Quem é o melhor professor de inglês? Nativo ou não-nativo?
David Graddol, linguista britânico que tive prazer em conhecer em 2007, concedeu ao pessoal do G1 uma entrevista maravilhosa. O título da matéria publicada é 'Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos', diz linguista.Interessante, não!?
Eu já andei comentando algo assim em algumas de minhas palestras e eventos. Acredito que todos tenham pontos fortes e fracos. Porém, ao contrário do que a grande maioria das pessoas acredita o bom professor de inglês não precisa ser um falante nativo da língua. O fato do professor falar a mesma língua do aluno ajuda e muito na hora de resolver determinados problemas de compreensão. Isto economiza tempo de aprendizado bem como de ensino. Ou seja, não há problema algum do ponto de vinta pedagógico e linguístico que o professor fale em português com seus alunos quando necessário.
Outra coisa levantada por Graddol na entrevista é o fato do ensino de língua inglesa no Brasil estar bastante atrasado e defasado. Isto já foi discutido aqui neste blog inúmeras vezes. Os métodos de ensino de língua no Brasil ainda são ultrapassados e muito apegados em gramáticas. Muitas escolas de idiomas vendem curso de conversação porém gastam horas no ensino gramatical. Até mesmo escolas novas caem neste erro. Mas enfim! O objetivo é outro para ele$!
Na entrevista Graddol também menciona o quesito idade. Ou seja, esta história que depois dos 12 anos de idade fica mais difícil aprender. Na verdade, há vantagens e desvantagens. Assunto também falado aqui no blog outras vezes. Adulto pode aprender inglês tão bem quanto uma criança. Tudo depende da dedicação, motivação, interesse, objetivo e coisas do tipo.
Eu já andei comentando algo assim em algumas de minhas palestras e eventos. Acredito que todos tenham pontos fortes e fracos. Porém, ao contrário do que a grande maioria das pessoas acredita o bom professor de inglês não precisa ser um falante nativo da língua. O fato do professor falar a mesma língua do aluno ajuda e muito na hora de resolver determinados problemas de compreensão. Isto economiza tempo de aprendizado bem como de ensino. Ou seja, não há problema algum do ponto de vinta pedagógico e linguístico que o professor fale em português com seus alunos quando necessário.
Outra coisa levantada por Graddol na entrevista é o fato do ensino de língua inglesa no Brasil estar bastante atrasado e defasado. Isto já foi discutido aqui neste blog inúmeras vezes. Os métodos de ensino de língua no Brasil ainda são ultrapassados e muito apegados em gramáticas. Muitas escolas de idiomas vendem curso de conversação porém gastam horas no ensino gramatical. Até mesmo escolas novas caem neste erro. Mas enfim! O objetivo é outro para ele$!
Na entrevista Graddol também menciona o quesito idade. Ou seja, esta história que depois dos 12 anos de idade fica mais difícil aprender. Na verdade, há vantagens e desvantagens. Assunto também falado aqui no blog outras vezes. Adulto pode aprender inglês tão bem quanto uma criança. Tudo depende da dedicação, motivação, interesse, objetivo e coisas do tipo.
Que língua vai dominar o mundo no futuro? Até isto foi perguntado! E quem acompanha o blog sempre sabe que o mandarim não será a língua do futuro. Adivinhem só o que o Graddol falou!? Vou colar aqui a fala dele: "O mandarim não é uma ameaça".
Foram várias coisas ditas na entrevista. Se você gosta de ler sobre isto recomendo que acesse o site do G1 e leia tudo na íntegra. Para acessar clique em Entrevista do Graddol ao G1. Você vai perceber como as ideias defendidas aqui neste blog não estão longe daquilo que o mundo de ensino de idiomas e os linguistas em geral andam dizendo. Pena que no Brasil as pessoas têm medo do novo e preferem continuar na mesmice de sempre.
Foram várias coisas ditas na entrevista. Se você gosta de ler sobre isto recomendo que acesse o site do G1 e leia tudo na íntegra. Para acessar clique em Entrevista do Graddol ao G1. Você vai perceber como as ideias defendidas aqui neste blog não estão longe daquilo que o mundo de ensino de idiomas e os linguistas em geral andam dizendo. Pena que no Brasil as pessoas têm medo do novo e preferem continuar na mesmice de sempre.









3 comentários:
Interessante post.
Bom dia Denilso.
Li por completo a matéria e tive a necessidade de comentar. Além de proprietário de uma escola de Inglês tão sou professor em período integral - sou brasileiro com formação nacional e internacional. Quero dizer que fico imensamente lisonjeado ao ouvir tais palavras, isso que ele disse é o que eu digo para meus alunos todos os dias. Falar Inglês é diferente de ensinar Inglês. Ser professor, além de conhecimentos de language envolve conhecimentos de teaching que normalmente são adquiridos por vias acadêmicas. Um dos grandes erros dos jovens que vão morar fora é achar que quando voltarem poderão ser professores de Inglês. Mas é claro que não! Morando fora você pode ficar fluente, mas jamais aprenderá coneitos e métodos relacionados a "teaching". Fico só imaginando o que acontece quando um aluno pergunta para um 'ex-intercambista' "Por que pronunciamos a palavra X de um jeito e não de outro?" Com certeza, esse "professor" sequer viu um Phonetics Chart, como ele explicaria? Provavelemnte enrolaria o aluno com uma balela qualquer.
Também acho que a mídia atrapalha muito um aluno na hora de escolher uma boa escola de Inglês. Muitos alunos acham que a qualidade do ensino está relacionada com os atores globais que aparecem nos comericais da TV, ou mais, algumas escolas colocam astros de Hollywood em suas propagandas tentando assim "agariar" mais alunos. As vezes para os adultos, isso pouco influencia, mas para os adolescentes ... a história é outra.
Um outro ponto abordado é o uso da "grammar", isso é muito complexo. Afirmar que o ensino de Inglês através da gramática é ruim e não surte efeitos práticos é praticamente um pecado. Em minha trajetória como professor de Inglês (embora eu ainda seja jovem) já tive oportunidade de trabalhar em alguns países da America Latina, America Central, nos Estados Unidos, no Canadá e agora já a 7 anos no Brasil (de onde não saírei mais...rs) e sempre gostei de usar a gramática em minhas aulas. No decorrer dos anos, já foram testadas várias metodologias de ensino como "Grammar-translation method", "Direct method", "Audio-lingual method", etc... e eu sinceramente acho que todas essas metodologias de ensino tem seus pontos positivos e negativos. O que cabe a nós, professores de Inglês, é saber peneirar o que tem de bom em cada um deles. Não faz a mínima diferença se você usa PPP ou TBL em suas aulas, contando que você saiba fazer um mix das 4 habilidades em todas as suas aulas, tá perfeito.
Olha, não sei o quanto nosso Brasil está atrasado no Ensino da Língua Inglesa, a única coisa que posso dizer é que os professores devem estar sempre se atualizando, procurando inovar em suas aulas e se dedicando ao máximo para seus alunos. Precisamos ser atenciosos com nossos alunos e saber respeitar os "learner needs". Particularmente, não tenho muito contato com muitas escolas "lixo"... essas dos astros globais e Hollywoodianos... O meio profissional em que vivo engloba professores comprometidos com o aprendizado e devotados aos seus alunos, agora cabe ao aluno saber diferenciar o joio do trigo.
E é como foi dito aqui, professor nativo não assegura o aprendizado da língua, o mais importante é o professor ser capacitado. Ser professor de Inglês não é uma escolha ou um "bico"... ser professor de Inglês é vocação.
Denilso, parabéns pelo seu blog, sempre venho aqui ler os seus posts e também minha escola de segue no twitter, somos o "English-4U".
Abraços,
Prof. Ivan
Olá Denilso,
Acho que talvez seja interessante direcionar os leitores do blog para a publicação do Graddol no site do British Council (English Next), onde ele vai mais a fundo no assunto. Bem interessante.
E mais uma vez tudo volta a cair na questão da educação. Com um pouquinho mais de educação seria mais fácil para as pessoas separarem o joio do trigo (como disse o Ivan) e saberem escolher o que é melhor para elas. Saberem identificar objetivos e como alcançá-los, ao invés de dizerem apenas que querem aprender inglês e ir atrás de nativos ou qualquer escola sem se preocupar com a proposta metodológica da mesma. Como foi mencionado, há vantagens e desvantagens em cada faixa etária, mas uma grande vantagem dos adultos e jovens é já terem passado por outras experiências de aprendizado e conhecerem estratégias que funcionam para eles. Infelizmente, eles aceitam que a escola simplesmente empurra uma aula ministrada como uma "receita de bolo" que não se preocupa com particularidades de cada aluno.
Mas para isso mudar, é necessário treinamento de professores. Para isso, é necessário $$, e para isso é necessário que escolas de idiomas sejam gerenciadas por professores, e não por empresários que, muitas vezes, sequer sabem falar o idioma. Nesses aspectos, estamos bem atrasados mesmo, hein?!
Um abraço,
Henrick Oprea
Postar um comentário