Já escrevi aqui no blog vários textos sobre pronúncia da língua inglesa. Um texto em específico – Preocupações com a Pronúncia em Inglês – chegou a causar certa revolta entre os professores que acompanham o Inglês na Ponta da Língua. Por quê?
Pelo simples fato de no texto eu falar que você aprendiz de inglês tem de parar com essa mania boba de se preocupar exacerbadamente com os sons do “th” [/θ/ ou /ð/] , com a diferença entre o i longo (sheet, beach) e o i curto (shit, bitch), ou com a pronúncia de “man” e “men”. No mesmo texto eu afirmo “que há muito mais coisas com as quais se preocupar. Falar outra língua significa se comunicar naquela língua; o objetivo é expressar ideias, sentimentos, fatos, etc.”. Ou seja, o desespero para fazer um som corretamente não pode impedir você de dizer o que pensa ou mesmo de fazer você pensar que inglês é difícil.
A questão dos sons da língua inglesa é complicada para muito. Afinal, você já tem o seu aparelho fonológico formado, a musculatura está definida. Logo, muitos sons específico da língua inglesa, você certamente não conseguirá dominar de modo perfeito. Isso significa que o fato de você não conseguir pronunciar perfeitamente o “th” não deve servir de desculpa para que você diga, “eu nunca vou aprender inglês”. E a boa notícia é que mesmo entre os falantes nativos de inglês, o som do “th” está se perdendo.
O “th” em inglês já vem sendo pronunciado como /f/, /t/, /s/, /d/, /v/ ou /z/ pelos próprios falantes nativos da língua inlgesa. E se você acha que isso é invenção minha, segue abaixo o que diz o livro “English Pronunciation in Use”, publicado pela Cambridge University Press, escrito por Mark Hancock, na página 42:
Pelo simples fato de no texto eu falar que você aprendiz de inglês tem de parar com essa mania boba de se preocupar exacerbadamente com os sons do “th” [/θ/ ou /ð/] , com a diferença entre o i longo (sheet, beach) e o i curto (shit, bitch), ou com a pronúncia de “man” e “men”. No mesmo texto eu afirmo “que há muito mais coisas com as quais se preocupar. Falar outra língua significa se comunicar naquela língua; o objetivo é expressar ideias, sentimentos, fatos, etc.”. Ou seja, o desespero para fazer um som corretamente não pode impedir você de dizer o que pensa ou mesmo de fazer você pensar que inglês é difícil.A questão dos sons da língua inglesa é complicada para muito. Afinal, você já tem o seu aparelho fonológico formado, a musculatura está definida. Logo, muitos sons específico da língua inglesa, você certamente não conseguirá dominar de modo perfeito. Isso significa que o fato de você não conseguir pronunciar perfeitamente o “th” não deve servir de desculpa para que você diga, “eu nunca vou aprender inglês”. E a boa notícia é que mesmo entre os falantes nativos de inglês, o som do “th” está se perdendo.
O “th” em inglês já vem sendo pronunciado como /f/, /t/, /s/, /d/, /v/ ou /z/ pelos próprios falantes nativos da língua inlgesa. E se você acha que isso é invenção minha, segue abaixo o que diz o livro “English Pronunciation in Use”, publicado pela Cambridge University Press, escrito por Mark Hancock, na página 42:
Minha pergunta (comentário) é: se eles, que são falantes nativos da língua, estão mudando o som, por que é que você tem de se desesperar ou se preocupar ao extremo com isso no início do seu curso de inglês? Que tal se preocupar em aprender a se comunicar com as pessoas sem ter medo de fazer os sons 100% corretos? Você pode chegar perto e ainda assim ser compreendido. Veja quantos estrangeiros estão no Brasil falando português com uma pronúncia “engraçada” e conseguem se comunicar sem grandes problemas. Eu smepre digo que essa é uma grande diferença entre estrangeiros e brasileiros: os estrangeiros têm coragem de arriscar e dizer o que pensam sem se preocupar com um som específico; já os brasileiros têm medo de errar um som e assim preferem calar a boca e ou reclamar de que aprender inglês é impossível.
Enfim, tenho certeza que muita gente não vai gostar desse texto. Mas, eu também não concordo com o fato de inúmeros professores de inglês desestimular seus alunos por causa de um “th”. Também, não aprovo o fato de muitos alunos se preocuparem ao extremo com a pronúncia de “world”, “man”, “men”, “bitch”, “beach”, etc., e usarem isso como desculpa para dizer que inglês é difícil.
Lembrem-se: a língua não é minimalista, ou seja, ela não é feita apenas de sons isolados; a língua é maior que isso, ela é feita de inúmeros atos comunicativos que se entrelaçam. Se algo não fica claro em uma conversa, você precisa saber como dizer o que deseja de outra forma. Se o som não saiu perfeito (como o de um nativo), você tem a chance de continuar conversando e esclarecer o que realmente quer dizer.
Estou escrevendo sobre isso devido a algumas perguntas que recebi ontem no nosso primeiro bate-papo em vídeo via Facebook. Era grande o número de pessoas – estudantes – pedindo para eu explicar a diferença de um som ou outro, pediam também para eu pronunciar a palavra “world” para que pudessem aprender o jeito certo. Não é assim pessoal! Tem mais coisas para aprender e ainda assim se dar bem!
A dica final é: enquanto você estiver vendo a língua inglesa apenas como um conjunto de regras gramaticais, uma imensidão de palavras isoladas e um monte de sons inexistentes em português que devem ser aprendidos corretamente, vocês vão demorar anos para adquirir fluência em inglês (ou desistirão no meio do caminho). Preocupem-se em aprender a língua de modo natural e a gramática de uso, as palavras e os sons serão assimilados por você ao longo do caminho. O processo de aprendizado de uma segunda língua é contínuo e não passo a passo.
Para encerrar, pense em fazer o curso Aprender Inglês Lexicalmente. Nele é falado sobre tudo isso e muito mais. Caso não queira (ou possa) fazer esse curso, então leia os vários textos aqui do blog que abordam esse tema. Have a nice day and keep learning.





