sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Chunk: Frases Conversacionais

Na Abordagem Lexical [Lexical Approach], uma das minhas favoritas para ensinar idiomas, acredita-se que os alunos desenvolvem-se mais rapidamente [adquirem fluência] quando são expostos com frequência àquilo que chamamos de itens lexicais ou conhecidos carinhosamente como chunks.

Isto não é nenhum bicho de sete cabeças. Itens lexicais [chunks], na verdade, referem-se a vocabulário. Porém, não se trata de listas de palavras isoladas. Trata-se de collocations, polywords, frases prontas, sentenças comuns em certas situações, etc. Outro tipo de chunk que gosto muito são os que chamamos de "conversation gambits" ou "frases conversacionais".

Muitos materiais [livros] de escolas de idiomas não incluem isto. Logo, os alunos têm certa dificuldade em começar diálogos, apresentar uma nova idéia no meio de uma conversa, interromper o interlocutor, apresentar as idéias em ordem, contar uma história, finalizar um diálogo, etc. A falta deste tipo de conhecimento pode dar a impressão de que você é uma pessoa rude e sem boas maneiras.

Portanto, para ajudar alunos e professores com isto, a partir de hoje o blog ganha uma nova série de chunks of language: conversation gambits ou frases conversacionais. Anote-as em seu Lexical Notebook, revise-as sempre que possível e faça uso delas quando tiver oportunidade.

Hoje, vamos conhecer algumas frases conversacionais utilizadas quando queremos interromper alguém durante um diálogo. Lembre-se que elas podem ser seguidas por qualquer coisa que faça sentido durante uma conversação.

A primeira destas é "Sorry, but..." [Desculpe-me, mas...]. Você pode criar seus exemplos com ela:
  • Sorry, but that's not right. [Desculpe-me, mas isto não está certo.]
  • Sorry, but I don't agree with you. [Desculpe-me, mas não concordo com você.]
  • Sorry, but he didn't say that. [Desculpe-me, mas ele não disse isto.]
No lugar deste "Sorry, but..." você pode colocar outra frase conversacional também comum: "Excuse me for interrupting, but..." [Desculpe-me interromper, mas...]. Claro que esta já é um pouco mais formal.

Digamos que a outra pessoa está dizendo algo e você queira apenas acrescentar algo. O que dizer? Simples! Diga "Can I add here that...?" [Posso acrescentar que...?]. Após ela você pode dizer o que deseja acrescentando mais informações à conversa. Você pode dizer também "Can I add something here?" [Posso acrescentar algo à conversa?] ou talvez "Can I say something here?" [Posso dizer só uma coisinha aqui?].

Além destas temos ainda:
  • I'd like to comment on that. [Quero comentar sobre isto]
  • I'd like to say something here. [Quero dizer uma coisa.]
  • Can I just ask something? [Posso fazer uma perguntinha?]
  • May I ask something? [Posso perguntar uma coisa?] [mais formal]
Bom! Acho que é isto! See you next week, guys! It's party time now!I'll spend the weekend in Florianópolis! My birthday is on March 1st, so I really deserve a rest.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Como dizer "retrato falado" em inglês?

Por causa de um hideous crime [crime hediondo] ocorrido recentemente no Paraná, um leitor aqui de Curitiba [quase vizinho meu] disse que durante seu curso de férias surgiu a dúvida sobre como dizer "retrato falado" em inglês.

Como ele percebeu que isto tratava-se de um caso de collocation decidiu recorrer ao único 'collocation guy' [rsrsrsrsrsrs] que conhece. Diante do apelido e do pedido de ajuda, dedico este post a ele.

Pois bem, em inglês 'retrato falado' é conhecido como "police sketch" ou "composite sketch". Alguns também conhecem como "facial composite".

O termo "sketch" refere-se a um desenho feito à mão por um profissional nesta arte. Como substantivo "sketch" significa "esboço" e como verbo, "desenhar" ou "esboçar". No princípio desta atividade, a testemunha descrevia o bandido e um policial/artista habilitado ia fazendo o desenho. No final, tinha-se lá um esboço do meliante; ou um "retrato falado" [pois conseguia-se um 'retrato' (foto) a partir da fala da testemunha].

FAça o Download de um Artigo Sobre Collocations Clicando Aqui!

Com o passar do tempo e avanços tecnológicos, esta habilidade artística foi sendo substituída por kits já prontos. Entrou em cena o que no Reino Unido era chamado de "Photofit" e nos Estados Unidos, "Identi-kit". Tratavam-se de kits contendo algumas características básicas de formatos de rostos, sombrancelhas, bigodes, barbas, olhos, cabelos, etc. O policial ia juntando os pedaços já existentes para chegar o mais próximo possível da descrição dada pela testemunha.

É desta técnica de juntar as peças já pré-existentes que vem a palavra "composite". O policial apenas compõe as peças para chegar ao "facial composite" ou "composite sketch". Nowadays [Hoje em dia], isto é tudo feito através de programas de computador. By the way [A propósito], o "retato falado" que ilustra este post foi montado com ajuda do Ultimate Flash Face, um site gratuito para quem quer testar seus dotes nesta arte.

That's it, guys 'n' gals! Take care...
Follow me on

=====
Saiba ainda como dizer em inglês:

"por causa disto"
"à venda" e "liquidação"
"pé de meia"
"no máximo"
"nem a pau"

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Essential Grammar in Use em Português

O post publicado ontem causou "polêmica" entre os leitores deste blog. Como sempre tem o pessoal 'contra' e o pessoal 'a favor'. O fato é que muita gente por aí tem disseminado a idéia de que o professor pode sim usar a língua portuguesa na aula de inglês. Este uso é, no entanto, moderado. Como eu disse, o professor na "hora do sufoco" tem na língua portuguesa o caminho mais rápido e prático para ajudar seus alunos a compreender algo.

Algo que muita gente questionou foi o fato de uma das gramáticas mais vendidas no mundo ter uma edição em língua portuguesa. Isto é só uma pequena prova de que editoras grandes, como a Cambridge University Press, compreendem esta nova visão no ensino de línguas no mundo: usar a língua nativa dos aprendizes.

É bastante curioso folhear a versão portuguesa desta gramática. Nela, não usaram traduções literais. Fizeram uso de equivalências das expressões. Ou seja, 'traduziram' a idéia que cada estrutura gramatical transmite. Por exemplo, na Unidade 36 - "Would you like...? I'd like..." deram a seguinte explicação:
    Would you like...? = Você quer...? (literalmente: você gostaria...?)
    Usamos would you like...? para oferecer coisas:
    • Would you like some coffee? = Você quer café?
    • Would you like a chocolate? = Você quer chocolate?
A explicação segue em português e fazendo uso das equivalências. Para palavra 'ago' na Unidade 20, lemos:
    ago corresponde a 'faz' ou 'há' em português. Por exemplo:
    three weeks ago = há três semanas, an hour ago = há uma hora, a long time ago = há muito tempo
    • Susan started her new job three weeks ago. - ... começou ... há (faz) três semanas.
    • I had dinner an hour ago. - Comi ... há uma hora.
    • Life was very different a hundred years ago. - ... era ... há cem anos
Sinceramente, eu adoraria que em 1994 eu tivesse tido contato com uma gramática assim. Não teria sofrido muito para entender certos conceitos gramaticais da língua inglesa. Hoje, em pleno 2009, podemos ter contato com ela e aprender de forma muito mais rápida e eficiente. Vale dizer que esta edição em língua portuguesa existe desde 2003.

FAça o Download de um Artigo Sobre Collocations Clicando Aqui!

Mas por que será que os cursos de idiomas ainda insistem no não-uso da língua portuguesa em sala de aula? Eles argumentam que só falando 100% em inglês é a forma mais eficiente de aprendizado. Falar 100% inglês na sala de aula ajuda o aluno a começar a pensar em inglês (seja lá o que for que querem dizer com isto!). Porém, as explicações não convencem do ponto de vista linguístico. Convencem apenas no plano mercadológico e financeiro!

Uma curiosiodade: o fundador da rede de idiomas Fisk, o Mr. Fisk, em sua biografia fala que no começo da rede - lá nos idos anos de 1950 - usava o português em sala de aula. Claro que foi bastante criticado. Não sei se ainda é assim! Se for parabéns! Espero que não tenha cedido às pressões.

Vejam nos exemplos acima como tudo fica mais simples. A explicação é clara e direta. Com uma Essential Grammar in Use em Português. Certamente, a vida de quem estuda inglês fica muito mais fácil. That's all for today. Take care, guys!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Uso do Português nas Aulas de Inglês

Durante o mês de fevereiro tenho estado em vários locais e mantido contato com professores de inglês e espanhol de diferentes estados brasileiros. Isto tudo para poder dar a estes profissionais capaciatação na Abordagem Lexical e suas Implicações Metodológicas, Aquisição Lexical, Ensino da Gramática através do Vocabulário e demais assuntos envolvendo o ensino/aquisição lexical.

Nestes meus treinamentos falo muito sobre o uso da língua portuguesa em sala de aula. Ou seja, sou totalmente contra o que a maioria das redes de ensino diz: em uma aula de inglês o professor deve falar apenas em inglês. Sou e sempre serei totalmente contra esta tese retrógada e ultrapassada.

Acredito piamente que a língua materna do aprendiz é, sem dúvida, o caminho mais rápido para que ele - o aprendiz - entenda algo. Isto significa que na hora do sufoco o professor não só pode como deve sim fazer uso da língua portuguesa.

Já presenciei aulas em algumas escolas onde o professor gastava cerca de 10 a 15 minutos da aula apenas para que os alunos entendessem algo que estava sendo 'explicado' em inglês. Geralmente, o aluno que capta a mensagem mais rapidamente e entende o que está sendo explicado acaba traduzindo para os demais o que o professor está dizendo. Isto me faz perguntar o seguinte: se os alunos podem traduzir, por que o professor não pode?

FAça o Download de um Artigo Sobre Collocations Clicando Aqui!

Geralmente, uma aula de inglês tem entre 1 hora a 1 hora e meia. Os professores reclamam que o tempo é curto demais para cumprirem o programa; porém, não percebem que gastam tempo considerável tentando explicar algo complexo em uma língua que os alunos ainda não compreendem 100%.

Outro fato interessante nisto é que os professores muitas vezes procuram explicar em inglês teorias gramaticais aos alunos. Outra pergunta: se já é difícil para nós - falantes nativos da língua portuguesa - entendermos teoria gramática da nossa própria língua imagine então ter de entender teoria gramatical de uma língua que estamos aprendendo (e pior temos de nos virar para entender em inglês).

A maioria das escolas de idiomas do Brasil se vangloriam com slogans marketeiros do tipo:
  • "nossas aulas são 100% em inglês"
  • "desde o primeiro dia de aula, você só vai ouvir inglês na sala"
  • "desde o início seu professor só vai falar inglês com você"
Cuidado com isto! Muita gente já perdeu a vontade de estudar inglês em escolas de idiomas por causa desta crença absurda e antiga. Atualmente, os pequisadores [linguistas] têm percebido que o uso da língua portuguesa em sala de aula é válido e extremamente necessário. na aquisiçaõ de outra língua. Só pra você ter uma idéia até mesmo muitos livros [inclusive gramáticas] são hoje publicadas de forma bilingue para facilitar a vida de quem quer aprender inglês.

Um exemplo de gramática que segue a linha bilingue é a famosíssima "Essential Grammar in Use" de Raymond Murphy, que tem uma edição em português. Na capa lemos: "Essential Grammar in Use Gramática Básica da Língua Inglesa - com respostas". Que progresso, hein? Enquanto as grandes editoras seguem esta linha de raciocínio as grandes escolas de idiomas no Brasil preferem continuar no método arcaico.

Portanto, queridos leitores não se assustem ao encontrar uma escola ou outra na qual a língua portuguesa é utilizada em sala de aula. Não se assustem se manusearem o livro do curso de inglês e nele conter algumas coisas em português. Do ponto de vista dos cientistas em aquisição de segunda língua isto é totalmente necessário e eficaz. Para nós isto é um progresso e não um retrocesso!

See you! Take care!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Desenvolva sua habilidade de "Noticing"

Hello everyone, how are you all doing? Unfortunately, I had no spare time to post on the blog yesterday and the day before yesterday. I was in Uberlândia (MG) last week. Then I spent the weekend in Goiânia (GO). Finally, I went to Brasília (DF). Now, I'm back home in Curitiba.

I wasn't traveling for pleasure! Actually, I was traveling on business. As a consultant, I had to give workshops for English Language Teachers who work for inFlux English School. Well, I just didn't have to work in Goiânia, where I went to spend the weekend with my lovely, wife who is there spending some pleasurable time with part of her family.

I was here thinking about something to post on the blog. So, I decided to write about "noticing" [also known as "chunking"]. "Noticing" ou "Chunking" é uma habilidade que muitos professores não conhecem; logo, muitos alunos também nunca ouviram falar. Porém, trata-se de um conceito fundamental na Abordagem Lexical [Lexical Approach].

Esta habilidade tem a ver com o modo como você percebe as palavras sendo usadas em um texto. Uma pergunta a ser feita sempre é: "ao ler um texto eu leio tudo palavra por palavra ou procuro observar e ler os chunks que aparecem no texto?"

FAça o Download de um Artigo Sobre Collocations Clicando Aqui!

Por exemplo, no início deste post, você leu tudo sofrivelmente? Ou leu os chunks que usamos naturalmente ao escrever ou falar em inglês? Vamos pegar um trecho e analisar:

"I had no spare time to post something on the blog yesterday and the day before yesterday. I was in Uberlândia (MG) last week. Then I spent the weekend in Goiânia (GO). Finally, I went to Brasília (DF). Now, I'm back home in Curitiba. I wasn't traveling for pleasure! Actually, I was traveling on business."

No pequeno trecho acima, observe os chunks que marquei em negrito: "had no spare time" (não tive tempo livre), "on the blog" (no blog), "the day before yesterday" (antes de ontem), "last week" (semana passada), "spent the weekend" (passei o final de semana), "went to" (fui a), "I'm back home" (estou de volta a minha casa), "traveling for pleasure" (viajando a passeio), "traveling on business" (viajando a negócios).

Estes são apenas alguns chunks que se você aprender por completo tornarão a sua leitura e compreensão do texto mais naturais e menos sofríveis. Ao anotar estes chunks em seu Lexical Notebook e criar exemplos (contextualizando, claro) você poderá também melhorar muito na fala e no listening (audição).

Por quê? Simples! Porque você aprenderá a dizer as coisas de modo mais rápido. Aprenderá, por exemplo que para dizer "viajar a negócios" deverá usar "travel on business" e que para dizer "viajar a passeio" usará "travel for pleasure". Você simplesmente aprende os chunks e não se preocupa em ver palavras. Evitando procurar saber se deve usar a preposição "for" ou "on". Você não mais se preocupa com uma palavra isolada e passa a aprender os chunks.

Desta forma ao fazer um teste e se deparar com sentenças como as que seguem abaixo, você saberá extamente a palavra que completa cada uma:
  • She was traveling ________ business last month.
  • When you travel ________ pleasure and stay in a hotel, how do you choose the hotel?
Aprendendo os chunks, você estará ensinando ao seu cérebro a sequência completa. Assim, fica mais fácil memorizar e lembrar o chunk completo ao precisar dele: "travel on business" e "travel for pleasure".

O cérebro não mais se desespera tentando achar que regra deve ser usar para preencher os espaços em branco. Você terá de saber o chunk certo e pronto! Mas para que tudo dê certo você deve ser exposto a estes chunks o máximo possível. Deve se envolver com a língua e assim ir reencontrando e usando os chunks que aprende.

Para saber mais sobre chunks você poderá ler os livros "Inglês na Ponta da Língua" (que trata da Abordagem Lexical para alunos) e "Por que assim e não assado?" (que trata dos chunks conhecidos como collocations). Fora estes você pode ainda aprender algumas técnicas para estudar sozinho lendo o eBook "Estudar Sozinho!? Como!? De que jeito!?".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Chunk: if you don't mind

On Monday I wrote a post about chunks of language. This weblog is full of chunks. As you may have realized a chunk can be a well-known sentence, a collocation, an idiom, a phrase, a lexical item and so on.

Today I want to share with you another chunk of English language: "if you don't mind" which basically means "se você não se importar" or "se você não se incomodar". Check the examples below to learn how it can be used and translated into other Brazilian Portuguese chunks as well:
  • I have two questions, if you don't mind. (Tenho duas perguntas, caso não se importe)
  • If you dont mind, I'm going out alone tonight. (Se você não se importar, eu vou sair sozinha hoje a noite)
  • If you don't mind, I'd like to stay here for a while. (Se você não se incomodar, eu gostaria de ficar aqui por uns instantes.)
  • If you don't mind, I'd like to propose a small numbers of corrections on your project. (Caso não se incomode, eu gostaria de propor algumas pequenas correções no seu projeto.)
Now it's your turn! Note down the initials for this chunk - i. y. d. m. - on a colored piece of paper. Then, have it next to your computer. During the day, take a look at the paper and say what the initials stand for. If possible, you can also try to make up a sentence with it. I'm sure your English will get better and better sooner than you think.

Wanna learn more about chunks of language? Then, read the book "Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário". Have a nice week, you guys! Take care! Right now, I'm in Brasília! What a wonderful place!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Collocations: CAKE

Here we go again with the collocation stuff. Today the main word is "cake" [bolo]. Of course, this is an easy word. The real question here is: can you say a few words that combine [collocate] with it? Do they say "do a cake" or "make a cake"? How about "bolo de casamento"? You say "marriage cake" or "wedding cake"? Well, keep on reading to find out.

The verbs which usually combine [collocate] with "cake" are:
  • bake a cake [fazer um bolo]
  • make a cake [fazer um bolo]
  • eat a cake [comer um bolo]
  • have a cake [come um bolo]
  • cut a cake [cortar um bolo]
  • try a cake [experimentar um bolo]
Other words that go with "cake" are:
  • a birthday cake [um bolo de aniversário]
  • a wedding cake [um bolo de casamento]
  • a chocolate cake [a bolo de chocolate]
  • a home-made cake [um bolo caseiro]
  • a moist cake [um bolo molhado]
  • a recipe for a cake [uma receita de bolo]
  • a slice/piece of cake [uma fatia/pedaço de bolo]
  • a pack of cake mix [uma caixa de bolo]
  • cake crumps [migalhas de bolo]
I guess that's all about cake. If you want to know how to say "dar um bolo" in English, just click here. If you are interested in learning more about collocations, just read the book "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês" [Ed. Elsevier/Campus]. You can also download an article on collocations from Copyleft Website. That's it! See you!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

That's a "tag question", right?



Have you ever heard about "tag questions" or "question tags"? If not, check the sentences below:
  • You are married, aren't you? (Você é casada, não é?)
  • We can do that, can't we? (Nós podemos fazer isto, não podemos?)
  • She won't come, will she? (Ela não vai vir, vai?)
  • You don't have a car, do you? (Você não tem um carro, tem?)
This "little" short question in the end of each sentence - in bold - is what Prescriptive Grammar calls "tag questions". Roughly speaking, they are usually used to confirm the information before them is true or not. Nothing hard to understand when you compare to the equivalences in Portuguese.

The thing is: "tag questions" are a Prescriptive Grammar stuff; when it comes to real life, native speakers of English don't use them quite often. What they really use most of the time is the word "right?". If you watch "Friends", "Bones", "Prison Break", "Saturday Night Live", "Fox and Friends", "Larry King Live", "I report for CNN" and so on you'll notice how often they use the word "right?" instead of a formal "tag question".

It's just like in Brazilian Portuguese. Here, when it comes to real life, we Brazilians say "né?" - short form for "não é?" - most of the time. This means that the examples above would be like the following in everyday life:
  • You are married, right? (Você é casada, né?)
  • We can do that, right? (Nós podemos fazer isto, né?)
  • She won't come, right? (Ela não vai vir, né?)
  • You don't have a car, right? (Você não tem carro, né?)
Although it may sound weird, that's how English (and Brazilian Portuguese) is really spoken in real life. "Right?" is what they use when they want to know if the other person understands or agrees to what has been just said.
  • You like studying English, right?
  • It's available as a CD-Rom, right?
  • He's totally wrong, right?
  • That's not the right thing to do, right?
  • They don't like me, right?
People who are addicted to Prescriptive Grammar will say that this is not the way language should really go. I quite agree with that! However, Prescriptive Grammar is Prescriptive Grammar and language used by people is what really matters in real life. Oh, by the way, you can also use the word "ok?" in place of "right?" in all of the sentences above.

Well, that's it for today! See you tomorrow!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tantas escolas! Tão poucos falantes!



A Professora de Língua Inglesa Ângela Ventura, de Jacareí, São Paulo, em seu recém lançado blog Idéia Básica, levantou uma questão que nos faz pensar um pouco mais sobre a qualidade de ensino de língua inglesa no Brasil.

Veja bem, temos no Brasil bem mais de 100 escolas de idiomas (a maioria voltada para o inglês). Além das grandes marcas (as de grife) temos também as escolas conhecidas somente em uma região do país ou apenas em um município ou outro. Caso você tenha uma lista telefônica ao seu lado, procure por escolas de idiomas e você vai perceber como a quantidade chega a ser desconcertante.

Pois bem! É aí que entra a pergunta da Prof. Ângela: "se existem tantas escolas, por que temos tão poucos falantes?". Para ficar mais claro: "se no Brasil temos mais de 100 escolas de língua inglesa, por que o número de pessoas que fala este idioma fluentemente é tão pequeno?".

Curiosamente, todas as escolas afirmam ser especialistas no assunto, contam com equipe pedagógica de primeira categoria, os autores dos livros (de franquias) são super especialistas no assunto (mas a maioria deles nunca se destacou na área como pesquisadores), os professores são todos preparadíssimos (inclusive com anos de vivência no exterior [como se isto significasse alguma coisa]), algumas escolas alegam ter recebido prêmios nacionais e internacionais que eu e outros colegas de profissão (super competentes na área) desconhecemos totalmente.

Mesmo sendo super especialistas, o número de pessoas que entra em uma escola e sai sem falar inglês é enorme. Vale lembra que a grande maioria desiste após o primeiro ou segundo semestre de curso. Ou seja, em muitas escolas a quantidade de alunos que inicia o curso básico é de 100, por exemplo, contudo a quantidade que chega ao final é de 20 para menos.

Creio que você há de concordar comigo que isto é um tanto quanto absurdo e contraditório. As escolas dizem ter tudo para que o cliente atinja a fluência. No entanto, o número de fluentes no Brasil é irrisório e muitos destes fluentes nem chegaram a freqüentar estes grandes e pequenos centros de ensino.

Por quê?

Posso fazer aqui algumas considerações! Primeiro, posso alegar que tudo não passa de marketing (algumas grandes redes dizem - e não é de duvidar - investir anualmente cerca de R$10.000.000 em marketing). Pergunta que não quer calar: "quanto será que investem - se é que investem alguma coisa - na capacitação de seus professores?"

De certa forma, o público brasileiro é inocente e acredita no marketing. Isto, no entanto, não é culpa do público! O problema, a meu ver, é que parece não haver meios de medir a qualidade de uma rede de ensino ou outra. Não há no Brasil um órgão (seja governamental ou não) que fiscalize a educação, o plano pedagógico, a aplicação de abordagens, eficiência metodológica, desenvolvimento dos professores, os resultados das redes de ensino de idiomas, etc.

Algumas escolas estão ligadas a embaixadas onde a língua ensinada é falada; porém, estas embaixadas não fiscalizam o departamento pedagógico de cada uma destas escolas. As escolas, por sua vez, usam isto (espertamente no marketing) no marketing para conseguir novos alunos.

Alguém por aí pode atribuir a culpa aos próprios clientes/alunos que são desinteressados, preguiçosos, têm apenas fogo de palha, falta de objetivo, etc, etc.

Outros podem atribuir a culpa ao governo. Afinal, tudo que é péssimo e sem resultados é culpa do governo que não fiscaliza, não cobra, não aplica regras, etc. No entanto, vale dizer que nenhuma escola de idiomas no Brasil - seja qual for - é reconhecida pelo MEC. Os certificados emitidos pelas escolas não tem valor algum diante do MEC. Ou seja, não é obrigação do governo fiscalizar as escolas de idiomas.

Então, a quem cabe a responsabilidade de fiscalizar? Acredite se quiser, mas a ninguém! Você - cliente - não entende do assunto e é levado pelo brilhante marketing. As embaixadas e conselhos se esforçam; no entanto, eles têm outros assuntos com os quias se preocupar. O MEC não consegue ao menos fiscalizar o ensino de idiomas na rede pública. As escolas de idiomas não podem fiscalizar a si mesma (até porque "brigam" muito entre elas). O PROCON pode intervir em questões comerciais e contratuais, porém não entende nada de ensino de línguas.

O cliente está desamparado neste caso. Sugestão: não seria hora de criar uma espécie de Selo de Qualidade Garantida assim como há com outros produtos (café, vinho, leite, feijão, etc)? Não é hora do público começar a ser mais incisivo nesta questão e deixar de ser levado por puro marketing? As redes de ensino bem que podiam divulgar o investimento que fazem no desenvolvimento profissional de suas equipes pedagógicas e mostrar os resultados obtidos? Enfim, não é hora de termos mais falantes fluentes neste país que pretende se tornar líder mundial e menos redes de ensino que se aproveitam do público em geral? Não é hora de corrermos realmente atrás da(s) melhor(es) escolas de idiomas do país?

Infelizmente, a pergunta da Prof. Ângela Ventura continuará ecoando no espaço: "se existem tantas escolas, por que temos tão poucos falantes?".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Palavrões: tudo que você sempre quis saber...

Entre 2000 e 2006, trabalhei em uma pesquisa um tanto quanto curiosa. Para muitos um projeto totalmente desnecessário, para outros algo interessantíssimo. Trata-se de um estudo sério sobre palavrões.

Nele, procurei responder as seguintes perguntas: "Por que as pessoas usam palavrões?", "O que faz uma palavra comum se tornar um palavrão?", "Que tipo de pessoas usa palavrões?", "O que são e quais são os eufemismos mais usados?", "Quais os piores palavrões em inglês?", "Por que não devemos usar palavrões em inglês (e português)?", "Como clasificar os palavrões?" entre outras questões linguísticas referentes a palavrões.

Falo ainda sobre os termos e expressões proibidas da língua inglesa com suas respectivas equivalências em português. E também um compêndio organizado por campo semântico - sinônimos - com palavras (palavrões) que fazem referências a certas partes do corpo ou ainda outros atos (vomitar, flatular, onanismo, etc). Por exemplo, você sabia que há cerca de 500 termos vulgares (e "engraçados") para se referir ao pênis ou à vagina? Tudo isto organizado em inglês e também em português.

O título deste estudo - com mais de 120 páginas - é "Inglês: tudo o que você quer saber e tem vergonha de perguntar - um pequeno manual sobre palavrões e palavrões em inglês" ou vulgarmente conhecido como "Inglês Proibido para Menores". Infelizmente, este material nunca chegou - ou chegará - a ser publicado como livro. De acordo com as editoras, não há publico para este tipo de material. Não há interesse!

Portanto, estou oferecendo o dito cujo em forma de eBook. Como o trabalho me tomou tempo (cronológico e financeiro) para pesquisar, adquirir livros e dicionários, escrever, checar fontes, etc estou ofertando o mesmo por simbólicos R$10,00 (vida de escritor não é tão lucrativa como pensam e blogar também não dá grana! rsrsrsrsrs).

Caso você queira (me ajudar) possuir este pequeno grande compêndio (sério e divertido) sobre palavrões, basta depositar/transferir a quantia referente a ele (R$10,00) em uma das seguintes contas bancárias: Banco do Brasil, Ag. 3181-X, C. Corrente 22132-5 ou Banco Itaú, Ag. 1568, C. Corrente 13447-0. Após feito o depósito/tranferência, envie os dados do comprovante para denilsolima@gmail.com Na barra de assunto do e-mail escreva "Livro de Palavrões" ou algo similar para facilitar a identificação do que se trata.

Ficarei extremamente grato com seu interesse e ajuda! Take care... Have a nice day!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

How about organizing a Lexical Notebook?

(Você está gostando de ler textos em inglês? Dê-me sua opinião! Expresse sua opinião com relação a posts em inglês na área de comentário. Let's see what happens! Para ajudar você, as palavras com hiperlink o levarão a um post para dúvidas.)

Other bloggers have already written about having a notebook. You know, a notebook to write the grammar rules you learn, the list of words you may draw up, and so on. Now, let me give a better idea. Let me tell you about a Lexical Notebook.

Don't worry! A Lexical Notebook is a kind of personal dictionary that you compile for your own use. On that personal dictionary, you note down any chunk of language, collocation, idiom, phrase, phrasal verb, words, etc you may find interesting. Do not write any grammar rules on it. It's a Lexical Notebook, not a Grammar Notebook!

If you want to have a Lexical Notebook [I really hope you do], you have to know how to organize it. One way to do so is as it follows. First, buy a small notebook. In my humble opinion, a notepad (caderneta) is way better.

Second, organize it in an alphabetical order. Separate 3 to 5 pages to one letter of the alphabet. Some letters - 'k', 'x', 'y' and 'z' - don't deserve too many pages, because there aren't many chunks or words starting with them.

Third, start writing some words on your Lexical Notebook. Don't write the word in English and then its equivalence into your language. Do the oposite! Note down the chunks in your language first and then in English. For example,
  • Se você não se incomodar - if you don't mind
  • Você alguma vez já foi a...? - have you (ever) been to...?
  • Na minha humilde opinião, (...) - In my humble opinion, (...)
  • ... e assim por diante - ... and so on.
  • Uma vez na vida outra na morte - once in a blue moon
  • Significar - stand for
All the chunks above should be written in the right place on your Lexical Notebook. I mean, in the right letter: S, V, N, E, U, S. Another tip: write an example or any curiousity about the chunk/word you write down.

An example is "significar - stand for". If I had to write it on my Lexical Notebook, I'd have it like this:
    Significar - stand for
    example 1: What does "UN" stand for?
    example 2: UN stands for United Nations.
    curiosity: "stand for" is a phrasal verb and it is usually used as a reference to abbreviations.
This is a wonderful way to improve your vocabulary in English. It's also a great opportunity to get yourself organized. If you want to know more about organizing the way you learn English and Lexical Notebooks read "Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário". Have a nice weekend, you guys! Take care!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Chunks of language

I guess you're asking: "hey, what is a chunk of language?". The answer is not complicated. A chunk of language is a sequence of words that native speakers of a language feel is the natural and best way of expressing something.

Look at the sentences below and complete them with the missing word. I'm sure you'll understand what a chunk is after doing this short and fun activity:
  1. Ela vai ao cinema uma vez na vida outra na ............
  2. Eu vou falar com ela amanhã de ............ bem cedinho.
  3. Por favor, não vá dar com a ............ nos dentes novamente.
  4. Nossa! eles moram lá onde ............ perdeu as botas.
  5. Ela faz das tripas ............ para sustentar a família.
If you are a native speaker of Brazilian Portuguese, you know exactly what the missing words are in the five sentences above: 1) morte; 2) manhã; 3) língua; 4) judas; e, 5) coração. If you make use of any other word in these sentences, it will sound really weird. Why is that?

Because in Brazilian Portuguese, we usually say "onde judas perdeu as botas" (sentence 4). We don't say "onde mateus perdeus as botas" or "onde denilso perdeu as botas". Judas is the name that completes the sentence. This is the natural way of expressing that.

All the expressions - "uma vez na vida outra na morte", "amanhã de manhã bem cedinho", "dar com a língua nos dentes", "onde judas perdeu as botas" e "fazer das tripas coração" - are simple examples of chunks in Brazilian Portuguese.

Our brain is full of chunks of our own language. We've been picking them up since we were kids. That's why is completely natural for us to remember them and use them fluently. So, how about learning chunks of language in English as well? That is, instead of trying to memorize a list of isolated words, why don't you try to memorize chunks of English language? That will surely make things much more simple to you and your learning. Learning chunks of English language will also help you speak it fluently.

Here you go five chunks to learn. However, I'm giving you only the initials. If you really want to know what they all stand for as well as their meanings, you'll have to click on them and find out.
Write these initials on a piece of paper and try to remember what they stand for. This may help your brain memorize them. It's really fun to learn this way. Just give it a try and see what happens.

Wanna learn more about chunks of language? Then, read the book "Inglês na Ponta da Língua - método inovador para melhorar o seu vocabulário". Have a nice week, you guys! Take care!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Learning Collocations and Collocations with Coffee

There are lots of possible combinations of words in English, right? So, the questions is "how can you learn collocations? What words do you have to pay attention to first? How can you get started?"

The first thing to know about learning collocations is that you'll never learn everything. Consequently, there will always be something new to learn. In my opinion, that's actually the best thing about collocations. The main point is that you never get bored with it.

Anyway, how can you get started? I usually tell teachers and students that they have to pay attention to the most common words in English. Then, they have to find as many words as they can which naturally combine [collocate] with the chosen word [if you're a teacher download here an article published in New Routes last year].

For example, let's say the chosen word is 'coffee'. Then, think about words that combine [collocate] with 'coffee'. You can think of combinations in your first language. Being Portuguese mine, we'll have: 'beber café', 'tomar café', 'fazer café', 'preparar café', 'derramar café no chão', 'café instantâneo', café fresquinho', 'café com leite', 'café fraco', 'café forte', 'uma caneca de café', 'uma xícara de café' and so on.

After that, I have to find the equivalences for these combinations of words [collocations] in English. A dictionary of collocations may really come in handy here. However, keep in mind that a dictionary won't have everything. Try also a book on collocations.

Whichever you have, look up the word 'coffee' and check the words that combine with it: "drink coffee" [beber café], "have coffee" [tomar café], "make coffee" [fazer/preparar café], "spill coffee on the floor" [derramar café no chão], "instant coffee" [café instantâneo], "fresh coffee" [café fresquinho], "milky coffee" [café com leite], "white coffee" [café com leite], "weak coffee" [café fraco], "strong coffee" [café forte], "a mug of coffee" [uma caneca de café], "a cup of coffee" [uma xícara de café].

This will surely help you to have the right words in the right moment. You'll also know exactly what to say because you'll have the right combination of words [collocation] and won't have to stumble for words so often. That all means better fluency in English!

If you speak Portuguese [or are learning Portuguese] you'll learn a huge of collocations inthe book "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês" [Ed. Elsevier/Campus]. Well, that's it for today! See ya tomorrow.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Collocations: DIET

Este post é adaptação de um trecho do livro "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês" [Ed. Elsevier/Campus]. Indicado para todos que querem melhorar o modo como aprendem inglês e para professores que querem dar um ânimo a mais em suas aulas.

Acho que estou conseguindo ter mais interessados no tema collocations. Isto é ótimo! Sinal de que vai ter muita gente por aí percebendo melhoras significativas na sua fluência em inglês. Afinal, esta tal de fluência é algo que muita gente corre atrás.

Os cientistas que estudam a memória afirmam que falamos a nossa língua materna fluentemente não por causa da gramática formal (pretérito perfeito, voz passiva, oração sindéticas, etc) e das palavras isoladas (carro, sapato, praia, lua, mesa, livro, etc). Na verdade, o fato é que 75% a 80% do vocabulário em nossa memória está organizado em combinações de palavras (collocations) já prontas ou semiprontas.

Desta forma, quando nos comunicamos com alguém o cérebro automaticamente sabe como montar estas combinações em uma velocidade incrível. Caso alguém troque uma palavra na combinação o cérebro logo indica que tem algo de estranho no que foi dito.

Imagine isto em inglês! Se você sabe que palavras combinam com outras palavras, certamente não terá problemas para montar suas sentenças. Claro que isto leva um pouco de tempo e você não pode ficar se perguntado o porquê de ser assim e não assado. Deve apenas entender que é o modo como eles – falantes nativos da língua – combinam as palavras.

Por exemplo, um aluno certa vez disse “I’m making a diet to lose weight”. Ao dizer isto, ele parou e perguntou “teacher, o certo é ‘make a diet’ ou ‘do a diet’?”. A resposta o deixou surpreso; pois, em inglês, não se usam os verbos ‘make’ e ‘do’ com ‘diet’. Como ele ainda estava na fase das traduções palavra por palavra (e já era um aluno de nível avançado), era normal que cometesse tal erro.

Faltou a este aluno, em algum momento do seu aprendizado, compreender a importância de saber sobre collocations. Caso ele tivesse aprendido que palavras usar com ‘diet’ ele certamente soaria mais fluente e natural dizendo ‘I’m following a slimming diet’ ou ‘I’m having a slimming diet’. ‘Fazer uma dieta’ ou ‘seguir uma diet’ em inglês é ‘follow a diet’ ou ‘have a diet’. Para dizer ‘uma dieta para perder peso’ pode encurtar tudo e dizer ‘a slimming diet’ ou ainda ‘a weight-loss diet’.

Antes que alguém saia por aí dizendo ‘enter in a diet’, é bom anotar que o que eles dizem é ‘go on a diet’ [entrar em um dieta]. ‘Estar de dieta’ não é ‘be of diet’, mas sim ‘be on a diet’. Caso seja uma ‘dieta rígida’, diga ‘strict diet’. Para a combinação ‘manter-se firme a uma dieta’, o natural é ‘stick to a diet’.

A verdade é que você precisa aprender a observar estas coisas. É preciso ter um caderninho para ir anotando as combinações com palavras chaves. Assim seu inglês vai ficar cada vez mais natural e você mais fluente.

[Aprenda mais sobre collocations lendo "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês" [Ed. Elsevier/Campus]. Indicado para todos que querem melhorar o modo como aprendem inglês e para professores que querem dar um ânimo a mais em suas aulas.]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Collocations: Chocolate

Como todos vocês bem sabem eu sou louco por collocations. Sou tão fã que tenho publicado pela Editora Campus/Elsevier um livro sobre este assunto: Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês.

Gosto deste assunto porque desde que o descobri em 1999 notei, em um curto espaço de tempo, uma melhora muito grande em meu inglês. Simplesmente deixei de ficar preso a palavras isoladas e passei a perceber o que era usado junto com as palavras que aprendia e as que já sabia. Isto para mim foi uma grande descoberta e economia de tempo!

Para entender um pouco mais, acredito que a maioria de vocês, leitores deste blog, sabe dizer "chocolate" em inglês. Não precisa muito esforço já que as palavras são escritas do mesmo jeito em ambas línguas. Porém, pronunciadas de modo diferente. Em inglês eles dizem "chocolate" [clique na palavra para ouvir a pronúncia]. Mas você sabe que palavras usar junto com "chocolate" em inglês?

Como dizer "chocolate amargo"? Que tal "chocolate ao leite"? Ou ainda "chocolate branco"? "Chocolate meio-amargo"? Fora isto tudo, diga o que você faz com o chocolate? "Comer chocolate" é óbvio, certo? "Gostar de chocolate", também! Mas como dizer "partir uma barra de chocolate"? "Ser viciado em chocolate"? Enfim, estes são exemplos de palavras que combinam com "chocolate" em português. O problema: como dizer isto em inglês!

É nesta hora que um livro e dicionário de collocations podem ajudar você [o "Por que assim e não assado?" une os dois: é meio livro e meio dicionário]. Pois neles você procura pela palavra "chocolate" e encontrará as palavras que combinam com ela:
  • chocolate amargo = bitter chocolate
  • chocolate meio amargo = bittersweet chocolate
  • chocolate ao leite = milk chocolate
  • chocolate branco = white chocolate
  • comer chocolate = eat chocolate, have chocolate
  • break off a square of chocolate = partir/quebrar um tablete de chocolate
  • ser viciado em chocolate = be addicted to cholocate
  • uma caixa de chocolate = a box of chocolates
  • uma barra de chocolate = a bar of chocolate
A vantagem de aprender as palavras que se combinam com outras (as collocations) é que o inglês da gente fica muito mais natural. Sem contar que a fluência vem mais rápido do que se imagina. Para saber mais sobre a importância de se aprender collocations leia o texto "Por que aprender collocations?". Os professores que acompanham este blog podem descobrir mais fazendo o download do artigo "Como ensinar collocations?" que publiquei para a Revista New Routes [Ed. DISAL] em 2008. Remember: collocation rules!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tempos Verbais: Atividade com o Present Simple

Depois de ter lido o texto Tempos Verbais: Simple Present (Presente Simples), pratique o que aprendeu reescrevendo as sentenças abaixo na forma negativa:

  1. I read every day.
  2. We love chocolate.
  3. She sleeps early every day.
  4. They live in Boa Vista.
  5. Pamela talks to her granny every Friday.
  6. You write emails on Sundays.
  7. He goes to church on Saturdays.
  8. Michael drives to school.
  9. My wife and I go to the movies every month.
  10. I hate grammar.
É só responder na área de comentário.

Expressão: estou ficando velho...

Sábado passado fui chamado para dar um workshop sobre Abordagem Lexical [Lexical Approach] e Ensino de Gramática através do Vocabulário aos professores das unidades inFlux English School da região do ABC, São Paulo. Cerca de 40 professores estiveram presentes e adorei mais esta experiência.

Na pressa ao sair de casa acabei esquecendo de colocar o carregador de bateria do laptop na mochila. Só fui me dar conta deste fato quanto cheguei ao meu destino. Poderia ter colocado tudo a perder; mas deu tudo certo.

Porém, este fato me fez pensar em uma expressão comum que dizemos aqui no Brasil ao esquecermos algo. Você certamente já usou a expressão que vou mencionar. Enfim, você já esqueceu algo ou de fazer algo e aí soltou do nada a sentença "tô ficando velho mesmo"? É incrível como ela esta encravada na nossa memória.

Fiquei imaginando como dizer isto em inglês. Claro que a primeira coisa a passar pela minha cabeça foi "I'm getting old" (estou ficando velho). O problema é que isto pareceu e soou muito ao pé da letra. Logo, fiquei imaginando se falantes nativos da língua inglesa não dizem algo mais natural.

Curiosamente, estava com um livro que eu não tinha começado a ler ainda. Resolvi dar uma folheada e bem no final do livro me deparei com "I'm having a senior moment". Li a definição da expressão e fiquei surpreso em ter encontrado a resposta à minha dúvida em menos tempo do que esperava.

Fui pesquisar um pouco mais e descobri que é mesmo comum nestas situações eles dizerem "I'm having a senior moment". Algumas vezes, para encurtar tudo, dizem apenas "oops, having a senior moment again". Ou seja, eles deixam de fora o "I'm". O bom é que me dei por satisfeito e acabei aprendendo algo novo.

Caso você queira aprender ainda mais hoje, recomendo que leia o post "Get - o famoso verbo coisar da língua inglesa". Para aprender a combinar palavras e entender como as palavras são mais do que amigas leia "Collocations: você já ouviu falar". That's it for today, guys! See you tomorrow.