terça-feira, 30 de setembro de 2008

Escreva sobre você!

Uma maneira bem prática de irmos aos poucos aprendendo inglês é escrever algo. Infelizmente, as pessoas costumam ter preguiça de escrever; outras até acham uma perda tempo tirar uns minutinhos para escrever qualquer coisa. Uma pena!

Mal sabem que escrever ajuda a desenvolver o seu raciocínio, o poder de argumentação, internalização (memorização) de palavras e estruturas, estimula o pensamento e a criatividade... Enfim, são várias as vantagens! No caso do inglês são todas estas aí e ainda a de poder praticar a correta ortografia das palavras.

Sabia que você não precisa ser um exímio escritor para por em prática as suas habilidades? Caso te faltam idéias, não se preocupe. Tudo começa com alguma coisa. Melhor devagar e sempre, do que parado e nunca!

Pensando nisto, hoje convido você a escrever aqui no blog. Nada complicado! Quero apenas que você se apresente. Na verdade, estou curioso para conhecer alguns dos leitores deste blog! Para ajudar, vou escrever um texto como modelo e marcar as expressões chave que você deverá usar no seu texto. Veja só:

"Hello, my name's Denilso. I'm 32 years old. I live in Curitiba. I work as a teacher."

Pronto! É só isto! São quatro sentenças bem simples. Na primeira diga seu nome, na segunda sua idade, na terceira em que cidade você mora e a última a sua profissão. Se você não trabalha basta escrever "I'm a student" ou "I don't work".

Espero que você não se incomode em tirar um tempinho para escrever algo! Vai ser bom para mim e para você! Vamos lá, então? Clique na área de comentários logo abaixo, no final deste artigo, e deixe fluir seu lado escritor. Você pode também clicar aqui para escrever o seu texto. Caso você tenha um pouco mais de inglês, sinta-se à vontade para escrever algo a mais!

Não tenha medo de errar! Lembre-se "herrar é umano!" No livro Inglês na Ponta da Língua eu dedico algumas páginas sobre o valor do erro!

See you tomorrow! Have a nice Tuesday!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Como dizer sua idade em inglês

Você deve achar que hoje eu enlouqueci! Que meu final de semana foi uma loucura, não é? Afinal, quem é que não sabe dizer "eu tenho tantos anos" em inglês! Todo mundo que estuda o mínimo de inglês sabe como dizer a idade. Conclusão: "o Denilso não tinha o que falar e resolveu apelar!"

Bom, até que poderia ser assim; porém, tudo o que escrevo aqui tem uma razão, um porquê. Logo, o que me levou a escrever sobre este assunto hoje foi o fato de eu ainda ver muitos alunos de nível intermediário (e até "avançados") de várias escolas de idiomas falando "I have 23 years old". Você deve estar se perguntando porque "I have ..... years old" está errado, né? Então, continue lendo!

Este erro é muito comum entre alunos brasileiros. Como em português dizemos "eu tenho ...... anos", logo é mais do que lógico que em inglês também será "I have...". O problema é que para dizer a idade em inglês, eles não usam o "I have..."; eles usam o "I'm...".

Ou seja, para dizer a sua idade em inglês você deve dizer "I'm ....... years old". Por exemplo, se eu for falar a minha idade digo "I'm 32 years old" e não "I have 32 years old".

Este erro acontece porque o cérebro ainda não se acostumou com a equivalência (tradução) correta. Aí na hora de falar, ele recorre automaticamente àquilo que parece ser o correto - I have. Para ficar bem entendido isto, pratique hoje o dia todo o modo certo de dizer a sua idade em inglês. Você pode escolher uma das formas abaixo:
  • I'm [idade] years old. (tenho ....... anos de idade)
  • I'm [idade]. (Tenho ...... anos)
  • [idade] (......)
Espero que você - leitor deste blog - não cometa este erro tão comum entre muitos brasileiros que estudam inglês.

See you! Take care...

sábado, 27 de setembro de 2008

Piada: Cuidado com o seu telefone celular

Faz bastante tempo que não conto uma piada aqui no blog. Então, hoje eu quero fazer você rir. Leia a piada abaixo e verifique não apenas o seu inglês mas também seu senso de humor.

Vários homens estão no vestiário de um clube de golf. Um telefone celular toca em cima de um banco e um cara coloca o telefone no viva-voz e começa a falar. Todas no vestiário param para ouvir a conversa.

MAN: 'Alô'

WOMAN: 'Amo, sou eu. Você tá no clube?'

MAN: 'Sim'

WOMAN: 'Eu tô aqui no shopping e encontrei um casaco de couro maravilhoso. Custa só $3,000. Tudo bem se eu comprar?'

MAN: 'Sem problemas, vá em frente se você realmente gostou dele!'

WOMAN: 'Eu também passei na revendedora da Ferrari e vi os novos modelos de 2010. Vi um e me apaixonei por ele.'

MAN: 'Quanto'

WOMAN: '$690,000'

MAN: 'Tudo bem, mas por este preço eu quero com todos os opcionais inclusos.'

WOMAN: 'Legal! Ah, só mais uma coisinha: a casa que eu queria ano passado está de volta no mercado. Eles estão pedindo $3,000,000 por ela.'

MAN: 'Bom, então vá em frente e faça uma oferta de $2,500,000. Provavelmente eles irão aceitar. Caso contrário, a gente pode colocar os $500,000 extras se o preço estiver realmente bom.'

WOMAN: 'Tá bom, querido. Até mais tarde! Te amo muito!'

MAN: 'Tchau, amorzinho! Também te amo!'

O homem desliga. Os outros estão olhando para ele admirados, boquiabertos.

ele se vira e pergunta: 'Alguém sabem de quem é este telefone?'

Para ler esta piada em inglês, leia o post Joke: careful with your cell phone. Take care! See ya!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Phrasal Verb: Take off

Um dos problemas em aprender os tais dos phrasal verbs é a quantidade de significados que eles têm. Por isto é recomendável que você os aprenda sempre através do contexto e nunca, jamais, never através de lista de phrasal verbs com off ou lista de phrasal verbs com take, por exemplo.

Ou seja, nunca se prenda a listas de phrasal verbs. Aprenda-os naturalmente! através do contexto! Crie exemplos seus sempre baseado nos usos e exmeplos que encontrar em livros, internet, etc.

Hoje vou dar alguns dos significados mais comuns do phrasal verb "take off". Anota aí:

1. take off = decolar
  • I got really nervous when the plane took off. (Fiquei super nervoso quando o avião decolou.)
  • The plane took off at 08 o'clock. (O avião decolou as 08 horas.)
  • His career started to take off when he was 20. (A carreira dele começou a decolar quando ele completou 20 anos.)
2. take off = tirar (roupa)
  • Take off that T-shirt! It's awful. (Tire essa camiseta! É horrível.)
  • I sat down to take my shoes off. (Eu sentei para tirar os meus sapatos.)
  • Take your sweater off. (Tire o suéter.)
Se você der uma olhada em um dicionário dos bons, vai perceber que "take off" tem ainda outros significados. Porém, estes dois aí são os mais comuns! Então aprenda-os bem! Depois preocupe-se com os outros significados!

See you next week! Today I'm in São Paulo. So, if I don't answer the e-mails I hope you all understand! Take care... Have a nice week, you all!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dupla Dinâmica: a diferença entre what e which

Veja as duas perguntas abaixo:

(1) O que você quer fazer?
(2) O que você quer fazer: ficar em casa ou ir ao cinema?

Qual a diferença de uma pergunta para a outra? Se você prestar bem atenção vai notar que na pergunta (1) a resposta pode ser qualquer coisa. Ou seja, eu posso responder que quero fazer qualquer coisas da inúmeras que passam pela minha cabeça.

Já na pergunta (2), a resposta é limitada. Eu tenho duas opções. Ou opto por 'ficar em casa' ou 'ir ao cinema'. Repetindo: eu tenho opções limitadas.

Pois bem! Se isto ficou bem claro para você em português; então vamos para o inglês. Veja a tradução das sentenças:
  1. What do you want to do?
  2. Which do you want to do: stay home or go to the movies?
Percebeu a diferença entre 'what' e which'? Espero que sim! Só para ficar mais claro, saiba que usamos o 'what' quando a resposta pode ser qualquer coisa. Não há opções de escolha. Já o 'which' usamos quando limitamos a respotas - oferecemos as sugestões para a pessoa. Veja mais exemplos:
  1. What is the airline you normally fly?
  2. Which is the airline you normally fly: TAM, GOL or Ocean Air?
  3. What's your favorite flavor?
  4. Which's your favorite flavor: chocolate or strawberry?
Nas perguntas ímpares acima a resposta inclui qualquer coisa. Eu posso responder o que quiser! Já nas perguntas pares as respostas se limitam às opções dadas por quem pergunta. Esta é a diferença entre 'what' e 'which'.

Devo avisar que esta é a diferença em interrogações. Afinal, as duas palavras têm ainda outros usos na língua inglesa. Porém, tratamos neste artigo apenas da dúvida mais freqüente: a diferença entre 'what' e 'which' ao fazer perguntas em inglês.

See you all tomorrow! Take care!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Swearwords: Termos Religiosos

Ao ler o artigo sobre os 10 piores palavrões da língua inglesa publicado aqui neste blog em 27 de janeiro de 2007, as pessoas costumam perguntar porque os termos "my God!" e "Jesus Christ" são considerados palavrões. Vamos então falar um pouco sobre isto. Antes, você pode clicar aqui para conhecer a lista dos 28 piores palavrões da língua inglesa e ver que "Jesus Christ" ocupa a 25ª posição e "God" a 28ª.

O "problema" com "my God" ou "Jesus Christ" deve-se ao fato de serem termos religiosos. Ou seja, para algumas pessoas estas palavras são consideradas sagradas. Desta forma, é preferível usar tais palavras apenas em contextos formais e mais respeitosos. Ou seja, algumas pessoas ao ouvirem tais termos sendo usados como blasfêmias podem se sentir extremamente ofendidas.

Eu mesmo ganhei um sermão certa vez por ter dito "Oh my God!" perto de uma americana que era bem religiosa. Na opinião dela, eu não deveria jamais tomar o nome de Deus em vão! E acreditem, eu fui chamado a atenção da forma mais implacável possível. Depois desta minha gafe eu deixei de usar "God" ou "Jesus Christ" nos meus momentos de ira ou surpresa.Clique aqui para adquirir este livro!

Como resultado desta minha experiência, eu hoje evito dizer "oh my God" ou "Jesus Christ". Prefiro seguir o conselho que me foi dado: "não ofenda as pessoas tomando o nome de Deus em vão! Ao invés de dizer tais termos diga 'oh my gosh!', 'oh heavens!', 'oh, my', 'oh gee'" entre outros menos ofensivos.

Claro que é comum ver tais palavras em filmes, conversas com pessoas, noticiários de TV, etc. Isto deve significar que esta "proibição" deve ter caído. Os falantes nativos da língua inglesa [talvez] não se sintam tão ofendidos assim ao ouvirem termos religiosos sendo usados como "palavrões". Em todo caso, aconselho você a evitar o uso de tais termos para evitar maiores contrangimentos.

Sei que isto pode parecer exagerado. Mas saiba que você não é falante nativo da língua e nunca sabe muito bem com quem está se comunicando. Logo, deixe a pessoa se expressar primeiro para só então tomar a liberdade de dizer "oh, my God!" e "Jesus!" ou qualquer outro palavrão. Embora eu ainda faço preferências para que você não os use jamais!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Metodologia: Progamação Neurolingüística

Tenho recebido perguntas sobre a metodologia de ensino de idiomas conhecida como Programação Neurolingüística. Algumas escolas (de renome inclusive) e até mesmo pessoas (dizem ser profissionais da área de idiomas) afirmam categoricamente que a Programação Neurolingüística é uma abordagem de ensino de idiomas assim com é a Communicative Approach, a Lexical Approach, o Task-Based Learning, o Silent Way entre outras.

Mas a verdade é que a

"programação neurolingüística não é um método de ensino de idiomas. [A Programação Neurolingüística] não possui um conjunto de técnicas para o ensino de idiomas baseado nas teorias e hipóteses ao nível de uma abordagem propriamente dita e de um design próprio. Na verdade, trata-se de uma filosofia humanística e um conjunto de crenças e sugestões baseadas na psicologia popular, desenvolvida para convencer as pessoas que elas têm o poder de controlar a elas mesmas [...] para que melhorem e também uma série de sugestões práticas sobre como se tornarem melhores pessoas." (tradução livre de Approaches and Methods in Laguage Teaching, by Richards & Rodgers)

Outro erro comum é achar que "Programação Neurolíngüistica" e "Lingüística" são a mesma coisa. Se você também pensa isto, saiba que Lingüística, de modo simplificado, é a ciência que estuda o desenvolvimento de um ou mais idiomas. Ela se divide em várias outras ciências: lingüística aplicada, psicolingüística, sociolingüística, análise do discurso, etnolingüística, semiótica, lingüística de corpus, lingüística computacional, neurolingüística (que estudam o funcionamento do cérebro na aquisição de língua), entre outras.

Já a Programação Neurolingüística foi criada por psicólogos (Grindler & Brandler) que acreditavam haver uma série de técnicas comportamentais (atitudes) e modos de falar [e pensar] que influenciam a atitude e o modo de vida das demais pessoas, ou a mim mesmo. Ao utilizar estes padrões comportamentais e de fala, eu posso me reprogramar para mudar de atitude. Ou seja, se a vida é péssima, eu devo me reprogramar para ver que a vida é bela. Se tenho dificuldades com alguma coisa (ou alguém), devo me reprogramar para sanar estas dificuldades.

No ensino de idiomas, a Programação Neurolingüística pode ser aplicada com o objetivo de mostrar a você que inglês é fácil, que você é capaz de aprender, você pode memorizar com facilidade, etc. Isto no ensino de línguas é conhecido como princípios humanísticos, usados apenas para ajudar os alunos a relaxar, se sentirem mais à vontade com a língua, mudar a sua atitude com relação ao aprendizado, serem mais conscientes de seu aprendizado e coisas assim.

Querido leitor, não se deixe enganar! Escola de idiomas nenhuma no Brasil (arrisco até a dizer que no mundo) tem um método 100% baseado na Programação Neurolingüística. Cuidado também com os "profissionais" (lê-se charlatães) que dizem dar aulas de inglês baseadas na Programação Neurolingüística e que, portanto, você será capaz de aprender inglês em 30 dias [ou 15, ou 100 horas ou 30 minutos]. Cuidado! Se isto fosse verdadeiro, está pessoa já estaria bilionária.

Pesado e escrito, despeço-me! See you tomorrow!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Expressão: De gustibus non est disputandum

Calma! Você não está no lugar errado! O blog continua o mesmo de sempre! Só resolvi mudar no título hoje. Ao invés de português ou inglês, o título foi em latim só pra variar um pouco.

O fato é que hoje você vai aprender a dizer uma expressão (frase feita) comum em inglês. Em Latim diriam "de gustibus non est disputandum"; já em português, "tem gosto pra tudo" ou "gosto não se discute". Expressões usadas quando queremos dizer que cada pessoa tem um gosto diferente para o que quer que seja, por mais estranho que seja. Por exemplo, o sujeito diz que gosta de suco de giló, aí você diz "tem gosto pra tudo"ou "gosto não se discute".

Em inglês a expressão é derivada do Latim, por isto o título do artigo hoje ser em Latim. Bom, lá em terras de língua inglesa eles dizem "there's no accounting for taste". veja aí um breve diálogo:
  • You kow what? I really love gilo juice! Mans, it's so delicious!
  • Well, there's no accounting for taste.
O curioso é que aqui no Brasil costumamos ser mais enfático dizendo "tem gosto pra tudo nesta vida" ou "tem gosto pra tudo neste mundo". Uma pena que em inglês não tem nada tão enfático assim!

Mas está aí mais uma expressão para seu caderno de vocabulário!

Para quem não sabe ainda continuam as possibilidades de você fazer parte do programa de coaching (consultoria) do aprendizado da língua inglesa. Quer mais detalhes!? É só enviar um e-mail para denilsolima@gmail.com.

See you tomorrow! Have a wonderful day, you all!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Are you a couch potato?

Hello everyone, how are you doing today? Is everything ok? I hope so! Well, tell me: are you a couch potato? What!? You don't know what a couch potato is? Ok! so let me teach you that one. I'll teach it in three different levels: basic, intermediate and advanced.

First, the Advanced
A couch potato is a person who spends leisure time passively or idly sitting around, especially watching TV. They don't get involved in any kind of strenuous exercise. As a matter of fact, they can't stand any kind of physical activity. What's more, they rarely eat healthy, nourishing food; they'd rather have hamburgers, fries, soft drinks and that kind of stuff.

Now, the Intermediate
A couch potato is a person who spends too much time watching television. He doesn't do any exercise at all. Actually, he hates exercising. He prefers to sit or lie on a couch watching their favorite TV programs. Another thing he doesn't like is healthy food. A real couch potato prefers junk food such as hamburgers, fries, soft drinks and so on.

Finally, the Basic
A couch potato is a very lazy person. A couch potato likes to watch TV a lot. A couch potato doesn't like to exercise. A couch potato likes to have hamburgers, fries, soft drinks, etc.

So, did you get it? Could you understand what a couch potato is? Are you a couch potato? Are you a basic, an intermediate or an advanced couch potato? Is there any couch potato in your family? Do you have a friend who is a real couch potato? Tell me a little bit about your couch-potato experience!

See you... Have a nice day!
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By Denilso de Lima, ELT Professional and Teacher Trainer

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Falando um pouco mais sobre preposições

Um dos temas mais pesquisados, sobre inglês, no Google por brasileiros é "preposições". Ele só fica atrás (acredite se quiser!) do assunto "palavrões". Como conseqüência, um bom número pessoas que caem neste blog diariamente procuram informações sobre os palavrões na língua inglesa ou sobre as tais preposições.

O fato é que neste blog você encontra os dois temas. Assim sendo, caso esteja interessado em saber sobre os 10 piores palavrões da língua inglesa é só clicar aqui. No entanto, caso você queira aprender sobre preposições, então leia um dos textos a seguir:
Quem acompanha meu trabalho - blog, livros, palestras, workshops, artigos, etc -, sabe que sou contra este negócio de decorar palavras isoladas e um monte de regras gramaticais. Este tipo de (des)aprendizado atrasa a aquisição da língua alvo e torna esta língua alvo algo complicado.

Afirmo isto porque a grande maioria das pessoas (alunos e professores de inglês) acreditam que é através de explicações técnicas e estudo/decoreba das regras que será possível aprender efetivamente uma outra língua. Até parece que somos exímios catedráticos em nosso próprio idioma. Veja as sentenças abaixo:
  • Eu sonhei .................... você noite passada.
  • Ela não quer falar .................... o ex-namorado dela.
  • A gente vai precisar .................... mais dinheiro para isto.
  • Eles estavam pensando .................... falar mesmo com você.
  • Eu estava indo .................... o trabalho quando vi o acidente.
Você com certeza entendeu todas as sentenças, não é verdade? Elas estão claras mesmo que uma única palavrinha tenha sido omitida. Você até consegue dizer que palavra está faltando.

Por que você sabe? Por que você é capaz de entendê-las automaticamente? Simples! Porque seu cérebro, ao longo da sua vida, aprendeu a língua portuguesa de modo natural. Ou seja, você aprendeu que dizemos: "sonhar com", "falar sobre" ( ou "falar a respeito"), "precisar de", "pensar em" (ou "pensar sobre", "pensar a respeito disto") e "ir para".

Enquanto seu cérebro aprendia a língua portuguesa, estas combinações de verbos e preposições foram ficando gravadas na sua memória. Assim, quando você quer usá-las o cérebro sabe exatamente o que deve ser colocado após uma palavra ou outra. Em momento algum seu cérebro - você - tem o seguinte pensamento:
  • Ok, eu tenho aí a palavra "sonhar" preciso de uma preposição! O que é uma preposição? É uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Em português as preposições podem ser essenciais ou acidentais. Vou agora verificar a lista de preposições para saber qual usar corretamente com a palavras "sonhar"...
Não é assim que funciona! Você simplesmente sabe que deve dizer "sonhar com". Você não faz a miníma idéia de que tipo de preposição é "com": essencial ou acidental? Você simplesmente sabe que deve dizer "sonhar com" e pronto! Mas, o que tudo isto tem a ver com inglês?

Eu sempre defendo a idéia de que você não tem que (até porque não vai conseguir) aprender/(decorar) uma lista de preposições da língua inglesa e sua supostas regras (regras estas que são tão fáceis de encontrar como as regras de uso das preposições em português; você sabe quais são?). Em inglês, você deve aprender as combinações de palavras do jeito que são e pronto. Do jeito que eles usam e não se fala mais nisto! Não adianta ficar se questionando muito.

Por exemplo, aprenda que em inglês eles dizem "dream about" e não "dream with"; eles dizem "depend on" e nunca "depend of"; eles dizem "convicted of" e não " convicted for" ou "convicted by". O certo é dizer "in a house", "in an apartment" e "on a farm". Ou seja, na maioria das vezes as preposições usadas por eles jamais serão as traduções ao pé da letra das nossas preposições. Logo, você deve aprender o conjunto todo! Deve ver a floresta inteira e não apenas a árvore!

É isto que você encontrará em meus livros ou em livros de autores que se preocupam com um aprendizado/ensino da língua de modo mais natural, prático e rápido. É esta a idéia defendida na Abordagem Lexical e até mesmo no núcleo de abordagens mais tradicionais como a Abordagem Comunicativa.

Espero que tenham chegado até aqui! O texto é longo! Mas acredito que tenha valido a pena! See you! Take care...

domingo, 14 de setembro de 2008

Ensino de Línguas no Brasil e os tais Níveis

No Brasil, devido à grande quantidade de escolas de idiomas e cada uma com seu perfil pedagógico estabelecido é natural que haja diferenças no chamado nivelamento. Isto é o que faz com que o nível de um aluno mude de uma escola para outra. Ou seja, para a ABC Language Institute você está no Intermediário 2, para a XYZ English School você está no Básico 4 e para a British Institute Forever você está no Pré-Intermediário 1.

Por outro lado, o mundo de ensino de idiomas (seja este idioma qual for) está se baseando em um estudo sério (feito por lingüistas, professores, pesquisadores e muito mais) para padronizar os níveis de conhecimento lingüísticos dos aprendizes de idiomas. Até mesmo as grandes editoras (Cambridge, Pearson-Longman, Oxford, Cengage, MacMillan e outras) estão se baseando neste estudo para classificarem o nível dos livros que publicam. Escolas de idiomas no mundo e universidades que oferecem cursos de línguas também já se fazem valer deste estudo para nivelarem seus cursos e alunos.

Este estudo encontra-se publicado em um documento, contendo mais de 200 páginas, conhecido como Common European Framework of Reference for Language (CEFRL). Trata-se de uma diretriz (um guia) utilizada para descrever o desempenho dos aprendizes de qualquer língua estrangeira. A princípio, ele visava apenas os países membros da Comunidade Européia; porém, devido ao seu conteúdo científico e seriedade ele tem sido adotado por quase todos os profissionais envolvidos sériamente com o ensino de idiomas no mundo: escolas de idiomas, ministérios da educação, ONGs, editoras, universidades, empresas, etc.

As vantagens para as as escolas de idiomas que realmente se preocupam com a formação lingüística de seus alunos e utilizam este documento são muitas. A principal em minha opinião é que seus alunos estarão caminhando ao mesmo passo - em termos de nível - com o mundo inteiro. Os alunos entederão que apesar do nível ser diferente em uma escola e outra, eles encontram-se em determinado nível de acordo com o CEFRL.

No Brasil, para que seja tirado proveito deste documento os Departamentos Pedagógicos das Escolas de Idiomas (seja qual for: CCAA, CNA, Cultura Inglesa, Wizard, Wisdom, Number One, Yázigi, Fisk, Wise Up, Lexical, inFlux, Skill, CEL-LEP, YES, etc), devem sentar e verificar em que nível o material (cursos) oferecido por eles se encaixam nos padrões estabelecidos pelo CEFRL. Assim, estarão, sem dúvidas, oferecendo um pouco mais transparência, seriedade e comprometimento ao modo como ensinam idiomas no Brasil. Além disto, estarão mostrando como respeitam seu público.

Já o Ministério da Educação pode através deste documento estabelecer políticas de ensino mais atuais e comprometidas com o aprendizado/ensino de línguas nas escolas públicas. Fato que já ocorre na maioria dos países latino-americanos. A seriedade com tal projeto deve patir de todos e o Governo Brasileiro deve(ia) ser o primeiro a tomar a atitude de reformular o ensino de línguas em nosso país.

Quem sabe um dia este sonho se torne realidade. Será uma vitória para os Profissionais de Ensino de Idiomas ver um aluno concluir o Ensino Médio com conhecimento lingüístico (inglês, ou espanhol) baseado em padrões mundiais de ensino. Temos ainda um longo caminho a percorrer! O importante é que muitos já deram o primeiro passo!

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Por Denilso de Lima, ELT Professional, home-based in Curitiba, Paraná, Brasil.

sábado, 13 de setembro de 2008

The Common European Framework

O Common European Framework of Reference for Languages é o documento utilizado para descrever o desempenho dos aprendizes de línguas estrangeiras na Europa. Elaborado pelo Conselho Europeu, foi considerado o principal item do projeto "Language Learning for European Citizenship" entre os anos de 1989 e 1996.

Seu principal objetivo é o de fornecer método de avaliação e ensino que se aplique a todos os idiomas dos países membros da Comunidade Européia. Em 2001, uma Resolução do Conselho Europeu recomendou o uso do CEFR para regulamentar os sistemas de validação das habilidades lingüísticas. Desta forma, os seus seis níveis de referência se tornaram amplamente aceitos como padrão para nivelar o grau de conhecimento que uma pessoa possui de outra língua.

Devido à seriedade e comprometimento científico do projeto, muitas instituições, empresas e ONGs no mundo todo têm adotado o CEFRL como padrão na definição de níveis dos cursos de idiomas por eles oferecidos. Este órgãos, porém, não trocaram o nome dos níveis por eles adotados. Eles apenas estabeleceram a correspondência entre seus níveis (elementar, básico, pré-intermediário, intermediário, pós intermediário, avançado, proficiente, etc) com os níveis do CEFRL, que são:

A (Basic User - Usuário Básico)
  • A1 - Breakthrough
  • A2 - Waystage
B (Independent User - Usuário Independente)
  • B1 Threshold
  • B2 Vantage
C (Proficient User - Usuário Proficiente)
  • C1 Effective Operational Proficiency
  • C2 Mastery
Identifique o seu nível lendo a descrição de cada um clicando aqui.

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Por Denilso de Lima, ELT Professional, home-based in Curitiba, Paraná, Brasil.

Vocabulário Específico: Airline English

Pensando na rapidez e, às vezes, quase que confusa e mecânica fala que as flight attendants (comissárias de bordo) fazem os speeches - as instruções que dão antes, durante e após um vôo -, decidi dedicar este artigo exclusivo a todos os profissionais desta áerea.

Acredito que as empresas aéreas não invistam muito na formação (inglês específico para crew members [tripulação]) de seus colaboradores. O que é uma pena! Afinal, o Brasil recebe turistas estrangeiros de tudo quanto é canto! E em 2014 sediaremos uma Copa do Mundo. Então, por que não pensar nesta formação, aprimoramento profissional de seus colaboradores? (caso alguma empresa aérea precise de um consultor ou profissional de ensino de inglês especializado para aulas específicas às equipes é só mandar um e-mail para mim)

Eu me antecipo e coloco abaixo speeches a serem praticados de modo natural, sem hesitação por você flight attendant! Caso acompanhe este blog, ficarei feliz se você espalhar isto aos seus colegas e me dar um retorno se valeu a pena ou não! Informe o endereço do blog (e também meus livros)! Coloque no Orkut! Enfim passe a mensagem adiante, ok?

O speech a seguir é para dar boas-vindas aos passageiros (o nome da companhia aérea e o número do vôo devem ser substituídos; usei TAM e JJ3872 por ser os que estou acostumado; informo ainda que até o momento a TAM não me deu nenhuma passagem por mencioná-la aqui e acredito que jamais darão [mas como eu caso no final do ano, poderiam pensar nesta hipótese, que tal? rsrsrsrsrs):

"Good [morning], Ladies and Gentlemen welcome aboard TAM Airlines flight JJ3872. to Brasília Please make sure that all carry-on items are stowed either in an overhead compartment or completely beneath the seat in front of you. If you have problems with the proper stowage of your items, please let a flight attendant know and we will be happy to help you. If you are seated in an emergency exit row, please read the information on the passenger safety card which is located in the seatback pocket in front of you. If you do not meet the criteria for seating in this row, or if you do not wish to assist in an emergency, let a crewmember know at this time and we will be happy to reseat you. Prior to departure from the gate all cell-phones must be turned off and stowed. Once again, we welcome you onboard."

Uma outra maneira de iniciar o speech é dizendo o seguinte:

"Good [morning], Ladies and Gentlemen, on behalf of Captain Denilso and the crew, welcome aboard TAM Airlines Flight JJ3872 to Brasília..."

No caso de um desavisado estar com o celular ligado, diga:

"Ladies and Gentlemen, The use of mobile phones are prohibited at all times. All mobile phones must be turned off. Thank you."

O avião aterrisou, mas ainda está na pista dirigindo-se para a área de desembarque, diga:

"Ladies and Gentlemen, please remain seated until the aircraft has come to a complete stop at the parking bay and the seat belt sign is switched off. All mobile phones must be turned off at all times. Thank you."

Para decolagem e pouso, ao diminuir a iluminação da cabine, diga:

"Ladies and Gentlemen, we will be dimming the cabin lights. If you would like to have the reading light on, the push button is located on the panel above your seat. thank you."

Acredito que eu poderia escrever mais aqui! Porém, isto é tudo por enquanto! Em breve, volto com a segunda parte deste artigo! Take care and Enjoy your Flight!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Gramática: Presente Simples

Publiquei algum tempo atrás, com data retroativa, uma dica sobre o Present Simple em inglês para os pronomes I, you, we e they (leia mais sobre os Pronomes Pessoais neste artigo). Fiquei devendo o mesmo tempo verbal para os pronomes he, she e it (tecnicamente conhecido como terceira pessoa do singular). Hoje então vamos falar sobre eles.

Como eu afirmo no primeiro artigo, o Present Simple (Presente Simples) em inglês é muito fácil de ser conjugado. Para dizer "eu gosto" você dirá "I like"; para dizer "você gosta", é só dizer "you like"; para "nós gostamos", é só falar "we like"; e, para "eles gostam", "they like". Note que em português o final do verbo (-o, -a, -amos, -am) muda de acordo com a pessoa (eu, você, nós, eles). Já em inglês o verbo - no caso, like - continua o mesmo, a única coisa que muda é a pessoa (I, you, we e they).

Até aí tudo é simples e descomplicado. O problema é quando você tem de usar os pronomes he, she e it. Felizmente, não é tão complicado assim. O problema é que as pessoas costumam complicar! E quanto mais tentam simplificar, mais complicado fazem parecer.


Pois bem! Se você tiver que dizer em inglês "ele gosta" ou "ela gosta", terá de dizer assim:
  • he likes
  • she likes
Observe que acrescentamos um 's' ao verbo like. Isto é preciso! Pois trata-se da forma como eles conjungam os verbos no Present Simple para os pronomes he, she e it. Se você quiser dizer "ele escreve", basta pensar no seguinte: "ele" em inglês é "he", "escrever" é "write"; logo, coloque os dois juntos e lembre-se de colocar o 's' no final do verbo; assim, "he writes".

esta regra vale para a maioria dos verbos em inglês - want, read, dance, tell, play, speak, talk, check, walk, work, sit, stay, run... Mas alguns verbos merecem atenção especial. Nada de mais! Nada de entrar em desespero, veja só:

1) Se o verbo terminar com as letras -o, -s, -sh, -ch, -x e -z você terá de acrescentar -es. Esta tal regra só vale para verbos que terminem com as letras -o, -s, -sh, -ch, -x e -z. Veja alguns exemplos:
  • I go > She goes
  • I do > She does
  • I miss > She misses
  • I wash > She washes
  • I watch > She watches
  • I fix > She fixes
  • I buzz > She buzzes
Os verbos usados acima terminam com as letras -o (do e go), -s (miss), -sh (wash), -ch (watch), -x (fix) e -z (buzz). Por isto receberam -es quando conjugados com she.

2) Caso o verbo termina em uma seqüência de consoante e 'y' - exemplos são try, reply, hurry, cry e outros - você deverá jogar o pobre do 'y' na lata do lixo e colocar '-ies'. Veja,
  • You try > He tries
  • You reply > He replies
  • You hurry > He hurries
  • You cry > He cries
Preste atenção ao fato de isto se aplicar apenas a verbos terminados em uma seqüência de consoante e 'y'. Verbos que terminem com vogal e 'y' prevalece a regra geral, ou seja, acrescente apenas o 's'.
  • You stay > He stays
  • You play > He plays
  • You pray > He prays
3) Como não poderia deixar de ser, há uma exceção a tudo isto. Tem um verbo que tem forma própria para as terceiras pessoas do singular (he, she e it). Trata-se do verbo have, que com estes pronomes vira 'has':
  • They have > He has
  • We have > She has
  • I have > He has
De forma bem "simples" é isto! Mas tenha em mente que não é decorando regras como esta que você vai se tornar fluente em inglês. Fluência vem com a prática! Com o tempo! Eu só me acostumei a usar estas regras aí naturalmente depois de um bom tempo estudando inglês. Ao escrever eu sempre lembrava de todas, mas na hora de falar com alguém eu esquecia tudo e cometia erros! Somente depois de algum tempinho é que elas se tornaram naturais e eu passei a usá-las sem preocupação.

As dicas acima valem para uma prova de inglês, um concurso, um vestibular e coisas assim! Enfim, valem para o inglês escrito! Já para o inglês falado é preciso tempo para se acostumar com elas.

See you tomorrow! Take care... By the way, semana que vem será lançado aqui no blog um produto exclusivo para quem estuda inglês por conta própria! Fique ligado!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Common European Framework: descrição dos níveis

A1


Consegue compreender e usar expressões comuns no dia-a-dia e frases bem básicas com o objetivo de satisfazer as necessidades primárias da comunicação. Consegue se apresentar e também apresentar outras pessoas. Consegue fazer e responder perguntas pessoais tais como onde mora, falar sobre pessoas que conhece e sobre o que possui. Consegue interagir de modo bastante simples desde que a outra pessoa fale devagar e claramente.

A2

Consegue compreender sentenças e expressões freqüentemente relacionadas às áreas de importância primária (por exemplo, informações pessoais e familiares básicas, fazer compras, descrever a geografia local, falar sobre seu trabalho). Consegue se comunicar em tarefas simples e rotineiras desde que estas requeiram uma troca simples e direta de informações sobre assuntos rotineiros e conhecidos. Consegue descrever em termos simples, aspectos de sua formação (background), o ambiente em que vive, e assuntos nas áreas de necessidade primária e imediata.

B1

Consegue compreender os principais pontos em uma comunicação clara sobre assuntos de seu conhecimento normalmente encontrados na escola, trabalho, lazer, etc. Consegue lidar com a maioria das situações que possam surgir durante uma viagem ao país no qual o idioma é falado. Consegue produzir textos simples sobre temas que lhe sejam familiares ou de interesse pessoal. Consegue descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como dar breves razões e explicações para suas opiniões e planos.

B2

Consegue compreender as principais idéias de textos complexos tanto de tópicos concretos quando abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialização. Consegue interagir com um grau de fluência e espontaneidade que torna possível a interação regular com os falantes nativos do idioma sem que haja tensão mental de cada participante do ato comunicativo. consegue produzir textos claros e detalhados sobre uma variada gama de assuntos e consegue explicar o ponto de vista de um tópico oferecendo as vantagens e desvantagens de vários pontos.

C1

Consegue compreender uma variada gama de textos mais longos e complexos, e reconhece o significado implícito dos textos. Consegue se expressar fluente e espontaneamente sem demonstrar claramente que está procurando as expressões que usa. Consegue usar o idioma de modo flexível e eficiente para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Consegue produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas complexos, demonstrando ter controle dos padrões organizacionais e estílisticos.

C2

Consegue compreender com facilidade praticamente tudo o que ouve e lê. Consegue resumir informações de diferentes fontes faladas e escritas, reconstruir argumentos e relatos de forma coerente. Consegue se expressar espontaneamente, de modo bastante fluente e preciso, identificando as entrelinhas do que é dito e escrito nas mais complexas situações.

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Por Denilso de Lima, ELT Professional, home-based in Curitiba, Paraná, Brasil.

Como dizer cálculos matemáticos em inglês?

Responda rápido: qual é a matéria escolar mais odiada?


Alguém aí pode até dizer Inglês, mas acredito que para a maioria a resposta é Matemática. Eu, particularmente, nunca fui muito fã; por isto me envolvi com Letras, Lingüística, Inglês etc. Preferências à parte, o fato é que hoje vamos falar de Mathematics aqui no blog, mais precisamente o que dizer ao fazer contas em inglês.

Uma curiosidade: informalmente o palavrão Mathematics pode ser abreviado para Math no inglês americano e Maths no inglês britânico. A diferença está no fato de que os britânicos costumam colocar um 's' no final, e os americanos não. Por quê? Não sei! Só sei que é assim!

Muito bem! Vamos ao que interessa. Veja as contas abaixo:
  • 2 + 2 = 4
  • 7 - 3 = 4
  • 3 x 4 = 12
  • 9 : 3 = 3
Como dizê-las informalmente (e não formalmente) em inglês? Lá vai a resposta:
  • "two and two is four"
  • "three from seven leaves four" ou "seven take away three is four"
  • "three fours are twelve" ou "three times four is twelve"
  • "three into nine goes three (times)" ou "threes into nine goes three (times)"
Vale dizer que de acordo com pesquisadores em neurolingüística, todo aprendiz de uma outra língua acaba voltando automaticamente para a sua primeira língua ao se deparar com números.

Ou seja, os cientistas dizem que mesmo quem fala inglês muito bem pode acabar voltando para o português ao lidar com números e cálculos matemáticos. Isto devido ao fato dos números serem algo muito abstrato e lógico. Então, saiba que leva um pouco de tempo para se acostumar com números e cálculos em uma segunda língua. É preciso prática!

Pensando na prática, escreva na área de comentários como você diria os cálculos abaixo em inglês:
  • 5 + 11 = 16
  • 23 - 12 = 11
  • 9 x 4 = 36
  • 8 : 2 = 4
I guess that's all for today! See you tomorrow!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vocabulário Específico: Movies

So, do you usually go to the movies? Do you like going to the movies? Did you know that in British English they usually say "cinema"? So, these questions in British English would be like "do you usually go to the cinema?", "do you like going to the cinema?".

Another difference is that Americans say "movie". British people say "film". So, you can ask: "what kind kind of movies do you like?" and "what kind of films do you like?".

The options are: cartoon (desenho), thriller (suspense), musical (musical), comedy (comédia), romantic comedy (comédia romântica), love story (filme romântico, romance), war movie (filme de guerra), action movie (filme de ação), horror movie (filme de terror), epic (épico, filme de época).

Other common expressions to talk about movies are:
  • Have you seen [name of the movie]? = Você já viu [nome do filme]?
  • Did you like it? = Você gostou?
  • I saw the preview. = Eu vi o trailer.
  • It looks good on the preview. = Pelo trailer parece bom.
  • It's worth seeing. = Vale a pena assistir.
  • I loved it. = Eu adorei.
  • I really enjoyed it. = Eu gostei muito.
That's it, folks! I'll see you tomorrow!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Modal Verb: MAY

Em maio eu dei uma explicação rápida sobre o que são os tais Modal Verbs (Verbos Modais). Caso você não leu ou queira matar a saudade é só reler aqui. Já falei também sobre dois Modal Verbs e alguns usos: can e will [uso 1 e uso 2]. Sempre deixo bem claro que o que conta é o uso de cada um e não um monte de regras chatas e confusas.

Seguindo esta idéia vamos falar sobre o MAY. Antes vale dizer que "May" é também a palavra para o mês de maio em inglês. Se você está começando a estudar inglês agora, não vá fazer confusão. Lembre que "MAY" pode ter outros significados além daquele que você talvez já saiba.

Para início de conversa, "may" - como Modal Verb - é geralmente usado para pedir permissão. Com este sentido é sempre acompanhado dos pronomes "I" ou "we". Veja os exemplos:
  • May I come in? (Eu posso entrar?)
  • May I help you? (Posso te ajudar?)
  • May we take some pictures here? (Nós podemos tirar umas fotos aqui?)
  • May we go to the party? (Nós podemos ir à festa?)
Você talvez esteja se perguntando se pode usar o "can" no lugar do "may", não é mesmo? Neste caso não há problema nenhum. O "can" pode sim substituir o "may". A única diferença é que ao usarmos o "may" o tom é bem mais formal. Estamos falando de pedir permissões! Lembre disto!

Além de permissões, o "may" é usado ainda para falar de probabilidades. Isto quer dizer que se há a probabilidade - 50% de chances - de algo acontecer, então o "may" pode ser usado sem problemas:
  • I may talk to her tomorrow morning. (Talvez eu fale com ela amanhã de manhã.)
  • I don't know but she may come to the party. (Eu não sei mas talvez ela venha à festa.)
  • They may phone tomorrow. (Pode ser que eles telefonem amanhã.)
  • We may travel this year. (É possível que a gente viaje este ano.)
Note que as traduções das sentenças acima foram feitas usando expressões que para nós também empressam incerteza/probabilidade. É importante você entender isto: o "may" não precisa ser traduzido como se fosse o verbo "poder". Nada a ver! Você pode - e deve - traduzi-lo através da idéia que ele expressa e não da palavra isolada por si só.

Eu poderia falar mais sobre o uso do "may"; porém como este dois são os usos mais comuns então vou parar por aqui. No caso de dúvidas é só me avisar! See you tomorrow! Take care! Have a great day!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vocabulário Específico: Partes Externas de um Carro

Due to the fact that a lot of people are looking for information about car parts, I want to show you a picture of a car and its main body parts - the outside parts. I hope you learn a lot from this picture and become more fluent when talking about cars. Here's the picture:

body - Visual Dictionary Online

Caso você esteja tendo dificuldades em entender algumas destas partes do carro, aí vai um breve guia para você se sentir mais à vontade:

roof = teto
sliding roof = teto solar
center post = coluna central
fuel door = tampa do tanque
windshield = pará-brisa
washer nozzle = esguicho de água para lavar o pará-brisa
windshield wiper = limpador do pará-brisa
bumper = pará-choque
wheel cover (hubcap, wheel trim) = calota
trunk = porta-malas
hood = capô
mud flap = paralama
door handle = maçaneta da porta
headlight = farol, lanterna

Acredito que as demais partes sejam auto-explicativas. Se você entende bem de de carros fica até mais fácil decifrar a figura acima.

That's all for now! (Por enquanto isto é tudo!) Vejo você em breve! Take care!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Atividades: Por que assim e não assado?

Veja o texto abaixo:


"Sometimes they are not very punctual. Where I live they should run every ten minutes, but sometimes I wait for them for thirty minutes or more. When one arrives is full up. On other occasions they are early and I miss them."

Você sabe dizer sobre o que a pessoa está dizendo neste texto? Se souber a resposta, deixe-a na área de comentários, logo abaixo no final deste artigo. Continue lendo para saber de onde esta atividade foi tirada!

O título do artigo já diz tudo! A atividade foi tirada do livro "Por que assim e não Assado? O guia definitivo de collocations em inglês". Para quem quiser saber sobre o conteúdo do livro, introdução e um pouco mais é só fazer o download das suas 12 primeiras página clicando aqui.

Uma particularidade do livro "Por que assim e não Assado?" é que ele tem várias atividades para você praticar as combinações de palavras (collocations) que vai aprendendo durante a leitura.
Não estou falando apenas de atividades do tipo complete isto com aquilo e por aí a fora. Netes livro tem também atividades baseadas naquelas revistas Coquetel, publicadas pela Ediouro. Assim, nele você tem vai encontrar caça-palavras, criptogramas, palavras cruzadas, o cair das letras e muito mais.

Não é a toa que o "Por que assim e não assado?" é um livro diferente de todos os que você já viu e que vai ajudar você a melhorar e muito o seu vocabulário. Seja você um aluno de nível básico, intermediário ou avançado. Quem estuda sozinho não tem com o que se preocupar. Afinal, as respostas de todas as atividades estão no final do livro. Não tem como não aprender com ele!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como é que se diz: Por causa disto

Uma das perguntas que mais tenho recebido ultimamente é sobre como dizer "por causa disto" em inglês. "That's why", eu decidi falar sobre ela hoje.

Na verdade não tenho mais nada a falar! Pois, acabei de escrever no parágrafo anterior como é que se fala "por causa disto" em inglês. "That's why", eu vou lembrar você que em português é comum também dizermos "é por isto" com o sentido idêntico a "por causa disto".

Outra curiosidade da língua portuguesa é que sempre falamos assim "é por causa disto que...". Muitas vezes a expressão é acompanhada por um "mas". Assim, ouvimos "mas é por isto que..." ou "mas é por causa disto que...".

Você agora vai conhecer mais livros para melhorar o seu vocabulário:
Agora que você já sabe de tudo isto, vamos aos exemplos:
  • That's why I'm not going to the party. (É por causa disto que não vou pra festa.)
  • I guess that's why they won't travel this year. (Eu acho que é por causa disto que eles naõ vão viajar este ano.)
  • Well, that's why I'm here. (Bom, é por isto que estou aqui.)
  • Oh, so that's why you're angry. (Ah, então é por causa disto que você tá com raiva.)
See you! Bye!
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Expressão: Pegar leve com alguém...

"Teacher, teacher... How do you say "leve" in English?", pergunta o aluno intrigado à sua querida professora de inglês.

Ela faz aquela cara de pensativa e depois de alguns milésimos de segundos responde de modo seguro e convincente, "you say 'light', Johnny? Ok, repeat after me! "Light". Ok! Very well, Johnny! So, 'leve' in English is..." A professora dá um tempo para que nosso grandioso Johnny complete a sentença. Ele sem titubear, manda bem e diz: "light".

Incrível! Little Johnny conseguiu aprender uma nova palavra em inglês! Passado alguns minutos, Johnny com a ajuda do seu super dicionário diz: "teacher, catch light with us in the test, ok?" A professora confusa, olha para Little Johnny e tenta entender o que ele acabou de dizer. Ele então repete de forma mais segura e convincente que a professora: "catch light with us in the test, ok?"

Claro que a professora não pode rir diante da tentativa de seu pequeno aluno. Porém, a vontade que ela tem é de cair na gargalhada. Ela segura esta vontade, vira-se pacientemente para Little Johnny e diz "Johnny in English they say 'go easy on us in the test'. The expression 'pegar leve com alguém' in English is 'go easy on somebody'". Ela então escreve algumas sentenças no quadro e pede para os alunos as traduzir para o inglês, as sentenças são:
  • Pega leve com o Miguel. It wasn't his fault.
  • Você deveria (You should) pegar leve comigo. I always help you!
  • Eu vou pegar leve com ela. She's a nice girl and has never been into trouble.
  • Os policiais não pegaram leve com a gente. They frisked us all!
Os alunos então passaram algum tempo se divertindo com a atividade e deram suas traduções para a professora. E assim foi mais um dia de aula! Claro, que os alunos aprenderam mais coisas! Porém, nunca se esquecerão que "pegar leve" ou "ir com calma" em inglês é "go easy on".

Agora chegou a sua vez! Na área de comentários, traduza as sentenças acima para o inglês. Depois que fizer a sua tradução confira aqui a correção. See you tomorrow! Take care!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Frase Feita: O que está passando...?

A situação é a seguinte: você visita um amigo; ele está assistindo a um programa de TV. Você então curioso pergunta
  • Que qui tá passando? (O que está passando?)
Se tiver que dizer isto em inglês pode cair na tentação de dizer "what's passing?". Foi isto o que uma aluna minha fez recentemente. Ela achou que traduzir assim palavra por palavra e usando a gramática corretamente estaria tudo certo.
Em inglês, porém, não se diz "what's passing?". A expressão mais comum usada por eles é
  • What's on?
Caso você queria pergunta algo como
  • O que vai passar na TV hoje a noite?
Basta dizer
  • What's on TV tonight?
O mesmo vale para "o que está em cartaz nos cinemas?" (what's on the movies?). Ou seja, nada de sair por aí dizendo "what's passing in the movies?". Com certeza não vão te entender muito bem!

A dica de hoje é curta e rápida mesmo! Então vejo você amanhã!