou explica o que a pessoa quis dizer.

Alguns exemplos são "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", cujo genérico em inglês pode ser "water dripping day by day wears the hardest rock away" [literalmente, "água pingando dia a dia desgasta a rocha mais dura"]; "um dia é da caça e outro do caçador", que em inglês é "todo cachorro tem o seu dia", ou melhor "every dog has its day".

E o que dizer então do provérbio "o seguro morreu de velho"? Este refere-se ao fato de que a pessoa que é precavida, que se cuida, que toma cuidado e tudo mais, vai morrer de velhice e não de doença, acidente, etc. Na minha opinião, a ideia deste provérbio se assemelha à ideia expressa pelo provérbio "melhor prevenir que remediar".

Em inglês, esta ideia é expressa por "better safe than sorry", que literalmente pode ser traduzido como "melhor estar seguro do que se arrepender depois". Ou seja, ele consegue captar e transmitir a ideia de "o seguro morreu de velho". O que acham?

Well, that's it, folks! Take care!