segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Como avaliar um curso de inglês?

O seguinte artigo foi publicado em O Estadão do Norte, principal jornal do estado de Rondônia, em 19 de março de 2006. Para este blog, o texto original foi alterado. Com o intuito de atender bem os leitores de todo o Brasil. É um texto longo, porém digno de ser lido do início ao fim. O autor apenas expressa sua opinião como Profissional em Ensino de Língua Inglesa e orientador de vários clientes/alunos. Não se trata de um texto contra esta ou aquela franquia/escola. São apenas pontos que devem ser levados em conta por qualquer adulto na hora de matricular seus filhos ou ele próprio em uma das várias opções que existe no mercado. Boa leitura! E muita reflexão!
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Em qual escola estudar? Afinal, são tantas as opções! No Brasil, há várias marcas de ensino de inglês. Algumas são gigantes nos mercado, outras são pequenas e buscam conquistar seu espaço. No entanto, o serviço oferecido por todas elas continua sendo o mesmo: ensino de inglês (ou outra língua: alemão, espanhol, francês, italiano, chinês, japonês, etc).

Os pais ansiosos por verem seus filhos e filhas falando inglês, correm para matriculá-los. Os critérios seguidos, geralmente, são os mesmos: preço ou conveniência (mais perto de casa, ampla sala de multimídia, livros coloridos, etc). Inconscientemente, porém, o critério status, muitas vezes, fala mais alto. "Vou matricular meu filho na escola XYZ porque é a melhor", diz um pai ou uma mãe decidida.

Esta simples declaração, por parte dos pais/clientes, suscita algumas perguntas curiosas: 1) como este pai, ou esta mãe, sabe que a escola XYZ é realmente a melhor? São eles especialistas na área? 2) que critério é utilizado pelos pais para avaliar a qualidade de um curso de idiomas? Quais pontos devem levar em consideração? 3) a escola eleita é a MELHOR por causa da estrutura física apresentada (prédio moderno, projeto arquitetônico de primeira? Ou ela é a MELHOR por causa da qualidade de ensino oferecida?

Como dito antes, a escolha é geralmente feita quase que inconscientemente. O cliente observa a estrutura física da escola e acha que isto é o essencial. A fachada chama a atenção, então você entra na escola. Ao entrar é recebido calorosamente pela simpática moça da recepção. Ela o atende muitíssimo bem. Depois da troca de algumas palavras, ela lhe mostra as salas super confortáveis com toda uma parafernália tecnológica à disposição do professor. Depois disto, ela lhe mostra o centro multimídia, o material de excelente qualidade, as demais instalações e tudo mais. Finalmente, vem o preço. Caso você não goste, ela certamente lhe dará um desconto fantástico e irrecusável - melhor que o da concorrente.

Observe que no parágrafo acima vimos como um pai ou uma mãe (um cliente em potencial) é levado a fazer a matrícula em um curso de idiomas. Contudo, vamos analisar rapidamente cada um destes itens.

01) A ESTRUTURA FÍSICA - Este é, sem dúvida, o chamariz da escola. O prédio é moderno. Possui um projeto arquitetônico arrojado. As cores são lindas e chamativas. Sem contar o magnífico jardim, a iluminação, etc. Tudo é muito lindo. No entanto, curiosamente, em todas as escolas as salas de aulas são idênticas: quatro paredes, um quadro, um tocador de CDs e um conjunto de carteiras. A fachada é realmente deslumbrante, as salas de aula, porém, continuam quadradas.

02) A MOÇA DA RECEPÇÃO - Estas profissionais são treinadas a lhe cativar. Elas são simpáticas, amigáveis, sorridentes, etc. Sim, este é o trabalho delas. Elas recebem treinamento para isto - algumas aprendem até mesmo técnicas de programação neurolingüística para poder persuadir melhor o cliente. Cuidado com isto! Afinal, não é esta pessoa quem dará aulas ao seu filho ou a você.

03) SALAS SUPER CONFORTÁVEIS
- Sala de aula com péssima iluminação, cadeiras desconfortáveis e sem ar-condicionado são coisas do passado. É obrigatório a qualquer curso de idiomas dispor de salas super confortáveis. Estes itens não são mais tidos como um diferencial entre as escolas. Na verdade, são itens indispensáveis. A parafernália tecnológica - televisão, aparelho de som, DVD, vídeo cassete, computador - são, na maioria das vezes, enfeites. Raramente serão utilizados pelos professores. Devo reconhecer que muitas escolas/franquias possuem programas de ensino no qual esta parafernália deve ser utilizada. Muito cuidado com isto! Caso não usem, exija seus direitos.

04) O CENTRO MULTIMÍDIA - São aquelas salas repletas de computadores. Lembram uma lan house. Quase nunca são usadas para o fim ao qual foram criadas. As crianças geralmente usam a sala multimídia de um curso de idiomas para bater papo na internet - claro que em português -, jogar on-line, deixar recados no Orkut do amiguinho, visitar alguns sites interessantes (ou não!), etc. São poucos os momentos em que estas salas são utilizadas para uma atividade em inglês: leitura de um jornal, ouvir uma rádio de língua inglesa, bater papo com estrangeiros, utilização de CD-ROMs com atividades em inglês, etc.

05) MATERIAL DE QUALIDADE
- Este tem sempre um excelente papel, é cheio de figurinhas e bem colorido. É um espetáculo! Só que seu filho ou você vão aprender inglês e não se tornarem críticos literários ou artistas gráficos.

06) O PREÇO - Nem sempre ele é atraente, mas tem de ser assim mesmo. Faz parte do sistema. Afinal, a escola tem que mostrar a você que ela está sendo camarada ao oferecer descontos promocionais incríveis. Você é levado a acreditar que esta levando vantagem. A escola faz você se sentir especial. Afinal, o preço inicial era salgado demais! Porém, foram compreensivos e gentis com você e lhe ofereceram um super desconto!

Se todos os seis ponto apresentados acima estiverem no pacote, você certamente espalhará aos seus amigos e vizinhos que aquela é a melhor escola de inglês da sua cidade. Veja que o critério qualidade foi baseado apenas na estrutura, no atendimento e no preço! Geralmente, é isto que torna uma escola a melhor de algum lugar! Claro que não podemos esquecer do fator status. Pois para muitos é 'chique' estudar na Escola XYZ da cidade, pois ela é a mais bonita e luxuosa.

Se você já passou por esta experiência, sabe que é realmente assim que o processo todo ocorre. Observe que em momento algum você se deparou com a qualidade de ensino; com o professor; com o método/abordagem utilizado; da quantidade de alunos por turma; do conteúdo a ser ensinado; do tempo que seu filho - ou vocês - estará se virando, em inglês, nas situações cotidianas mais básicas.

Mas não pense que decorando estes pontos você se tornará em um expert em avaliar as escolas de idiomas disponíveis. As respostas podem, também, ser ensaiadas pelas recepcionistas. Moral da história: você acaba caindo na mesma história de antes e achar que aquela é a melhor escola. Neste caso, permita-me dar-lhe algumas dicas para não se sentir inseguro.

Dica 01, O PROFESSOR - esta é a peça fundamental do processo! Procure conversar com o futuro professor do seu filho. Converse com alguns (ex-)alunos dele. Procure saber qual a opinião dos (ex-)alunos sobre o professor: a didática, o carisma, a empatia, a paciência, a segurança ao passar as informações, a competência e o comprometimento profissional dele. Enfim, avalie o professor profissionalmente. Não importa se morou nos Estados Unidos por tantos anos ou se fez curso na Inglaterra. Afinal, você mora no Brasil há muito tempo e nem por isto é professor de língua portuguesa, não é verdade? Informe-se se ele já fez algum exame de proficiência - estes certificados de proficiência são conquistados depois de muito estudo e geralmente por meio de uma prova que avalia o candidato em todas as áreas da língua inglesa. Os mais famosos são: TOEFL, FCE, CAE, CPE, IELTS. O professor está informado sobre sua categoria profissional. Profissionais da área de ensino de língua inglesa sabem sobre sua categoria. Há no Brasil uma associação de professores de língua inglesa para falantes de outras línguas - BRAZ-TESOL. Em vários estados há associações de professores de língua inglesa, procure saber se aquele professor participa de eventos, cursos, treinamentos e palestras oferecidos pela associação local (APLIESP, APLIERJ, APLISC, APIRS, APLIEPAR, APIES, APLITINS, entre outras). Isto pode mostrar o grau de comprometimento dele com a Profissão! Veja também se a escola incentiva seus professores a buscar conhecimentos além daqueles oferecido pela franquia e se demonstram interesse em ver seus professores comprometidos com a profissão que escolheram. As escolas terão melhores professores se você souber exigir o melhor.

Dica 2, O MÉTODO - Os mais comuns no Brasil são: o áudio-lingual e a abordagem comunicativa. O áudio-lingual se popularizou na década de 1960. A ênfase esta na aquisição de vocabulário isolado e de regrinhas gramaticais. Já a abordagem comunicativa ganhou popularidade na década de 1980. No Brasil, ele foi adaptado e se afastou muito da proposta sugerida por seu criador. Nele os alunos aprendem algumas frases a serem usadas em determinadas situações; contudo, a ênfase ainda é dada à gramática. Há outros métodos e abordagens estranhos: Abordagem Lexical, Método Callan, Task-based Learning, Silent Way, Teaching Unplugged, Programação Neurolingüística, etc. Meu conselho é que você opte por uma escola com a qual você, ou seu filho, se sinta à vontade com o método usado. Para isto, tente assistir algumas aulas antes de tomar a decisão definitiva. Chegue na escola sem avisar e diga que gostaria de assistir a uma aula. Assim você terá uma idéia de como as coisas realmente funcionam. Pergunte qual método utilizado pela escola, anote em um papel e pesquise na internet sobre ele. Ao longo do tempo verifique se a escola se mantém "fiel" ao método utilizado.

Dica 3, O NÚMERO DE ALUNOS EM SALA - O ideal é que a sala tenha no máximo doze alunos; quinze é o limite máximo. Mais de quinze é bagunça na certa! O professor não dá conta de ajudar vinte alunos ao mesmo tempo. Lembre-se estamos falando de aprender outra língua e não uma disciplina escolar. Se você quiser aprender apenas a gramática da língua inglesa, então tudo bem - neste caso pode haver quantos alunos a sala comportar. Porém, se o objetivo é falar inglês, então exija no contrato que a turma tenha apenas entre dez a quinze alunos. As escolas costumam anunciar turmas reduzidas. No entanto, Quando você entra na sala, no primeiro dia de aula, mal tem lugar para você se sentar. A desculpa que os donos de escolas dão é a seguinte: "acontece que muita gente vai desistir ao longo do curso, por isto colocamos vinte alunos, ou mais, na sala." Preste atenção nesta declaração! Se o dono tem a melhor escola da cidade porque é que ele conta com a desistência de seus alunos? Há algo de estranho nisto, você não concorda?

Dica 4, O CONTEÚDO A SER ENSINADO - Não se iluda se disserem que seu filho aprenderá as cores, os animais, as partes da casa, os móveis, materiais escolares, etc. Isto não significa saber inglês. Pense nisto: com que freqüência você costuma falar as cores em português? E que tal o nome dos animais? As partes da casa geralmente são faladas em sentenças e não isoladamente. Se o representante da escola falar em gramática, cuidado. Pode ser que seu filho aprenda algumas regrinhas gramaticais incompreensíveis. Não "entendemos" nem mesmo as regras gramaticais da nossa própria língua como podemos entender as de uma outra língua totalmente nova. Se você não sabe inglês, exija que a escola diga com todas as letras o que seu filho aprenderá a falar em cada nível, em que situações ele será capaz de se comunicar - restaurante, aeroporto, solicitando informações, hotel, etc.

Dica 5, O TEMPO - Em um ano o aluno deve ser capaz de se comunicar nas situações mais essenciais da vida - restaurante, hotel, aeroporto, lojas, ruas, etc. Um ano e meio é o máximo tolerável. Se em dois anos seu filho ainda não estiver se virando nas situações mais corriqueiras, desconfie. Para atingir o nível avançado o tempo médio é de dois anos e meio a três anos. Tem escola cujo curso completo dura oito anos. Dá para fazer duas faculdades durante este tempo, não dá? É claro que estamos tratando aqui do ato de falar inglês e não dá gramática. Gramática leva muito mais tempo. Responda, há quanto tempo você fala português? Você sabe toda a gramática da nossa língua? Então, pense nisto com relação ao inglês. O ideal é que a escola prepare seus alunos para aprender inglês por conta própria depois de algum tempo. O problema é que o aluno deve estar motivado a isto, caso contrário ele poderá estudar inglês a vida toda e nunca se sentir um falante competente. Uma última dica é você solicitar o número de telefone de alguns alunos dos níveis avançados e perguntar o grau de satisfação deles com a escola no geral e se eles se sentem felizes com o inglês que aprenderam.

JUNTANDO TUDO

No geral, o importante é juntar todos os pontos acima. Assim, você poderá ter um retrato mais fiel do que é oferecido. Contudo, nem sempre isto será possível. Então opte pelos pontos que sejam importantes para você. Exija sempre o melhor! Não se contente com menos!

Não se iluda com o fato de a escola ser maravilhosa por fora. Não se preocupe muito com o status. A não ser que você tenha dinheiro para jogar fora durante muito tempo. Neste caso recomendo que você coloque este dinheiro em uma poupança e no futuro faça um intercâmbio.

Volto a repetir, exija sempre o melhor no que se refere à sua educação e à de seus filhos. Aprender inglês, ou qualquer outra língua, é algo sério. A seriedade, portanto, deverá partir de você. Desta forma, as escolas se sentirão pressionadas a serem cada vez melhor em todos os quesitos, não apenas na fachada.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Merry Christmas and Properous 2008

Aproveito este espaço para agradecer a todos vocês que diariamente acompanham as movimentações deste humilde blog.

Obrigado por tirarem um tempo para ler as dicas aqui dadas.
Obrigado por todas as palavras de incentivo e motivação.
Obrigado por participarem virtualmente da realização de meus planos e sonhos.
Obrigado por me desejarem sucesso, conquistas e vitórias.
Obrigado por torcerem por mim.
Obrigado por terem tornado o ano de 2007 um excelente ano para mim.

Desejo a todos vocês que por aqui passaram - e continuam passando - um 2008 repleto de coisas boas, de excelentes notícias, de momentos maravilhosos. Lembrem-se que nem tudo poderá ser perfeito, mas saibam que sempre haverá um grupo de pessoas especiais torcendo para que tudo de certo para vocês.

Não conheço vocês pessoalmente, mas estejam certos de que estarei sempre - através deste blog - torcendo por vocês. E transmitindo a certeza de que falar inglês não é um sonho impossível e muito menos uma barreira insuperável. No que depender de mim, 2008 será um ano de muito aprendizado, diversão e sucesso.

Boas festas e que 2008 seja mais um ano de 1001 alegrias.

Denilso de Lima
ELT Professional

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Preposições!? Sempre elas!

No texto de ontem tivemos uma atividade que envolvia collocations com a palavra "money". Havia lá alguns verbos que combinam perfeitamente bem com "money" e os complementos. Desta forma todos deveriam ter formado as seguintes phrases:
  • spend money on new clothes and shoes
  • lend money to a friend
  • borrow money from the bank
  • invest money in research and development
Até aí tudo bem! Mas eis que um leitor fez a seguinte pergunta:

"Borrow money from/to/of a friend? [...] E quando sabemos quando usamos 'on' ou 'in'?"

Como sempre digo, não adianta querer encontrar uma lógica para aprender as preposições. Não há regras. Alguns autores até tentam achar uma lógica. Em alguns casos é até possível, mas na maioria das vezes não adianta. O que há, na verdade, é o uso, a combinação correta (collocation). Assim, a melhor maneira para aprender é observando que preposição é usada (combinada) com determinados verbos e expressões.

FAça o Download de um Artigo Sobre Collocations Clicando Aqui!

Observe nas sentenças acima e veja qual é a preposição usada com os verbos:
  • spend money ......... (something)
  • lend money ........ (someone)
  • borrow money .......... (someone/a bank/etc)
  • invest money ........... (something)
Acredite em mim! Se você começar a aprender inglês assim - no conjunto - e deixar de lado a mania de querer achar regrinhas para o uso de "in", "on", "to", "of", "over", enfim, qualquer preposição que seja, você vai levar muito tempo para aprender a usá-las ou nunca aprenderá. Acostume-se a ver a floresta toda e não apenas uma árvore de cada vez.

Para termos certeza que você entendeu isto. Clique aqui para colocar em prática o que acabou de aprender. Vale a pena fazer a atividade!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Money que é good...

Hoje a coisa vai ser diferente. No lugar de uma dica, uma atividade que na verdade não deixa de ser uma dica.

Todo mundo aí sabe do guia de collocations que foi lançado em outubro, né? Caso você não saiba trata-se do livro "Por que assim e não assado? O guia definitivo de collocations em inglês". Caso você ainda não saiba o que são collocations, basta clicar aqui.

Veja abaixo uma atividade para praticar collocations da palavra "money" (dinheiro). Ou seja, todos os verbos combinam com "money", porém sua tarefa vai ser de montar as frases por inteiro.

Por exemplo, você pode dizer "borrow money". Mas qual é o resto da expressão? Só uma vai dar certo: "from the bank". Desta forma você forma a expressão "borrow money from the bank" (pegar dinheiro emprestado do banco).

Assim sendo combine (coloque) os verbos a seguir:
  • borrow money (pegar dinheiro emprestado)
  • invest money (investir dinheiro)
  • lend money (dar dinheiro emprestado, emprestar dinheiro)
  • spend money (gastar dinheiro)
Com estes complementos:
  • to a friend (a um amigo)
  • on new clothes and shoes (em roupas novas e sapatos)
  • in research and development (em pesquisa e desenvolvimento)
  • from the bank (do banco)
Um você já sabe como é - borrow money from the bank (pegar dinheiro emprestado do banco). Escreva suas respostas na área de comentários.

A vantagem de aprender que palavras combinar com outras palavras é que o seu vocabulário se desenvolverá de modo mais natural e fluente. O seu cérebro registrará a expressão toda e quando você precisar ele vai lembrar dela toda e não palavra por palavra.

Você pode ler mais sobre isto no livro que mencionei no início deste texto. No mesmo livro você poderá encontrar muito mais palavras para combinar com muitas outras palavras e encontrará também muitos exercícios para passar o tempo de modo bastante educativo!


Take care...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Irritadiço... Estressadinho...

Diz o dicionário que "irritadiço" é aquela pessoa que se irrita com facilidade ou mesmo que demonstra raiva com certa freqüência. Muitas mulheres costumam ficar neste estado em certo período mensal. Basta uma palavra trocada e pronto! Já é motivo para uma confusão danada! fatos da vida! Afinal, os nervos ficam à flor da pele.

Um outro exemplo de pessoa que se irrita com facilidade é um certo presidente de um país vizinho ao Brasil. Caso você não saiba o nome deste cidadão é Hugo Chavez. Pense num camarada estressadinho!

Mas enfim, para dizer que alguém é assim em inglês você tem várias opções. Uma bem interessante é a palavra "tetchy". Tem tudo a ver com o "irritadiço". Assim você pode dizer coisas como
  • I asked her age, and she grew a bit tetchy. [Perguntei a idade dela, e ela ficou toda estressadinha]
  • I have a real tetchy boss. [Eu tenho um chefe que se enfeza fácin fácin]
  • Why are you so tetchy today? [Por que é que você tá toda estressadinha hoje?]
Claro que há sinônimos para esta palavra em inglês. Uma bastante conhecida é "peevish". Tem também "cranky", que é bem informal. Você pode até optar por uma palavra de origem latina, portanto, parecida com uma palavra em português - "irritable". Há outras ainda, mas esta aí já ajudarão você a se expressar bem em inglês.


Take care you all.
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LEIA TAMBÉM:
Só por curiosidade!
Palavras que valem ouro
O que são palavras vazias

Como dizer puxa-saco em inglês

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Com a boca na botija...

"With the mouth in the hmmm... in the... hmmm..." Será que alguém aí sabe como é que se diz "botija" em inglês? Enquanto alguém procura, eu já vou dizendo por aqui que a nossa expressão "pegar alguém com a boca na botija" é a mesma coisa que:

"pegar alguém com a mão na massa", "pegar alguém no flagra", "pegar alguém em flagrante", "apanhar alguém com a mão na cumbuca" ou outras parecidas.

Será que alguém aí já descobriu como dizer botija em inglês? Se ninguém achou, não tem porque se preocupar. Pois, para dizer "pegar alguém com a boca na botija" em inglês não é preciso traduzir literalmente. Eles - os gringos - dizem "catch someone red-handed". Veja aí alguns exemplos,

> I was caught red-handed playing hooky. (Eu fui pego com a boca na botija, matando aula)

> We were caught red-handed with the stolen items in the pocket. (A gente foi pego em flagrante, com os objetos roubados no bolso)

> He was caught red-handed by his wife. (A esposa dele pegou ele com a mão na massa)

Lembre-se sempre da fórmula "be caught red-handed". Ela é muito mais comum. Procure também por outros exemplos na internet e veja como elas são usadas. Evite a tentação de sair por aí perguntando o porquê de se dizer "ser pego com a mão avermelhada" ou algo assim! Ao pé da letra não vai dar muito certo!

Porém, caso a curiosidade persista e ainda assim você queira saber o motivo da mão vermelha na expressão; então clique aqui e descubra mais. E a botija? Alguém já descobriu como é em inglês?

See you tomorrow! Take care...

sábado, 8 de dezembro de 2007

Proibido soltar puns aqui!

Club tells pensioner to break wind outside
[Bar pede a pensionista para soltar puns do lado de fora]

A retired [aposentado] bus driver who has drunk [que vem bebendo] in the same social club for 20 years has been told [foi solicitado] to step outside [a dar uma saidinha] when he breaks wind [soltar puns], because his flatulence is "disgusting" [causando nojo aos] other customers.

Maurice Fox, 77, was handed a formal letter of warning [recebeu uma carta formal de aviso] from his club committee [do comitê do seu clube] after "several complaints" from patrons [após "várias reclamações" dos membros].

The widower has agreed to comply with the request [concordou em atender o pedido] but claims he received no verbal warning [notificação verbal] from staff at Kirkham Street Sports and Social Club in Paignton, Devon, where he is an honorary life member.

"I do get a bit windy - I am an old fart now," he said. [Eu realmente fico um pouco frouxo - sou um velho peidão agora]

"They can be a bit loud at times [Pode ser um pouco barulhento às vezes]. If I've got time and know they are coming I pop into the porch inside the door [eu dou um pulinho na entrada pelo lado de fora]," he told the South Devon Herald Express newspaper.

Mr Fox said that he had tried to calm his flatulence [diminuir a incidência de flatulências] by switching from cider to bitter [mudando de bebida], but admitted that the six pints of Bass he drinks a day still leave him feeling gassy [as seis 'canecas' de Bass que ele toma por dia ainda o deixam se sentindo gaseificado].

He added that his problem causes less of a fuss of [causa menos confusão] in the men-only environment [ambiente apenas para homens] of another local club, Palace Place.

"I can let go when I like [Posso deixar sair quando bem quiser] at the Palace. It's more relaxed, and so am I [É mais solto, e eu também]," he told the newspaper.

The letter of warning, signed by club secretary George Shepherd "for and behalf of the committee" [em nome do comitê], read: "After several complaints regarding [relacionadas a] your continual breaking of wind (farting) [sua contínua ação flatulenta {peidos} while in the club, would you please consider that your actions are considered disgusting to fellow members and visitors [o senhor deveria considerar que suas ações são tidas como nojentas aos demais membros e visitantes].

"You sit close to the front door, so would you please go outside when required. So please take heed of this request." [Sente-se perto da porta, assim o senhor poderia se retirar quando for solicitado. Desta forma, por favor leve esta solicitação à sério.]

Mr Fox, who also used to work at Heathrow Airport as a fork lift driver [motorista de empilhadeira], lives alone on nearby Princess Street. His wife Pam died seven years ago.

Veja esta notícia na íntegra clicando aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

As cores em inglês...

Lá está você em uma sala de aula! O nível é básico! A aula é sobre as cores! Você aprende que "amarelo" é "yellow", "azul" é "blue", "vermelho" é "red", "preto" é "black", "branco" é "white", etc, etc.

Mas espera aí! Com que freqüência você costuma usar as cores assim, isoladamente? Durante as conversas que você tem ao longo do dia você costuma falar o nome das cores em forma de lista? Claro que se você estive pensando na tinta que vai comprar para pintar sua casa ou outro ambiente é possível falar sobre as cores! Ou ainda nas cores de uma roupa que estiver pensando em comprar! O fato é que quase nunca falamos sobre as cores ao longo de um dia.

Digite seu e-mail aqui para receber dicas de inglês diariamente:


Mas o curioso é que costumamos usar as cores de uma forma diferente! Usamos em expressões. Para ter uma idéia complete as expressões abaixo com uma cor:

1. Gastei todo dinheiro que estava no banco. Minha conta está no ........................
2. Fulano se meteu numa briga ontem e agora está de olho .....................
3. Caramba! Esqueci a palavra! Me deu um ............... e não consigo lembrar.
4. Olha do jeito que está não vai dar! A coisa tá ficando cada vez mais ..................

Veja que em português usamos as cores em expressões comuns a todos os falantes da língua. O mesmo acontece em inglês! Há uma série de expressões usadas diariamente que envolvem as cores. Vale muito mais apenas dedicar tempo a elas do que às palavras (cores) isoladamente. AS expressões acima podem ser ditas assim em inglês:
  1. estar no vermelho > be in the red
  2. olho roxo > black eye (veja que mudou a cor)
  3. Me deu branco > My mind went blank (veja que é usado white)
  4. A coisa tá preta > The situation is really bad (não se usa cor nenhuma)
Outra cores interessantes para se aprender:
  • amarelar; acovardar-se > be yellow (ser medroso)
  • verde de inveja > green with envy
  • receber o sinal verde > get the green light (receber aprovação para fazer algo)
  • ficar furioso > see red
  • mentirinha boba > white lie
  • estar extremamente triste > feel blue
Para outras expressões com cores, clique aqui!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Assim... de cabeça...

A cena é a seguinte, você esta conversando com alguém e então tem de dizer "assim de cabeça, eu não consigo me lembrar do nome dela".

Você sabe que "eu não consigo me lembrar do nome dela" em inglês será "I can't remember her name"; porém, a frase "assim de cabeça", no sentido de "falar sem pensar muito ou sem ler algo a respeito", trava. Afinal, traduzir ao pé da letra não vai fazer sentido algum.

O que dizer nesta hora? Simples: "off the top of my head". A sentença usada como exemplo no começo deste artigo será traduzida assim:

Off the top of my head, I can't remember her name.

Veja aí mais alguns exemplos:

"Off the top of your head, who is the best singer in the world?" (Assim de cabeça, quem é o melhor cantor do mundo? - ou ainda - Sem pensar muito, quem é o melhor...?)

"Just off the top of your head, how many people were there at the party?" (Assim de cabeça, quantas pessoas estavam na festa?)

"How many TV programs can you remember off the top of your head?" (Quantos programas de TV você consegue se lembrar de cabeça?)

"Name six people, off the top of your head, that inspire you" (Dê aí, de cabeça, o nome de seis pessoas que te inspiram)

Pronto! Por hoje é só! Off the top of your head, how many expressions have you learned on Inglês na Ponta da Língua?